Será um bom ano

Acho que é o primeiro ano, em toda a minha vida, que estou a fazer resoluções para o ano novo. Creio nunca ter sentido esta necessidade, nunca vi o início do ano desta forma, sempre considerei que mudanças podem e devem ser feitas em qualquer altura mas nesta última semana dei por mim a pensar que talvez seja mesmo boa ideia marcar o dia 01 de Janeiro como o primeiro dia de muita coisa, boa, prioritariamente e de preferência.
Já houve imensa coisa que alterei neste final de ano, imensa até. Pensamentos, formas de estar mas desejos esses estou a deixar para o novo ciclo que vai iniciar. E acredito, com muita força, que será um bom ano. Sinto em todo o meu ser que há muita coisa a caminho, muitas mudanças e muitos momentos pelos quais já venho a desejar há muito tempo.

Talvez a noite da passagem de ano não seja da forma como eu gostaria que fosse mas não irei deixar que isso afecte este meu positivismo.

2016, podes vir, estou à tua espera.

Madrugar para ginasticar

Eu consigo entender porque as pessoas fazem caretas e demonstram algum desagrado sempre que comento que acordo às 6h30m para ir ao ginásio. É verdade que custa, a minha cama como a vossa é maravilhosa (até acho que é mais, mas pronto), o certo é que, depois de estar fora da cama e vestido o equipamento é muito agradável, mesmo de inverno, sair ainda nem amanheceu em condições. Muitas vezes vejo o nascer do sol enquanto conduzo. Chegar as 8h30m da manha com o corpo bem acordado depois de umas aulinhas de jump ou de pump faz-me sentir orgulhosa e feliz pois é um desafio, é um compromisso que assumi comigo, é um disciplinar de corpo e mente completamente diferente. Contudo, o que mais ouço é 'tás masé maluca' ou então 'não bates bem da bola'. Claro que respondo sempre que quando chegar o verão vamos a ver quem é o maluco mas não entendo como a grande maioria acha assim uma tarefa tão impossível de concretizar acordar cedinho para esticar os músculos. Se soubessem a gratificação, o bem estar, o prazer que é aproveitar a manhã desta forma nem diriam nadinha. 
Ir ao ginásio ao final do dia é que me irrita. Tanta confusão, tanta gente, nem dá para treinar, temos de ficar à espera pela máquina ficar livre, os balneários à pinha...enfim, não me agrada. E confesso que esperava que o ginásio estivesse bem mais vazio do que o encontro todos os dias. São muitas as alminhas que se erguem da cama cedinho e praticamente são sempre as mesmas, já parecemos um grupo solidário que se entre-olha como quem diz 'eu entendo teu esforço'. Mas compensa, em vários sentidos. A quem acha loucura desafio a experimentar, não uma vez, mas pelo menos uma ou duas semaninhas. Vão ver a diferença, não no corpo mas no espírito.

Procuro casa e não está fácil

Foi 4 anos que publiquei a primeira vez que andava à procura de casa. Era a primeira vez que me ia aventurar sozinha, e verdade seja dita, tive um piço do caraças pois não demorou muito a encontrar através de uma seguidora do blog que arrendava uma casa na minha zona e que estava prestes a mudar-se.
Em poucos meses estava com a chave na mão e um cagaço desgraçado. Mas lá consegui e lá estou. A casa é porreira, agradável, não muito antiga e até mimosinha. Contudo, nem tudo tem corrido muito bem. A senhoria, que andou todo este tempo caladinha, decidiu que quer aumentar a renda em 40€ de uma hora para a outra. Acham normal?!? Já discutimos, já tentamos acordar alguma coisa mas falar com ela ou com um penedo é igual e assim avista-se uma mudança. Contudo, não é para muito breve. 

Arrendar um apartamento sozinha não é nada fácil, as rendas estão altíssimas!! Que se passa? Mas todos acham que andamos aos pares? Há malta que vive sozinho, povo!! Há malta que paga as contas sozinho e pisar nos calos dessa forma não ajuda a nada! Como é? São casas super antigas, com um aspecto deveras desagradável que nem um balde de tinta ajuda e a renda é astronómica. Andam todos tolos?

Todos os dias vejo uma carrada de anúncios e todos eles a mesma coisa. Tem sido uma desilusão diária e não sei mesmo como desatar este nó! É que não estou para ter a senhoria a buzinar-me as orelhas todos os meses mas se tiver de ser é aguentar o frete até o milagre acontecer.

Não sei se isto tudo tem algum significado maior, não sei o papel desta mudança forçada na minha vida mas não tem sido agradável estar no limbo, estar sem a minha segurança, no risco de perder a minha casa, o meu refúgio. Já não me sinto em casa e é triste. 

Ola malta,

o Natal está quase aí, o ano novo também e com eles a vontade de fazer novas coisas.
Tenho para mim que 2016 será um bom ano mas temos que fazer por isso, não apenas sentar e esperar.
Dei por mim a pensar que gostava de começar a fazer novas actividade. A única que tenho são as aulas no ginásio mas essas são de manhã cedo, contam mas não da mesma forma. Queria umas actividades para o final do dia e fins-de-semana mas faltam-me ideias.


Alguém conhece actividades livres, porreiras que se possam fazer cá pelo Porto?

Borbulham vontades de mudança

O que devemos fazer quando o sangue que nos corre nas veias ferve, ansiando por uma mudança positiva, por algo espectacular, por novidades, por momentos únicos?
O que devemos fazer quando tudo em nós grita por um amanhã diferente? Quando nossos sonhos nocturnos se transformam em desejos, vontades, reconstruções de pensamentos diários?
Que passo tomar principalmente quando todas essas emoções acontecem nos piores momentos, quando não nos podemos mexer nesse sentido?

Viver em paz de espírito

Não existe nada mais valioso do que ter paz de espírito.
Nada melhor do que termos vontade de nos abraçar, sim, a nós mesmos e fazê-lo bem apertadinho como se estivéssemos a abraçar outra pessoa que amamos e que tão facilmente expressamos carinho. Fazer o mesmo em nós é poderoso, acreditem que sim e experimentem. Faço com muita frequência e sinto um imenso respeito por mim sempre que o faço.
Mesmo que a vida, no presente, não seja como gostaríamos, atingir a paz de espírito será o que nos vai permitir ter mais clareza de pensamento para saber escutar os planos, as vozes da nossa mente e do nosso coração, para ter a certeza do que realmente é o melhor para nós, o que devemos deixar de lado, o quê e quem devemos abandonar, o quê e quem devemos procurar para fazer parte da nossa vida, o que nos faz bem, o que nos faz sorrir.
Atingimos um patamar em que o comportamento dos outros já não nos afecta como antes. A opinião que emitem, os erros que cometem connosco, as tentativas de manipulação, as faltas de respeito, a falta de compreensão e o egoísmo são desvalorizados. Conseguimos ver a acção a acontecer, as atitudes a tomarem forma e mesmo que num primeiro momento nos atinja, quase que de forma imediata sossegamos pois sabemos que tudo o que estamos a criar a partir daí advém da forma como decidimos vivenciar o momento. Se nos permitirmos acalmar, respirar, pensar na outra pessoa, nos porquês de fazer ou dizer alguma coisa, vamos também permitir pensar como responder e se responder, vamos decidir o que é melhor para nós sem orgulho ferido, sem sentimento de revolta ou de punição. É reconfortante quando passamos a terá noção do nosso poder sobre as coisas e sobre a forma como permitimos que nos afectem ou não. Tudo se alinha de forma natural e sentimos tudo à nossa volta menos tenso, menos preocupante, menos penoso.
A paz de espírito permite-nos acordar num dia frio com um sorriso no rosto, agradecidos da noite quentinha que tivemos, da roupa que nos aconchegou o corpo, da forma como nos sentimos confortáveis e estamos preparados para receber mais um dia. Fazer planos, bons, produtivos, a pensar em nós, o que podemos fazer por nós que nos permitirá ajudar também os outros.
A nossa sensibilidade está presente de outra forma, não sofrida, não magoada com o mundo, não sempre na defensiva farta de 'levar porrada', mas uma sensibilidade mais carinhosa, mais receptível a outros estímulos do dia, da vida.

