Preciso de um vício

Tenho dito com alguma frequência que meu corpo mais valia ser doado para a ciência, não quando morresse mas agora. Acontecem coisas demasiado estranhas entre elas o ter enjoado gradualmente o tabaco ao ponto de ter deixado de fumar por não conseguir. Isso mesmo, abandonei um vício não porque quis, porque até tinha um certo prazer, mas porque meu corpo decidiu que já chegava.

Soa bem não soa? Hm...Assim assim. Nem todo o meu corpo está de acordo com esta decisão, ocorrida há já alguns meses. Do pescoço para baixo há uma opinião, do pescoço para cima outra bem diferente. Enjoei, é um facto. Muitas vezes só de imaginar o acto de fumar em si mesmo revolta-me o estômago e se cair na tentação ficarei mal disposta garantidamente. Meu cérebro já toma outra postura. Ele quer, porque quer e porque faz-lhe falta. Não que a ansiedade me ataque muita vezes, mas quando aparece não é amiga. Fica a repetir vezes sem conta que só isso acalmaria, só isso ajudaria a distrair, só isso me daria uns minutitos de descontracção e por isso entenda-se o tabaco. Já tentei várias técnicas, algumas de forma inconsciente. Comia rebuçados de mentol e de fruta o dia todo e escusado será dizer que, se o pulmão estava agradecido pela trégua, o fígado achou que não era boa ideia. Rebuçados out. Dos rebuçados fui para as bolachas, que ainda me acompanham, que enganam o chamado vício de boca por uns momentos mas que têm estado a alimentar a pequena bóia à volta da cintura. Têm os dias contados. Ginástica, dança, livros, filmes, TV, saídas...tudo tem-se revelado insuficiente principalmente em alturas que a cabeça continua a bombar e a bombardear com informação a mais. Em vez de ser produtiva é cansativa, em vez de se concentrar no que tem, insiste em focar no que falta e num ciclo vicioso (termo tão bom para o assunto) foca na falta de nicotina. Estou a tentar compensar meu cérebro, provavelmente não estarei a produzir os níveis de oxitocina que são necessários para levar este corpo mimado a bom porto e instalam-se níveis de carência e ansiedade revelados muitas vezes em impulsos e desagrado desnecessários.

Se por um lado estou orgulhosa de saber que meu corpo vive bem sem recorrer a estímulos externos por outro fico incomodada pela forma como meu cérebro ataca-me (e ataca os mais próximos) desesperado por químicos. Que mais posso fazer para distrair esta cabeça que não pára?

Resolução vai, resolução vem

Acordei logo pela manhã, e como já vem a ser habitual nos últimos anos, com a cabeça a mil r.p.m. Confesso que a dormir não devo baixar muito a rotação.

Tinha assuntos pendentes de resolução. Nem todas as resoluções são fáceis, mas creio que nenhuma na minha vida foi, e como tal, já estou a criar uma espécie de habituação. A par do mau estar que muitas vezes sinto por ter de tomar decisões que preferia não tomar, tenho uma voz mais calma que repete 'é apenas mais um momento, já sabes que passará rápido e tudo voltara ao que era'. Não queria pensar deste modo mas a verdade é que já sei de cor e salteado todos os ciclos de como sarar uma ferida emocional (que fique sublinhado não ser necessariamente romântica).

Tinha que responder a uma mensagem que recebi na noite anterior fruto de uma conversação importante e que finalmente respondeu a dúvidas que pairavam. Não tinha clareza de pensamento para escrever antes de dormir e preferi deixar assim pendente. Acordei, tomei banho, preparei-me para sair, conduzi até ao trabalho sempre com a mensagem em mente que deveria escrever, o que acho que devo dizer (diferente do que queria exprimir). O mais engraçado é que mandei imensas mensagens durante todo este processo e adiei abrir aquela conversação para colocar o ponto final. Respondi a todos, iniciei outras conversas, disse os bons dias a todos os amores da minha vida e continuei a ignorar aquele emoção que estava pendente e ainda está. De certo modo até é bom que isto aconteça, a minha mente formula 500 hipotéticas mensagens antes da final e muitas vezes vou mudando o estado de espírito, de intensa passo a mais calma e racional (muitas vezes mais distante e fria) o que me ajuda a não magoar os outros e a salvaguardar a minha posição.