Claro que não ficamos bestas, nem adormecidos, incapazes de sentir tristeza ou mágoa. Sentimos tudo e se calhar até mais mas a forma como lidamos com isso passa a ser menos desesperante. Eu sei que, muitas vezes, tinha algo parecido a mini ataques de pânico, arritmias, passava a ter visão em túnel, tudo se fechava à minha volta e obcecava com determinado assunto, ou mensagem, ou pessoa. Não conseguia pensar, mergulhava em areias movediças que pareciam engolir-me a cada braçada que dava. Não era saudável, não era o que queria para mim, não poderia permitir que afectassem tanto o meu ser. Mudar era inevitável, ter paz de espírito era fundamental para seguir. As rugas estão a aparecer, a vida está a passar e o tempo é demasiado curto para ficar se preso ao que não serve.

Quando a mulher é mais velha

Os tempos são outros, muitos hábitos mudaram, muitos valores também e com eles a forma de ver a vida. O tema não é, em nada, novidade, aos anos que mulheres mais velhas se relacionam com homens mais novos, contudo, é um tema que me prende um pouco e um terreno frágil. Será mesmo possível e viável uma relação em que a mulher é mais velha que o homem, vamos apontar, uns 10 anos? O contrário não me faz confusão. Tenho uma veia conservadora que cria a imagem do homem como alguém protector e um sério caso de 'daddy issues', por isso entendo o relacionamento da mulher com um parceiro mais velho como algo mais 'natural'. É errado, eu consigo ter uma certa noção disso, mas são estruturas, valores que me definem. Talvez por isso veja com alguma dificuldade algo dar certo quando a mulher é mais velha. Se conhecer alguém bem mais novo, mesmo que interessante, crio imediatamente um bloqueio, uma barreira e retiro qualquer possibilidade de avançar em algo mais.
Será que ainda se verifica assim uma disparidade tão grande de amadurecimento que justifique meu argumento? Será ainda normal que se associe a protecção a alguém mais velho ou é desadequado aos tempos que correm?
Infelizmente são raros os casos que tenho conhecimento daí não ter uma noção mais realista e mais ajustada. Tudo gira em torno de uma ideia que me foi imposta, de algo que sempre considerei como normal, a norma, a regra. Lembro-me de ter tido uns flaches deste assunto ainda em adolescente e achar que determinado casal era 'muito à frente'. O certo é que eu é que fui ficando muito 'atrás' no tema. Mas fico na dúvida se algo assim também se altera como todas as outras estruturas se têm vindo a alterar. Falamos de diferenças de crescimento, de amadurecimento, de comportamento. Não sei até que ponto isso tenha vindo a sofrer algum desvio e o que me ensinaram sobre as meninas e os meninos já ser um conceito ultrapassado. Ou então, a partir de que idade podemos considerar que homem e mulher atingiram um igual patamar onde se encontram ideais, vivências, experiências, objectivos que tornem a diferença de idades apenas um número? E será que isto que acabei de escrever existe e faz sentido?

Obrigada a vocês

Depois de algum tempo ausente e de um regresso meio a arrastar, estou aqui com garra, cheia de ideias, pronta a partilhar nao apenas burrices, tolices e estados bipolares mas uma alma transformada, renovada, cheia de amor para dar.
Tem sido muito bom ver o número de visualizações do blog aumentar de dia para dia e sentir a vossa presença, a maioria ainda que leitor silencioso mas que está comigo, que visita, que tem tempo para ler e reflectir comigo, para partilhar uma opinião, fazer-me sentir escutada.
A vocês o meu muito obrigada por me fazerem sentir de nosso em casa.
É simplesmente um prazer ter-vos por perto.

Mindfulness afinal o que é?

Numa tradução literal é atenção plena, ao momento, às circunstâncias, a si mesmo sem julgamentos.
Ontem assisti a uma masterclass online, gratuita, sobre o tema. Sou sincera, esperava um pouco mais. No nosso país esta temática ainda está a dar passos de bebé e a masterclass foi um pouco uma introdução ao temamais pareceu um momento de publicidade aos cursos pagos que têm agendados. Mas sou justa, há cerca de um ano que ando a seguir e a aprofundar o meu conhecimento em outras paragens, internacionais, onde nada disto é novidade e o que se aprende é de um nível bem mais avançado. Mas fico contente que em português se comece a desenvolver um pouco mais algo que me apaixona, pode ser que as palestras, os retiros, os grupos de debate aumentem, cresçam.
Conhecer as 9 atitudes do Mindfulness e incorporar a sua prática no meu dia-a-dia tem sido um importante passo no meu desenvolvimento pessoal. Partilho convosco essas 9 atitudes: não julgar, ser paciente, ter uma mente de principiante, confiar, não 'lutar', aceitar, deixar ir, ser grato e ser generoso. A ordem não tem de ser necessariamente esta, não há uma ordem a seguir, nada é rígido a esse ponto. O importante é coloca-las em prática.
Cultivar a filosofia do Mindfulness, uma consciência não julgadora, a cada momento, não é tarefa simples. Eu mesma acabei por emitir um juízo de valor em relação à Masterclass em vez de apenas aceita-la como foi e absorver o conhecimento que partilhou. Não tive uma mente de principiante olhando o conhecimento como se fosse algo novo. Não julgar é uma das tarefas mais árduas que o ser humano tem de realizar, muito em parte por estarmos tão envolvidos em estados mentais condicionados,  por termos uma constante necessidade de comparar, de exigir.
Quando começamos a cultivar esta consciência Mindfulness em nós é importante trazer estas 9 atitudes de forma a fazê-lo de um modo natural, sem forçar nada, sem esperar atingir um estado iluminado e consequentemente uma expectativa frustrada. Mas tudo isto exige tempo, para nós. Exige estarmos conscientes que é bom parar de vez enquando, parar a roda que nos colocamos diariamente e meditar, não necessariamente de pernas cruzadas e dedos colados, nada disso. É simplesmente parar, qualquer lugar serve desde que nos deixem parar, e em vez de continuarmos a pensar na imensidão de coisas que temos para fazer, vivendo constantemente num estado de ansiedade, apenas sentir a nossa respiração, a forma como entra no nosso corpo e nos preenche, como sai do nosso corpo e nos liberta, como o oxigénio alimenta as nossas células, uma a uma, e agradecer. E se acharem que naquele momento nada têm a agradecer porque estão imersos em problemas, agradecer simplesmente o acto de respirar. 

Convido a aprofundarem mais o tema e deixo aqui um link interessante e em português sobre as 9 atitudes. Se estão interessados em mudar alguma coisa em vocês, na forma como vivem, se estão cansados de uma vida pautada por constantes montanhas-russas e desejam olhar o mundo com outros olhos, mais calmos, mais preenchidos, mais de acordo com quem éramos antes da sociedade ditar que devemos ser, se calhar apreender algumas destas atitudes, aos poucos, não será má ideia.
Fica o convite.

A roupa esconde muita coisa boa ou má?

Por muito que alguns pensem o contrário eu sempre agradeci e irei sempre agradecer ao facto de andarmos vestidos porque se andássemos nus iria ser ou chocante ou hilariante.
Ainda no outro dia fiz essa micro-análise no balneário do ginásio. Eu sei, não é simpático fazê-lo mas todas nós o fazemos, eu estou a admitir a minha quota de culpa. E se o estou a fazer no ginásio é porque estou a fazê-lo em pessoas que estão a lutar por mudar e melhorar. Têm o seu mérito e eu também tenho espelhos.
Mas o que realmente importa agora é que a roupa, sem sombra de dúvida, influencia o nosso comportamento, a nossa forma de estar e de ser. George Michael no auge dos 90's cantava que 'the close don't make the men' mas tenho de discordar George, they do, a lot. Acredito que se andássemos todos nus não haveriam narizes empinados, manias de grandeza (exceptuando alguns casos) e seríamos todos muito mais tolerantes uns com os outros.
Sendo assim, a roupa beneficia ou não o ser humano? Climas, necessidades de agasalho e protecção à parte, será que a roupa não esconde quem realmente somos, na essência, na forma de ser?
Pessoalmente sinto, num dia em que esteja com uma roupa mais 'pimpona' uma maior segurança, ou maior sensualidade. Com uma roupa menos bem escolhida até parece que me escondo. Da mesma forma, quando visto o pijama em casa parece que tiro de cima de mim uma carga imensa de responsabilidades que parecem vir nas fibras da roupa. 
O que a roupa significa para nós? Já não se trata apenas de agasalhar do frio ou proteger do calor, mas agasalhar e proteger a alma de um tipo de ameaça que achamos vir do outro, dos juízos de valor que fazemos (que se calhar nem existiriam se a norma fosse andar nu). Na realidade somos camadas e camadas de protecção de uma forma de ser demasiado bonita para viver escondida mas também demasiado bela para ser destratada. 
Contudo, ainda bem que tapamos o que devemos tapar, mesmo que nos dias de hoje esteja quase quase ao léu, ainda está tapado o suficiente para andarmos descontraídos. O corpo às vezes não faz justiça à beleza da alma!

3 coisas a fazer para superar qualquer revés na vida

Às vezes, não importa se nos sentimos positivos ou se somos optimistas, algumas coisas na vida inevitavelmente dão errado. E muitas dessas coisas podem estar completamente fora de nosso controle. Talvez a nossa confiança seja traída num relacionamento ou um negócio que estamos a investir cai completamente, ou sentimos-nos desanimados.
Qualquer que seja o problema, não é raro ter uma reacção emocional automática para a situação: frustração, ansiedade e talvez até mesmo raiva.
Mas contratempos como estes não têm necessariamente de ser encarados com todo o desânimo e toda a enorme luta que muitas vezes achamos.

Neste vídeo que partilho convosco, Sonia Ricotti compartilha três dicas simples para liberar rapidamente as nossas cargas negativas, mudar a nossa mentalidade e começar a ouvir a nossa voz interior para todas as respostas que precisamos.



Gosto de estar a par destes temas, gosto ainda mais de partilha-los convosco. Podem ser ignorados ou podemos perder uns minutos a ver, a pensar, a nos envolver em algo que pode dar-nos novas ideias, aquele pequeno abanão, o momento a-ha.
Num primeiro momento lutamos contra, estamos cansados destas temas de auto-ajuda, não temos paciência para quem acha que sabe de tudo e se põe a dar conselhos aos outros. mas, na verdade, tenho seguido há muito tema temas de Mindfulness e sinto-me renovada. É um processo gradual, exige paciência mas garantidamente funciona. Quando olhamos para trás percebemos que nosso pensamento mudou, que reagimos de forma mais adulta, mais racional, mais calma às situações e acreditem, tenho várias que já me fizeram trepar paredes.

Parisienses emocionados abraçam muçulmano


Tenho que partilhar o vídeo, a notícia que circula desde ontem à noite porque continua a haver algo que defendo e acredito: a humanidade.
Nem todos somos bestas, nem todos somos selvagens, nem todos somos terroristas ou assassinos.
Acredito que, da mesma forma que facilmente nos unimos pela causa da guerra, nos deveríamos juntar pela causa amor, pela paz, pela tranquilidade, pela alegria. Não quero viver num mundo onde olho as crianças e penso o que será do futuro delas e no que eventualmente poderão vir a sofrer pelo que os adultos estão a fazer agora. Não quero viver num mundo onde andamos com medo, com fome de vingança, com ódio. Viver assim é baixar os braços e ceder ao terrorismo.
Abracem-se e mostrem respeito uns pelos outros.

Miaus maus amigos dos buuus

Há quem brinque e afirme que, se nos sentirmos sozinhos nada melhor de que ligar a tv, colocar um filme de terror e imediatamente esse sentimento desaparece. O mesmo acontece para quem tem gatos. Os gatos e as suas várias manias, uma das quais ficar a olhar fixamente para o nada, de olhos esbugalhados e assustados ou usar o mesmo tipo de olhar mas a seguir algo lentamente, algo que nós não vemos. O meu faz isso constantemente. Fico a imaginar a paródia, invisível aos meus olhos, que acontece cada vez que estou descansadinha no sofá.
Mas afinal, para onde eles olham? Será que eles sabem que essa é uma merda que assusta os humanos e usam de propósito para se divertirem? Conspiram para que o dono deixe de olhar para a TV ou para o livro e passe a olhar para eles? Egocêntricos! 
Enquanto desconheço porque meu Ruca Francisco me prega estas partidas, cada vez que acontece falo para o ar um 'vai ter com os teus' ou ' vai em paz'. Descansa-me que 'eles' saibam que não quero brigas! E nada melhor que pensar nisto à 1h da manha, vou nanar aconchegadinha. Buuu!!

Bom dia cão!!

No outro dia dei por mim a pensar na facilidade que temos em cumprimentar e falar com um animal mas somos, contudo, demasiado fechados e até sisudos para com outros seres humanos (exceptuando as crianças, é claro). Ainda ontem tive acesso a um cartoon bastante engraçado que ilustrava uma mulher a chegar a casa, e de forma entusiasta, cumprimentava o cão, perguntava-lhe como ele estava, como lhe tinha corrido o dia e enchia-o de beijos e carinhos. Assim que cruza com o marido trocam um singelo 'olá'. Em alguns casos até pode parecer extremo mas acontece com mais frequência do que se pensa. O cartoon tinha tanto de piada como de ironia. 
Mas, nem de propósito, hoje tive um episódio caricato que, apesar do miolo da história ter decorrido na minha imaginação, não deixou de ter piada. Ao chegar a casa dos meus pais encontro, com regularidade, um cão rafeiro, muito fofo, antes abandonado mas há bem pouco tempo acolhido por uma vizinha e baptizado de Pantufa. O Pantufa tem aquele 'belo' habito dos cães de correr atrás dos carros, ou dos pneus dos carros, desconheço o que os motiva. E lá estava ele a ladrar ao meu carro enquanto o estacionava. Acalmou assim que saí e o cumprimentei. Dou-lhe sempre uns cafonés na cabeça e 'falo' com ele. Uma senhora acabou por passar por nós, eu estava debruçada, quase ao nível do Pantufa e até desviei-me para ela passar melhor, olhou na nossa direcção e mandou três beijocas para o ar. Bem, eu bem sei que as beijocas eram para o cão, mas não deixei de pensar como seria engraçado se eu, num impulso, retribuisse o gesto e mandasse três beijocas para ela. Seria, no mínimo, embaraçoso para ambas. Ri-me, sozinha, do cenário que tinha acabado de criar na minha mente.
Mas, na verdade, as pessoas estão tão habituadas a este tipo de comportamento, a tornar outro ser humano invisível, que nem se quer lhes passa pela cabeça que têm um gesto de boa educação e mimo para com um animal mas de completa ignorância com um semelhante.
Chegando a casa contei este episódio à minha mãe que acabou por partilhar outra situaçao do género. Minha sobrinha, uma bomboca de 6 anos, num passeio a pé com a avó, passa por um senhor que passeava o cão. Nada mais natural para a miúda do que dizer ' bom dia, cão'. Claro que a minha mãe apelou ao coração dela e lhe disse que o senhor tinha ficado triste por não ter recebido a mesma atenção. E este tipo de situação não lhe foi ensinada, pelo contrário. Acho mesmo que a reprogramaçao do nosso adn chegou a este ponto e vai passando de geração em geraçao com tendência a piorar. 
Claro que a minha sobrinha não recebeu um bom dia de volta, mais depressa lhe terá respondido o senhor, educadamente e em nome do cão que, coitado, não fala a nossa língua. E na minha historia a senhora lá foi à vida dela, de sorriso no rosto porque havia uma atmosfera de carinho no ar mas sem beijos. O Pantufa não retribuiu.