E nos entretantos outras conversas surgem que me distanciam da resolução daquele caso. Acabei por deixar em suspenso. Na verdade até creio nada mais haver a dizer (de mensagem que me tira o sono a mensagem que nunca existirá, eis a mudança de espírito). E numa das rápidas conversas que tive logo pela manhã com um dos amores de minha vida (meus amigos de coração são tudo para mim) troquei um desabafo meio brincalhão que acabou por despertar o meu cérebro para uma importante realidade. 'Volta rápido...Preciso do meu compincha das loucuras para me manter mentalmente sã'. Escrevi a mensagem num segundo como se os meus dedos escrevessem um apelo que nem o cérebro se apercebia e assim que reli o que acabara de enviar percebi que tinha escrito para mim mesma também, o quanto preciso de pessoas com o mesmo nível de loucura que eu para sentir-me equilibrada, eu mesma, sem máscaras, sem medos de juízos de valor se vão gostar de mim ou não (pois mesmo que gostemos de nós precisamos sempre que, quem nos rodeie, também goste). Senti um enorme conforto por perceber que ele entendeu o quanto estamos em sintonia. Para mim é bom demais ter, do outro lado da balança, quem encaixe bem na minha loucura, que me entenda, que me leia sem grandes explicações. E meu nível de loucura não é muito fácil de acompanhar, talvez por isso tantos assuntos tenham um tipo de resolução que passa pelo fim, alguns mesmo sem antes começarem. E no meio do desconforto emocional que brevemente deixará de ser sentido nascem outras certezas e confortos em abraços imaginários que a distância obriga, em colos aos quais pertencemos desde sempre. Calmamente tudo se dissipa e desaparece como levado por uma onda. Aceito que tenha mesmo que ser assim. 

E no meio de mensagem vai, mensagem vem, descobri o lema da minha vida e o que me define: 'Preciso de um louco por perto para me manter mentalmente sã'.

As flores

Tenho adiado comprar flores, nem sei bem porquê. Todos os dias olho para a banca das flores, à porta do cemiterio onde consigo ve-las ao passar de carro, cheias de cor, vida e alegria e apenas pisco-lhes o olho. 'Sabado venho-vos buscar' mas não vou. Chega Sábado e não vou, nem paro o carro para olha-las de perto. Não sei o que me trava tanto de fazer um simples gesto que tanta diferenca faz para mim, que me alegra, me contenta. Numa fracção de segundos penso nao valer a pena e mudo o trajecto. Chego a casa e contemplo a jarra vazia: 'Porque não as trouxe?' E adio para o próximo Sábado.
Gosto de flores, confortam-me. Porque me privo delas? Porque me estou a punir?

Dias de sorte

"Não ando mesmo em maré de sorte", era o que estava a pensar até ao momento em que iniciei a escrita deste post. Apesar de estar de férias forçadas, que não são bom sinal, a verdade é que têm-me permitido disfrutar desde maravilhoso sol, fazer desporto ao ar livre, passear com meu sobrinho, fazer pesquisas maravilhosas na net e descansar. Mas, há sempre um mas, acontecem azares. Hoje, por exemplo, meu amado telemóvel mergulhou na sanita e pobre coitado está a ver se sobrevive. Com ele, mergulharam os meus contactos e o dinheiro que tive que dar para comprar outro. Era uma despesa desnecessária não fosse tanta tarefa minha depender deste objecto.
Berrei, chorei, chateei-me até tomar um calmante da minha santa Mãe e conseguir, finalmente, respirar e ver o lado bom da coisa. Teve de ser. E recuperada parte da minha saúde mental, percebo que a depré que acordou comigo não tem razão alguma de existir. Há dias complicados, em que tal como meu telemóvel mergulhamos de cabeça numa aspiral de azares, uns atras de outros e achamos estar a ser vitimas de um complôt universal. Nada como desacelerar (fiz batotice com o calmante mas era isso ou a minha pele) para observar tudo com outros olhos e perceber que o universo nada fez, o problema somos mesmo nós.
O dia ainda não terminou e ainda falta aquele pedacinho gostoso da noite. É de aproveitar.
Pensamento positivo.

Comprei cravos amarelos

Hoje fui visitar a campa dos meus avós. Há já alguns dias que sentia uma necessidade de colocar uma luz para eles, uma para cada. Parei junto à barraquinha das flores, na porta do cemitério e pedi duas velas. Já ia com a ideia de comprar flores para mim, é uma paixao que descobri recentemente e lá estava um pequeno molho de cravos amarelos que depressa cativou o meu olhar. Desconhecia como as flores são tão baratas e como, no entanto, têm tanto para oferecer. Parte de mim sentiu ser errado não fazer das flores uma oferenda para os meus avós e não as colocar na campa junto com as velas mas sempre foi algo que me fez confusao, porquê oferecer flores? Velas e azeite sei os contos e mitos por detrás, flores no velório também mas numa campa só se for mesmo para embelezamento aos olhos dos vivos. Ofereci-lhes apenas as duas velas e as minhas orações. Senti-me bem assim e fiz-me acompanhar dos cravos amarelos para casa. Com carinho, coloquei-os na jarra, e agora sempre que passo por eles contemplo não só a sua beleza e a graça que dão à casa como também lembro-me dos meus avós. Acho que assim vale a pena comprar flores, para serem apreciadas pelos vivos, para nos aconchegarem a alma.
Adoro comprar flores.