Allô Allô e as premonições

Ainda não tive oportunidade de averiguar se este mesmo anúncio passa nas outras rádios mas alguém já escutou com atenção, na rádio M80, o anúncio ao espectáculo Allô Allô que esteve no Teatro da Trindade em Lisboa e estará no Porto, no teatro Rivoli, neste mês de Novembro?
Quiserem fazer o trocadilho usando a célebre frase 'i shall say this only once', utilizada pela personagem Michelle Dubois, devidamente traduzida, e usam referências à mítica série no intuito de nos fazer relembrar e cativar, mas terminarem o anúncio, que sublinhe-se, já está no ar há algum tempo, com sons de metralhadora é, no mínimo, uma ironia incrivelmente tristonha. Não tinha tomado atenção a esse detalhe até agora e confesso que arrepiei-me ao ouvir o anúncio pela milésima vez mas com outra atenção.
A junção da ideia de uma sala de espectáculos ao som de tiros de metralhadora é, passo a expressão, de uma 'pontaria' aterradora.
Ao ser humano que teve a ideia criativa criada no anúncio fica um apelo: quais as suas próximas ideias para anúncios? Envolvem bombas, explosões ou qualquer outro elemento bélico? Por favor, avise. Está a ter acesso a informação exclusiva.

10 Most Powerful Affirmations


Today I got a surge of inspiration and wanted to share with you 10 of my favorite, most effective affirmations, so you can magnify the power of your visualizations!


My Top 10 Affirmations:

1) I am successful in everything I do
2) My life is filled with abundance
3) Every cell in my body vibrates with positive energy
4) I am worthy of love
5) I easily manifest my dreams
6) I am calm and relaxed in every situation
7) Money flows freely and abundantly into my life
8) My potential is limitless
9) My heart is a magnet that attracts more of everything I desire
10) I radiate love and happiness every single day


Quick tip: At the end of reading these affirmations, I always say 'I choose to create all of this or something better' to attract even more than my imagination allows me to see right now!

So I hope you enjoyed reading them :) I challenge you to say some out loud today and see how great it makes you feel.

Have a great day!!!

Os famosos e o NÂO às vacinas

São várias as figuras públicas que se têm demonstrado contra a vacinação dos filhos. Mais recentemente, Justin Timberlake e Jessica Beil tomaram algumas decisões polémicas no que toca à saúde do filho, Silas, e a internet não perdoou. Chovem críticas e há mesmo quem os chame de maus pais. Segundo fontes próximas do casal, a decisão prende-se com o facto de consideraram que a vacinação possa trazer complicações à criança. Contudo, estas não são as únicas figuras públicas que têm tomado esta posição. Nomes como Jenny McCarthy, Kristin Cavallari e Alicia Silverstone têm demonstrado a mesma vontade. Será correcto?
É esta a questão que se põe com uma moda que já faz furor nos Estados Unidos e na Europa há mais de um ano e que começa a chegar a Portugal, a moda de não vacinar os filhos, incluindo as vacinas gratuitas do Plano Nacional de Vacinação.
O que nos faz pensar que a vacinação é uma coisa do passado? Quando atingimos este patamar de segurança e conforto ao ponto de abrir mão de algo que contribuiu imenso para a diminuição da mortalidade infantil? Uma vez mais, pelas mãos do mediático casal Justin e Jessica, a questão vem a público. Até onde podemos, como comunidade, intervir quando um pai decide tomar uma decisão que não interfere unicamente na saúde do seu filho mas na saúde da colectividade?
Em primeiro lugar, estas pessoas são influenciadores de opinião e eles sabem-no muito bem. Não é por acaso que são pagos a peso de ouro quando contratados para anúncios publicitários. Têm um grande número de fãs que seguem religiosamente os seus passos. Por isso pergunto, até que ponto notícias como estas deveriam correr jornais e revistas sem se pesar o quanto vão influenciar o público em geral? Poderão ser vistas como forma de aviso ou propaganda? Quantas crianças deverão ter deixado de ser vacinadas porque os pais se deixaram convencer que, se os filhos das figuras públicas não o fazem porque a vacinação acarreta riscos, segundo palavras dos 'famosos', os filhos deles também não deverão tomar? Em segundo lugar, deixar de vacinar um filho significa colocar em risco as outras crianças que com ele irão partilhar escola, recreio, centro de saúde e a todos os lugares por onde passar. Em 2014, escrevia Daniel Oliveira no jornal Expresso:

'É discutível se um pai pode decidir não dar ao seu filho os instrumentos fundamentais para defender a sua saúde. O que não é discutível é se ele pode tirar aos nossos filhos e a nós próprios esses instrumentos. E é disso que se trata. As vacinas são uma proteção coletiva, não individual. Elas garantem uma imunidade de grupo (ou "efeito de rebanho"). Quanto mais pessoas não forem vacinadas, maiores riscos de contração da doença existirão para todos, mesmo para aqueles que são vacinados. Se uma parte substancial da população deixar de se vacinar é toda a comunidade que perde a sua atual imunidade. Quando um pai decide que o seu filho não se vacina está a abrir uma brecha e pôr-nos a todos em perigo.'

Acredito que exista um lobbie imenso em torno das vacinas e das farmacêuticas, que cada vez mais impingem uma carrada de vacinas a custos exorbitantes que levem muitos pais a tomarem a decisão de 'adiarem' a vacinação, mas da mesma forma, estou convencida que existem passos básicos que deverão ser dados no que toca a protegermos as nossas crianças de epidemias que já afectaram a população. E se tomamos a decisão de colocar uma criança no mundo há que fazer contas a todos os custos que acarreta, sim custos, muitos, enormes, assustadores. Esses passos básicos não podem ser esquecidos, ignorados, deixados de lado por convicções e filosofias modernas, que estão na moda. 
Como proteger as nossas crianças das convicções de um adulto? 
Como confiar as nossas crianças a uma creche, a uma escola sem, de antemão, haver um registo de quem é a favor ou contra a vacinação de modo a também ser um requisito de selecção e escolha por parte dos pais?
Porque insistimos em mudar o que está certo, o que funciona?


Paris still is the city of lights

We really need to think about what we are doing to the world and to ourselves. There is no words to even try to describe the horror it must have been last night in Paris.
What makes me proud is to see most of the countries united to fight against the nightmare this motherfuckers bring to our lives.
But it is terrifying to think if something like this happens here, in Portugal. Are we prepared to such a disater? Do we have means, is our army ready, is the police capable of doing the same thing we saw yesterday? I know we are not safe from this cowards but can we trust we are going to be rescued, we will have our own heroes?
All our prayers are not only with does who left but with the ones who lived and will continue living for a long time the horror, the pain, the fear.
As a human being i apologize for what we do to each other. This is why i always joke about how it would be so good if we were all like my cat. I guess being the 'racional ones' is not that sparkling. God bless our souls, for those who still have one.

Renascimento

Dizem que mudanças ocorrem em ciclos de 7 anos. Não fazendo ideia se está de acordo ou não, não quero fazer contas aos anos e às situações, o certo é que a necessidade de mudança impera e com ela o desejo de renascer. 
O reflexo que se espelha já não é o mesmo, já não está de acordo com o que se vinha a mostrar até agora. A vontade de apagar tudo, eliminar os registos, a existência foi, muitas vezes, ponderada, mas o carinho, a dedicação colocadas durante anos tornou difícil tomar essa decisão. E sendo assim, renasce o Sílvia Maria blosgspot.
Não foram precisas reuniões de trabalho mas sim encontro de bons amigos para que o impulso fosse sentido nessa direcção. Se há talento ou não, pouco importa, não se espera uma qualificação nem prémio final, apenas um bom acompanhamento e uma partilha de ideias. Os bloqueios vão desaparecendo, as ideias começam a borbulhar (algumas em horas muito impróprias), a vontade de escrever e de ser lida entrou a bordo do space shuttle e os motores iniciados.
As mudanças serão visíveis nos textos, na informação partilhada. na alma renovada que estrutura um pensamento mais maduro, mais confiante, mais consciente. 
Bora lá, vamos falar um pouco da vida. Vamos ser sarcásticos, frontais, hipócritas, malucos, honestos, engraçados, divertidos, melancólicos e depressivos. Vamos ser humanos.
All abord!!

Momento musical

A somar pontos de conhecimento

Há fins-de-semana que são curtos mas tão preenchidos de aprendizagem. 
Conversas que nos ensinam, nos fazem pensar, nos dão as respostas que precisamos (às vezes substituem por novas dúvidas).
Foi pequeno o fim-de-semana. Tive pouco tempo para mim e ao mesmo tempo tudo o que fiz foi em prol de mim. Se saio satisfeita? Em alguns pontos sim, bastante até, em outros foi um pouco mais do mesmo, nos que sobram foi finalmente entender que, por mais voltas que se dê, por mais que se lute, por mais que se pense, por mais que queiramos que algo siga um caminho por nós traçado e idealizado, não há mesmo forma de fazer as coisas do nosso jeito. Não está nas nossas mãos.
Sem desenvolver mais até porque estaria a cometer o erro de persistir e insistir, estou pronta, ansiosa até, que novidades surjam. A saturação de andar na roda tipo rato já leva-me a desejar de forma intensa que realmente a roda parta e pare. 
Não tenho a menor dúvida que a vida está repleta de surpresas e milagres acontecem todos os dias, mesmo que não nos apercebamos deles. Tenho fé e isso chega por agora.



Momento musical


Sem chocar sensibilidades confesso-me não fã dos D.A.M.A., mas esta música gosto de ouvir grande parte pela excelente participação do Gabriel o Pensador que considero um 'escritor/cantor' fenomenal.
Algumas passagens da música fazem todo o sentido e a música cativou-me logo pelo ' Já fui ao fundo do poço para ver que o poço tem fim'. Adorei! Uma simplicidade tão boa na frase mas de um sentimento imensamente profundo, ironias à parte, para quem conhece bem essa viagem do poço.
'Tirei a corda do pescoço e fiz um laço para mim, com esse laço lacei uma paixão que voava e me apaixonei pela vida' - coisa mai linda! Este homem é ou não um poeta da vida?

Back to the Future, today


No filme de culto "Back to the Future", Doc Brown e Marty McFly viajam 30 anos no futuro...Exactamente para o dia de hoje! 21 de Outubro de 2015!
Carros voadores ainda não são uma realidade, mas existem hoverboards. Sapatilhas que se apertam sozinhas também não mas drones, scanners de impressões digitais e VR headphones são bastante comuns.

Não deixa de ser bastante caricato como na altura tudo parecia tão longínquo e hoje é o dia. O futuro chegou pessoal! ;)

Como é que se Esquece Alguém que se Ama?

Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa - como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está? 

As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar. 
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução. 
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha. 
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado. 
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar. 


Miguel Esteves Cardoso, in 'Último Volume' 

Pensamento matinal

«Se tem remédio, porque te queixas? 

Se não tem remédio, porque te queixas?»

 Provérbio oriental

Pensamento matinal

"You cannot be lonely if you like the person you're alone with."

Dr. Wayne W. Dyer.

Hoje só Te peço

Deus ajuda-me a esquecer! Por favor!
Dá-me a companhia que preciso para distrair-me, a luz que preciso para seguir um pouco mais em frente, a paz que preciso para não mais sentir os mini ataques cardíacos que sinto.

Sagittarius

'A radical transformation of your daily routine is definitely in the wind. You may decide to get an advanced degree or move to a foreign country or become more involved with a group. Even for someone as adventurous as you, this particular change might seem outrageous. Don't worry about it. Follow your heart. Such opportunities often arise only once in a lifetime!'

I Like this... 

Pensamento matinal

«O amor por uma pessoa deve incluir os corvos do seu 

telhado.»

 Provérbio chinês

Hoje estou numa de anedotas

Vocês provavelmente não se recordam dos tempos áureos em que se trocavam emails de piadas, anedotas e coisas afins. Não existia faces, nem blogs, era mesmo email. O povo comunicava tudo por mail. Bons tempos.
Por um acaso, encontrei algumas relíquias na minha caixa de correio.

A primeira peça que achei:

Um homem, voando num balão, dá conta de que está perdido. Avista um homem no chão, baixa o balão e aproxima-se:
- Pode ajudar-me? Fiquei de encontrar-me com um amigo às duas da 
tarde; já tenho um atraso de mais de meia hora e não sei onde estou...
- Claro que sim! - responde o homem: O senhor está num balão, a uns 
20 metros de altura, algures entre as latitudes de 40 e 43 graus Norte e a longitude de 7 e 9 graus Oeste.
- É consultor, não é?
- Sou sim senhor! Como foi que adivinhou?
- Muito fácil: deu-me uma informação tecnicamente correcta, mas inútil na prática. Continuo perdido e vou chegar tarde ao encontro porque não sei o que fazer com a sua informação...
- Ah! Então o senhor é socialista!
- Sou! Como descobriu?
- Muito fácil: O senhor não sabe onde está, nem para onde ir, assumiu um compromisso que não pode cumprir e está à espera que alguém lhe resolva o problema. Com efeito, está exactamente na mesma situação em que estava antes de me encontrar. Só que agora, por uma estranha razão, a culpa é minha!...