Carência afectiva

Carência afectiva comparo-a a uma bebedeira, a nossa predisposição é outra, estamos mais abertos e receptivos do que o habitual. À primeira vista até nem soa mal mas a verdade é que o resultado nem sempre é o melhor.
Creio já todos termos passado por alguma fase de carência afectiva em que notamos que até um abraço de alguém menos próximo sabe bem, nos aquece a alma e dá-nos um certo conforto. É mais ou menos isto que se passa quando sentimos que nosso coração está a precisar de um mimo.
Acredito que sentirmos-nos sozinhos faz-nos procurar o que não devemos ou obriga-nos, consciente ou inconscientemente, a abaixar as expectativas que temos para nós. Tornamos-nos menos exigentes e mais tolerantes a situações que não serão as mais adequadas a nós, ao que queremos e realmente merecemos. Mesmo aquela pessoa cuja sms nos fazia revirar os olhos de repente até nem é desagradável uma vez que significa alguém ter-se lembrado.

Durante imenso tempo, mais do que devia, agarrei-me a uma paixão que não existia. Mesmo depois de terminado senti que deveria estar ali presa a uma pessoa, às lembranças do que senti no êxtase do momento que a conheci, do primeiro abraço, do primeiro sorriso, às expectativas que fui criando para mim fruto de sonhos de menina que nada tinham a ver com a pessoa que me acompanhava nessa fase mas comigo. À medida que os dias passavam a carência afectiva foi instalando-se como uma garra presa na pele. Era difícil distinguir se aquela mensagem de 'bom dia' era realmente carinho ou a eterna necessidade de sentir-me lembrada, ainda parte do presente sem admitir ser já personagem do passado. Verdade é que a situação arrastou-se por tempo indeterminado passando a distancia a ser a rotina habitual, sem questionar se estaria certo ou errado. O convívio com outras pessoas sem qualquer envolvimento maior também passou a fazer parte uma vez que o situação fantasma acabava por prender, a não deixar evoluir outras situações por receio de afastar de vez, de 'trair' o que um dia já foi. Deste modo, o que se procurava era algo fortuito, sem laços, sem compromisso, sem questões. 

Ora, estes são, a meu ver, alguns ingredientes para quem quer confeccionar a carência afectiva em banho-maria até estar prontinho a servir. Mas tudo não passa de uma bomba relógio e em contagem decrescente. Inevitavelmente a carência afectiva irá transformar-se numa enorme bola de frustração. Pensamos ter entrado num ciclo vicioso do qual só conseguimos sair quebrando com todas e quaiqueres amarras que, nos entretantos, fomos criando com situações passageiras e que nos mantinham à tona. Mas cansa estar sempre a tentar manter à tona. O corpo, a mente, a alma desejam chegar a terra firme, mais tarde ou mais cedo. 

A questão que se prende é se conseguimos manter o estado de lucidez de não necessitarmos de viver de pequenas migalhas de atenção e manter o compromisso connosco de esperar por dias melhores, por alguém especial, por aquilo que no fundo sabemos estar em consonância com a nossa natureza. Não sei se a carência afectiva é um vírus ou se parte de um ciclo até porque se verifica em qualquer pessoa em qualquer situação, não tem de ser necessariamente parte da vida de alguém descomprometido. 

Esta dependência que se cria face ao outro, mesmo para quem tem relacionamentos longos, tem de ser questionada para que se possa fazer um balanço e verificar se o que nos une é amor ou apenas hábito, comodismo ou receio da solidão. Mas que nos leva a procurar amor e afecto nos sitios errados isso leva, sem dúvida, o que por si nos 'empurra' para uma série de interrogações sobre quem somos, o que andamos aqui a fazer e se será apenas isto. Não podemos em momento algum questionar o nosso valor nem colocar de parte porque queremos sentirmos-nos amados. O amor-próprio tem de ser prioritário pois só ele nos conduzirá às pessoas e aos momentos que ambicionamos e de uma forma saudável.

Para refletir no sono e conversar amanha

Existe idade limite para ser Mãe?