Mais outra:

Um sujeito está na fila da caixa no supermercado...
De repente observa que uma louraça lhe faz sinais com a mão e lhe lança um sorriso daqueles de cair o queixo. Ele deixa por momentos o carrinho das compras na fila, dirige-se à louraça e diz-lhe suavemente:
- Desculpe, será que não nos conhecemos?
Ela responde, sempre com aquele sorriso:
- Pode ser que eu esteja enganada, mas penso que o senhor é o pai de uma das minhas crianças...
O tipo põe-se imediatamente a vasculhar na memória e pensa na única vez em que foi infiel à esposa, perguntando de imediato à louraça:
- Não me diga que você é aquela stripper da casa de ***** da Zuleika, que depois de um show de sexo total com quatro gajos, eu acabei comendo sobre uma mesa de bilhar, diante de todos os presentes, totalmente bêbado, enquanto uma das tuas amigas me flagelava o tempo todo com uns nabos molhados!?
- Bem, acho que o senhor está equivocado... Eu sou a nova professora do seu filho...

Yep!!

Posso dizer asneiras hoje?

VAI PARA A GRANDE PUTA QUE TE PARIU!!!

Chiça, soube bem!

Põe tua mão na mão do meu Senhor...

Que eu não ando a bater bem dos pirolitos já deu para compreender. 
Tenho tido algumas noites complicadas, resultado de mudanças bruscas de rotina, de questões mal resolvidas e dúvidas que morrerão dúvidas. Confesso que chegava a casa com um enorme aperto no peito e anteontem senti meu o mundo desmoronar. Verdade. Sou transparente. Minha noite terminou comigo ajoelhada no chão da cozinha, a chorar e a pedir ajuda a Deus. Sempre Lhe pedi mas nessa noite não foi só pedir, foi suplicar.
Adormeci a rezar, a pedir por respostas, por uma luz que me indicasse o caminho a seguir. Não espero respostas fáceis, apenas umas dicas.
Acordo sempre bem-disposta pelo menos nos primeiros minutos até lembrar-me do que tenho por resolver e eis que o aperto no peito regressa.
Ontem tive um serão mais calmo. O JP há muito que queria falar comigo mas eu não estava disponível para conversar. Conversas de circunstância não são o meu forte neste momento. Preciso pensar, colocar as ideias no sítio. Mas ontem senti que deveria falar com o JP até porque já tinha percebido que ele tem um relacionamento 'próximo' com Deus e eu com dúvidas por tirar. Acho que o bombardeei com imensas questões, tentar perceber o sentido de humor irónico de Deus, como ele consegue ser sacana de vez enquando, porque não me ouve, porque não me responde, porque me deixa em lista de espera enquanto resolve outras questões. JP foi uma lufada de ar fresco. Consegui entender que as respostas estavam com ele, ele sabia o que eu precisava saber, conseguiu acalmar o meu coração e dar sentido à bagunça que sentia na minha cabeça. Foi engraçado perceber que não havia outra forma de eu ouvir as respostas que Ele tinha para mim no meio da confusão e do barulho que se faz sentir na minha mente. Deus não conseguia chegar a mim e arranjou forma de o fazer. A meio da conversa JP diz-me que sabia que precisava de falar comigo, que sentia que devia fazê-lo. A minha parte mais céptica achou conveniente toda a conversa mas havia coisas, respostas que faziam sentido, não podia ignorar aquela conversa. 
O serão terminou comigo a respirar de alívio. O JP deu-me o que precisava naquele momento, a sensação de que afinal eu sou ouvida, que tudo tem solução mesmo que na escuridão não consigamos ver.
Acordei esta manhã com uma energia diferente, mais aliviada. Triste na mesma mas uma tristeza diferente, saudosista, mas mais fácil de lidar. Todas as manhãs (e creio já ter escrito isto algures no blog) acordo com uma música na cabeça. Não tenho rádio despertador, é mesmo o telemóvel com uma melodia meio manhosa. Minha cabeça arranja uma música sozinha e vou fazendo a rotina matinal a cantarolar. Não pude deixar de sorrir pela ironia, acordei a cantarolar o ' põe a tua mão na mão do meu Senhor da Galileiaaaaa'. 
Podem rir, eu fiz o mesmo!! 

Nim


Conversas de cabeceira XV

- Por que sempre que preciso que aquela pessoa apareça para alegrar um pouco o meu dia, ela não vem?
- E porque tua alegria tem de vir pela mão de outra pessoa?
- Primeiro porque gosto da pessoa e depois porque faz-me bem!
- A pessoa ou a alegria?
- As duas...que pergunta estranha!
- Não é estranha. Sabes bem como achavas que uma pessoa te fazia bem mas alegria não te dava.
- Parece contraditório...
- Mas não é. É quando estamos agarrados a uma ilusão.
- Já não estou...
- Mas estás a arranjar uma nova para te agarrares?
- Não é ilusão, é algo que gosto de sentir. 
- Sabes bem que nenhuma dessas tuas respostas provém do teu racional.
- Se for a racionalizar tudo, os sentimentos, as pessoas, vou transformar-me num robot!
- Não necessariamente, também não quero que te tornes fria mas sim cuidadosa.
- Eu sei os riscos, sei o que está implícito!
- E contudo, cais sempre que nem uma patinha.
- Não é cair, é aproveitar, é saborear a vida...
- Mas tu és gulosa por natureza, sabes que chega a um ponto que isso não te chega. E depois?
- Depois...começo de novo!
- Não estás cansada de começos e fins?
- Estou cansada do incerto, isso sim!
- Então porque estás com pena que o incerto não tenha aparecido?
- Ora bolas...é cada pergunta que me fazes? É para complicar ainda mais?
- Nunca! Estou a racionalizar, coisa que tu não fazes!
- Não faço? Passo a vida a fazê-lo e olha só, emaranhada sempre em dúvidas, incertezas. Como o P. diz, tenho de ser mais espontânea.
- Ser espontânea não é ser burra.
- Só me sinto burra por uma situação que bem sabes, o resto não me faz sentir burra, faz-me sentir viva.
- Então vive...se o incerto aparecer. Aproveita. Mas cuida-te, esse coração está pior que um chapéu de um pobre!

Hoje é dia móbil off

No blog e ao vivo são as únicas formas de comunicar comigo, hoje.
Desliguei-me.
Ainda que melhor que ontem, os 'socos' no estômago ainda se fazem sentir e com eles um mau-estar generalizado. Senti-me melhor assim que me 'desliguei'. A ansiedade do silêncio estava a comer-me viva e assim, prefiro um silêncio que é provocado por mim, que sei porque existe, de que um silêncio que não controlo.
Eu sei, sou esquisita, mas foram as armas que, aos poucos, fui descobrindo para proteger-me, proteger a minha saúde mental. 
Para a maioria da população viver com o telemóvel desligado deve soar a completa loucura mas eu consigo, melhor, eu acho o máximo conseguir pois não preciso dele, não nasci com ele, vivi imensos anos sem ele e só vem comigo na carteira, ainda que desligado, porque sei que se precisar de uma urgência, ainda estou em controlo. Sim, para mim é tudo uma questão de controlo.
Do outro ponto de vista, fazê-lo é permitir que os outros tenham semelhante controlo sobre mim que sinto-me melhor refugiada, no silêncio, no meu canto. Não são gestões emocionais fáceis de se fazerem mas até são práticas. Quem eu preciso está por perto, os meus amigos estão por perto e não preciso de um telemóvel para falar com eles. É tudo o que necessito, agora, dos meus amigos por perto.
No fundo, já estava farta de falar com um aparelho. Preciso de gente de carne e osso.

Good point

'And if i asked you to name all the things you love, how long would it take for you to name yourself?'