O tempo vai passando, para todos com certeza, mas todos o sentimos de forma diferente. Alguns só se dão conta em circunstancias muito específicas como por exemplo em conversas saudosistas sobre a infância ou a adolescência. Quem nunca começou a recordar momentos e verbalizou um 'como o tempo passa?'. Quem nunca?
Mas a questão que mais me assombra cada vez que penso neste tema é o limite de idade para termos filhos. Ainda agora li uma capa de uma revista e uma breve passagem num post de uma figura pública que a fulana X vai ser mãe aos 41 anos. De repente o tema saltou na minha mente como uma pipoca quente. Sei que são cada vez mais as pessoas que têm filhos tarde mas não sei se concordo ou discordo. Não sou Mãe, ainda não tive a oportunidade de o ser, adorava, sei que seria uma excelente Mãe mas não surgiram as circunstâncias certas para que essa ideia fosse colocada em prática e suspeito que tão cedo não surgirão. Por isso já dei por mim a pensar e até mesmo em conversa com uma amiga isso assombrou-me, o receio de começar a contagem decrescente para puder concretizar este objectivo. No final deste ano farei 35 anos, a partir daqui começo a achar que fazê-lo será um acto egoísta de minha parte. Serei justa para com uma criança que ela venha a ter uma Mãe tão mais velha que ela que signifique que talvez não consiga acompanha-la nas brincadeiras quando atingir a idade de brincar? Ter um filho aos 40 anos significa ter 60 quando ela atingir os 20 anos. 60 anos é idade dos meus pais que já são avós por parte da minha irmã e já vejo bem como eles se esforçam para acompanha-los nas tolices. Provavelmente, face à vida actual, serão mais as vozes que concordam que não poderá haver um limite mas sem sombra de dúvida que minha mente concorda mais rapidamente com quem tem a possibilidade de ter filhos cedo, tal como os nossos pais faziam e convínhamos que as possibilidades financeiras não estavam muito longe das que vivemos hoje em dia. Seriam eles mais corajosos? Ou seremos mais racionais, mais ponderados do que eles foram?
Tenho pena de não ter sido mais corajosa nos meus ternos 20 e poucos anos, garantidamente que teria sido bem sucedida.

Os atestados de burrice

Alguma vez se sentiram zangados porque numa determinada situação sabem que a pessoa à vossa frente está a aldrabar ou a mentir ou a inventar com a tamanha certeza que vocês não percebem nadinha do assunto e por isso acham que vão cair que nem uns patos?
Pois eu já me encontrei nesta situação vezes sem conta (perdi a conta mesmo) em relação a uma pessoa em específico que, das duas uma, ou acredita na veracidade das suas próprias mentiras ou está convicta que eu sou burra que nem uma porta. Claro que sei que estas vezes que perdi conta foram todas as oportunidades atrás de oportunidades que fui dando à pessoa para mudar, para melhorar ou acordar de vez para uma realidade mais correcta, mia culpa, mas é fascinante ficar pacífica e serena a ver toda a cena acontecer. Nos início enervava-me, fazia-me imensa confusão, sentia-me ofendida pois não era possível aquela pessoa estar ali (pessoalmente ou por telefone) a desrespeitar-me daquela forma e a jurar de pés juntos que não fez, não sabe, e que nem tem ideia. Nas primeiras vezes chateei-me e muito, discuti, cansei-me, tentei fazer ver que não sou ignorante mas depois verifiquei que o erro não era meu e estava longe de ser meu. A pessoa não consegue controlar o impulso de mentir nem tem a capacidade de ser mais discreta nas suas acções de modo a não ser apanhada. Era péssimo estar naquela posição pois tentar fazer ver que seus actos eram tão transparentes, tão óbvios e que não dava para acreditar na sua versão dos acontecimentos era uma tarefa impossível. Eu estava perante alguém que achava ser íntegra, que não considera seus actos insultuosos, capaz de provocar mágoa. Quando é assim nem vale a pena insistir, é um caso perdido. Será alguém que irá aprender quando tiver de aprender e no seu momento, não no momento que eu ou outra pessoa acharmos ser o melhor. Se não aprender paciência para aqueles que não conhecem e que lidarão com este comportamento sem saber como o fazer.
Eu já sei e garanto que ficou uma lição para a vida.

Equilíbrio emocional

Manter o equilíbrio emocional é, sem sombra de dúvida, um dos maiores mas também melhores desafios que a vida nos impõe. Imensas questões nos assombram, preenchem a nossa mente, e para quem é mulher, ainda há a interferência do imaginário que prega imensas partidas, algumas vezes levando-nos a criar cenários hipotéticos que em nada ajudam.
Sempre fui uma dessas pessoas que, como já li em muitos lados em tom cómico, faz a pergunta, responde à pergunta e ainda fica put* com a resposta. E nem conto as vezes que ficava fula, dentro da minha cabeça, por uma situação que não tinha acontecido e nem iria acontecer. Soa a familiar?