Tonterias

Prometi a mim mesma não mais queixar-me mas hoje doí-me tudo e de quando em vez o mundo gira um pouquinho mais rápido que o habitual. Estou com arrepios de frio, dores de cabeça, dores no peito, nos músculos...enfim, na carcaça toda!!
Mas, o mais importante, é que estas dores são, todas elas, emocionais. Dá para acreditar? Verdadínha! Fisicamente estou sã que nem um pêro. Minha tola é que não anda muito bem e reflecte a sua instabilidade no físico.
O que fazer nestas alturas? Descobrir a fonte da instabilidade e erradica-la por completo ou atenua-la por forma a diminuir o impacto e as consequências. Confesso que desde ontem, emocionalmente, estou completamente desequilibrada o que provocou um caos interno muito grande. Portanto, eu conheço a fonte da instabilidade, a cada minuto que passa vou atenuando o incómodo, substituindo os pensamentos mais pesados e pessimistas por algo que me faça sentir mais confortável, mais sorridente. Não é fácil lutar contra a nossa cabeça quando ela está obcecada por um assunto mas somos nós que comandamos esta máquina e temos de reagir. Mais que não seja, tenho consciência que tudo o que é emocional é passageiro, tenho clareza de pensamento para saber que amanhã vai doer ou incomodar menos e assim gradualmente pelos dias a fora. Sabendo isto fica mais fácil acalmar o coração das palpitações que vai sentindo e os 'socos' no estômago que afligem. O nosso ego insiste em mexer connosco e provocar estas perturbações, sentimos-nos magoados, atraiçoados, questionamos-nos como alguém pode fazer-nos mal, como têm coragem, como têm frieza, mas o fundamental é sabermos que estas questões são mínimas, sem importância pois não são as respostas que nos definem. Não podemos controlar o mal que os outros nos fazem mas podemos controlar o que sentimos e como reagimos a esse mal, a sua influência sobre nós. Eu sei do meu valor e portanto não deixo que outra pessoa tenha mais força que eu. Estou magoada sim, o ego insiste em relembrar mas a luta é contra o ego. Escolho não mais sentir-me mal, triste ou afectada pelo que me fizeram ou possam vir a fazer. 
Não é pêra doce mas vai-se conseguindo.

A minha 'inner child' está amnésica

Sábado foi o baptizado do meu sobrinho.
Foi um dia em que dei asas à minha criança interior e fiz o que há muito tempo estava desejosa de fazer: andei de baloiço. Sei que há coisas que ando a perder com a idade quando estou a dar balanço e a ganhar velocidade e só ouço a minha cabeça a dizer que não está a perceber a movimentação e meu estômago reage, começo a ficar enjoada. 
Já tinha-me apercebido que a minha criança interior está a ficar com problemas de memória quando, aqui há uns dias, peguei no hula-hula da minha sobrinha, coisa que eu fazia com uma destreza tal que metia inveja às pedras da calçada, e simplesmente não fazia a mais pálida ideia como se metia aquela coisa a rodar na anca sem cair. E fiquei sem saber. Não me recordo como se faz e eu até gingo bem a anca...
Mas lá estava eu, no baloiço, com uma paisagem magnífica frente a mim e eu no ar, com o vento a bater na cara. Estava a precisar daquele momento e até já tinha comentado com um amigo próximo que o iria fazer mal encontrasse um parque com baloiços e houvesse oportunidade. Não poderia ser numa altura onde só estão crianças e eu sozinha, seria demasiado esquisito para os adultos pais verem e à noite não conheço parques abertos. Mas este fim-de-semana o universo conspirou a meu favor e colocou-me numa fantástica quinta (passo a publicidade, a Quinta da Boega, perto de Caminha e onde realizamos o baptizado da minha sobrinha há 4 anos - recordam-se?) e aproveitei a companhia da Rita para colocar em prática a minha vontade de baloiçar. 
Soube muito bem, principalmente depois da caminhada descalça pela relva e mergulhado os pés na piscina.
Espero ter dado um choque à minha criança interior para que desperte para estas situações que já lhe forma tão familiares e agora está a fazer-se de esquisita. Pelo menos senti-me leve, mais próxima da minha essência, relaxada. Deve ter sido por isso que meu íntimo desconheceu a sensação inicial, já não sabe o que é estar relaxado.

Outono à porta


Sinto um carinho especial pela chegada do Outono. Estas estações de mudança, que trazem consigo tantas alterações, conquistam-me. Para mim são bem melhores que passagens de ano para se fazerem resoluções. Nosso corpo reage às mudanças e com isso também devemos mudar os pensamentos. 
Eu sinto as energias a renovarem-se, a pedirem especial atenção. A vibração não é pequena, pelo contrário. Esperam de nós grandes movimentações, alterações de comportamento, aceitação e renovação. Se ainda há alguma situação pendente, esta será uma boa altura para se tomarem decisões e fecharem ciclos. Tal como a folhagem das árvores, deixar cair o que já não serve para limpar e dar lugar a novos conhecimentos, novos momentos, novas emoções.
O efeito psicológico de sabermos que novos ciclos se iniciam dão-nos força, energia e impulso. Gosto destes momentos.

Sonhei contigo

Já há muitos anos que não sonhava contigo, hoje lembraste-te de mim e apareceste. Ou fui eu que chamei-te, não sei.
Não imaginas o quão foi bom puder conversar contigo, conviver contigo, ver-te, ouvir-te e até mesmo sentir-te no meu sub-consciente.
Anos e anos já se passaram, nem me lembrava mais como era conversar contigo. Engraçado como mantivemos uma conversa tão clara, tranquila sobre o passado e sobre o presente. Fizeste-me sentir segura, acarinhada. A conversa que há muito desejava ter contigo finalmente aconteceu e agora sei que não há ressentimentos alguns de parte a parte. 
Acordei feliz, de sorriso no rosto por teres aparecido, teres passado um tempo comigo, mostrares-me como estás, o que sentes, o que pensas. Lamento as partes menos boas que confessaste estarem a acontecer na tua vida mas acredito que tens força para segura-las e resolve-las, sempre foste muito dono de ti, muito objectivo.
Agradeço-te mesmo teres estado presente. Não foi como das outras vezes, há muitos anos, onde só aconteciam tristezas. Estávamos bem, em paz. Finalmente encerramos o assunto, tiramos as dúvidas, rimos, passeamos.
Sei que quiseste mostrar-me o agora, o meu agora, as respostas para as dúvidas que teimam em pairar na minha mente. Obrigada pelo apoio, por saberes bem quem sou como sou e o que estava a precisar. 
Foi muito bom, teve cabeça, princípio, meio e fim. Foi coerente e confesso que deixou uma ponta de saudade pelo bem-estar que senti.
Espero tão cedo não esquecer esta boa sensação que deixaste comigo. Mas infelizmente sei que vai acontecer.

Parabéns Rita Catita

Hoje o meu amor faz 6 aninhos. Como o tempo voa! Está uma menina linda, esperta, perspicaz. 
Já não tem tantas parecenças aqui com a tia como quando era mais 'quenina' (ainda bem para ela!), está a crescer, está meiguinha, conversadora, atenta e é uma super-mulher que adora o mano. Logo vamos fazer-te a festinha e dar-lhe muitos miminhos, o melhor presente que se pode dar a um ser humano.



Parabéns meu amor.

Custou

Mas tive de recusar.
Nao posso permitir magoar-me de novo. O que quero, agora, é encontrar-me. O resto irá acontecer naturalmente.
Vamos ver até que ponto a vida é engraçada.

Thought of the night

Quando ela quiser e mai nada!!

É assim que funciona!! 
Muito bom!!



*Sorry guys, this joke only in portuguese
Tenho frio. Estou com frio.
Não, não é só do tempo que está a ficar ameno é a falta de calor humano, em mim.

x

I am cold. I am cold.
No, it's not only the weather that is getting mild, is the lack of warmth in me.

Ciúmes

Quando alguém diz-me que não é uma pessoa ciumenta eu desconfio sempre. Não consigo crer que exista alguém no mundo que não fique minimamente incomodado com qualquer situação, pessoa ou coisa pela qual nutra sentimentos. Poderá nunca demonstrar mas algum transtorno deve sentir. Se realmente não o sente então está num nível de espiritualidade demasiado elevado, completamente desprendido. Se assim o é, é excelente. Bola para a frente.
Mas acredito que o ciúme é intrínseco, está no nosso ADN e ligado à nossa vontade de conquista e de posse. É algo que está presente desde sempre.
Tudo tem de ser Q.B., sem dúvida. Uma pessoa que demonstre algum ciúme, na minha opinião, também está a demonstrar que quer saber, que se preocupa, que não toma nada como garantido. Acho o ciúme algo importante de existir e mais importante ainda do outro saber que ele existe. Já me aconteceu viver uma situação em que a outra parte não demonstrava ciúme de nada (mas sentia) e o não saber fazia-me sentir menos importante, menos segura em relação ao sentimento que a pessoa dizia sentir por mim. 
Bem sei que é algo que alimenta o EGO e isso não é bom. Nada que alimente o EGO deverá ser seguido, contudo, o ciúme é um sentimento que faz-nos mexer, que faz-nos lutar e principalmente faz-nos demonstrar que o outro importa para nós.
Em exagero já é muito mau sinal. Não queremos um ciúme que nasça da insegurança mas sim da consciência de que o que temos é importante e tem de ser valorizado.
Uma pitada de ciúme não faz mal a ninguém.

Mudar a rotina

Se há coisa que tenho certeza na vida é de não querer mais passar os dias a olhar para o relógio stressada porque o tempo não passa, porque o que faço não me dá prazer, não me dá gosto e quero que termine rápido. Estou ao mesmo tempo  a rezar que o tempo voe, o tempo da minha vida que é curto, que sozinho já passa veloz e não faz pausas. Está errado.
É uma necessidade urgente modificar o presente, não quero arrepender-me de não ter feito nada para mudar, de não ter-me mexido e apenas reclamado, diariamente, do desconsolo, do desalento. Bem sei que é uma raridade conseguirmos fazer o que gostamos mas não é impossível. 
Tem alturas que tenho uma clareza de pensamento fenomenal sobre este assunto, regra geral acontece quando estou a fazer exactamente o que me incomoda. Quando termina e vou para a minha zona de conforto entro em estado zombie  e em depressão.
Ontem tive a sensação de estar a perder o controlo, de estar no limiar, de quase dizer basta a tudo. E num esforço danado para vencer a mente consegui descansar.
Não posso mais dar continuidade a este tipo de situações.

A arte de manipular

Manipuladores.
Creio todos nós conhecermos pelo menos um na nossa vida ou se ainda não conheceram vão passar a prestar mais atenção.
Um dos melhores manipuladores que conheci demorei uma eternidade a perceber que o era. Tinha imensos filtros sobre este ser humano em concreto que faziam-me construir uma imagem diferente. Mudam-se pensamentos, muda-se a filtragem e depois de uma, duas, três mil vezes (sim eu preciso de tantas vezes) acontecer o mesmo, percebi como a minha mente era manipulada de uma forma tão suave, carinhosa e amiga que eu não dava fé de nada. Mesmo olhando para a pessoa, para a forma como tratava-me, pela sua postura, custava a perceber que o era, mas era. Melhor ainda, essa pessoa não se apercebia que o era nem quando manipulava. Acontecia-lhe naturalmente. 
Acredito que a arte de manipular é algo que se constrói mesmo que sem querer. Uma vez corre bem, conseguimos retirar do outro o que nos convém, fazemos a segunda também se concretiza sem problemas, até que passa a ser um modo de agir porque funciona, porque é bem feito, porque conseguimos atingir o nosso objectivo e obter do outro uma acção, um pensamento, um sentimento.
Vou dar um exemplo, uma situação que tenho mais presente na memória.
Um casal de namorados que até se gosta (muito ou pouco não interessa) mas discutem com alguma assiduidade, grande parte das discussões por sms. E porque o pormenor da sms é tão importante? Porque uma das pessoas sente-se mais forte e poderosa atrás de uma mensagem escrita e o seu poder de argumentação é outro. Num telefonema imediatamente 'baixa a guarda', torna-se mais afável e já não consegue manipular com tanta precisão.
Imaginemos que esta relação está 'por um fio'. Há demasiado desgaste por vários motivos. Contudo ambos continuam a fazer um esforço de manter a relação. Numa das discussões um acaba por escrever (sms) que está cansado e não aceita mais viver a situação tal como ela está, o outro responde com um singelo 'amo-te, beijo'.
Até aqui parece que o primeiro interveniente é que poderia estar a ser mau, insensível e a precisar de um valente chuto na bunda. Mas não é o caso. Não vamos esquecer que a manipulação é algo que se repete, portanto este diálogo também não seria uma estreia. Podemos pensar que talvez se o primeiro responder 'também te amo' a discussão fica sanada e é menos uma preocupação mas a questão aqui é que o 'amo-te, beijo' trata-se apenas de uma forma de dizer 'eu até me preocupo e sou uma pessoa amorosa, tu é que não facilitas e não deixas resultar'. A forma como o primeiro interveniente responder (e o silêncio também é uma resposta) vai ditar se o ciclo se quebra ou não. Isto é pura manipulação. 
Ninguém quer passar por mau, fazer o papel de vilão na história e perante um 'amo-te' não ficamos indiferentes. Pensamos imediatamente que talvez possamos estar a ser injustos, que podemos estar a ser frios, a não pensar nos sentimentos do outro, a tomar decisões de cabeça quente, enfim, passamos a sentirmos-nos péssimos connosco. Ceder é alimentar a manipulação. 
Tudo tem de ser discutido num relacionamento e se há alguém que demonstra vontade de terminar ou resolver afastar-se, o mais saudável será dizer que entendemos ou então tentar compreender os motivos e questionar a certeza dessa decisão. Nunca, mas nunca dizer 'amo-te' numa despedida. Não faz sentido, não é necessário, não é justo, não é normal.
Mas a manipulação é algo demasiado frequente e grande parte das vezes nem nos apercebemos que ela existe. Achamos que fazemos o que fazemos por nossa iniciativa sem nunca questionar se não terá sido o outro a ditar que iríamos fazer assim. Funciona, mais ou menos, como as mensagens subliminares. No fundo, achamos que somos nós que tomamos a decisão de ir beber aquela coca-cola quando nem nos apercebemos de que o anúncio que passou há 2 minutos nos 'alimentou' uma sede por coca-cola quase que imediata.
Não sei o fim do exemplo que escrevi, não sei a resposta, não sei se funcionou uma vez mais. Apenas sei que, a par de não nos darmos conta da manipulação também não nos damos conta de que ela transforma o que pensamos sobre o outro e que, mais tarde ou mais cedo, vamos começar a sentir um desgaste vindo dessa pessoa que nos cansa, satura. Ficamos sem saber porque nos afastamos.
O problema, a meu ver, é que se não dermos conta da manipulação vamos continuar a ser manipulados até nos apercebermos. Mas será preciso sermos também manipuladores para reconhecer que estamos a ser vítimas?

Thought of the night