Verdade é que para manter este equilíbrio emocional é necessário, antes de tudo, uma enorme força de vontade de encarar o 'monstro' de frente e quando falo em 'monstro' falo na situação que nos incomoda, ou o problema, ou a pessoa. Só assim somos capazes não só de ganhar forças, ficarmos mais fortes e capazes como também ultrapassar e seguir em frente.

Sim, bem sei como soa fácil, na prática é terrível. E é mesmo. Chegar até aqui tem sido uma batalha desesperante entre o 'quero estar sozinha' e 'venham a mim que não fui feita para solidão'. E em cada uma dessas opções criar também o equilíbrio que permita gozar cada uma delas de forma plena e sem stress.
Muitos defendem que tudo é uma questão de gostarmos de nós mesmos, de sabermos estar de bem connosco para partir para uma relação equilibrada com as outras pessoas mas nos dias que correm, e porque nós corremos com os dias também, fica complicado gerir o tempo, gerir as emoções e conseguir sentir alguma empatia connosco, com a pessoa que reflecte no espelho e entender as suas necessidades, as suas frustrações, os seus medos. 

Tenho tido a oportunidade de criar melhores condições para a construção de um Eu melhor através da empatia com amigas e do apoio que consigo lhes dar na sua luta com os seus 'monstros'. Tudo passa por conseguirmos ver o cenário de forma externa e cada vez que sentimos determinada opção, resposta e caminho a seguir, conselho a dar, ouvirmos-nos a falar e assimilar o que achamos ser correcto para a outra pessoa pois é uma crença nossa, que verbalizamos, que sentimos ser certa, uma intuição. É uma parte de nós que damos ao outro e como tal é verdadeiro. A partir daí tenho conseguido compreender-me melhor, parar para pensar no que vivo, no que vivi e no que posso fazer de diferente para não repetir erros ou sentir-me menos mal quando determinada situação acontece. Fica, sem dúvida, mais fácil criar empatia connosco quando conseguimos criar empatia com o mundo. As emoções não diferem muito entre nós, as situações também não e no fundo todos acabamos na procura de algo semelhante.

De resto, tem sido engraçado compreender como consigo ter mais controlo sobre as emoções a partir do momento que sei e compreendo como posso influencia-las, senti-las, interpreta-las. Teria dado jeito esta compreensão em todos os momentos que senti o tapete a fugir debaixo dos pés. Mas vou aprendendo algo novo todos os dias.


Campanha La Roche-Posay (Youzz)

Como já tinha dito, fui seleccionada para mais uma campanha pela Youzz e desta vez é a pele a receber carinho.
Para quem ainda não conhece, a Youzz dá a possibilidade de sermos parte activa das campanhas promocionais das marcas com que trabalha. É só inscrever, responder a uns questionários e aguardar ter esta sorte. Experimentamos o produto, oferecemos amostras e recolhemos opiniões. É o passa a palavra.

'Para melhorar a vida da pele sensível' é o mote da campanha da La Roche-Posay e a gama Lipikar é simplesmente um mimo. 


"Os produtos de cuidado diário ajudam a reparar a pele e restaurar as suas funções protectoras, com fórmulas ricas em nutrientes essenciais. As suas texturas agradáveis e ingredientes apaziguantes devolvem o conforto à sua pele. LIPIKAR continua a provar a sua eficácia em diversos ensaios clínicos, estabelecendo-se como uma gama de referência nos cuidados corporais da pele muito seca, tanto de adultos como de crianças. Sempre com a água termal de LA ROCHE-POSAY no centro da sua composição. Uma água com propriedades terapêuticas comprovadas, apaziguantes e suavizantes."



O que recebi com o kit:

- 1 carta de boas-vindas;
- 1 embalagem de LIPIKAR Leite

- 1 embalagem de LIPIKAR Óleo Lavante;
- 15 amostras tubo 15 mL de LIPIKAR Baume AP+ para distribuir pelos amigos, familiares e conhecidos;
- 1 bloco de questionários para amigos.

É meu dever já referir que o LIPIKAR Leite é fenomenal. Deixa a pele muito macia, cuidada, suave. Adoro passar à noite e deixar actuar durante a noite e tem um aroma muito agradavel. Depois do banho também é uma optima sensação para a pele.
O Oleo Lavante é bom mas no meu caso convém não usar muito. Minha pele é seca nas pernas por exemplo mas nas costas já não aceita tanta hidratação.
Tenho as amostras para distribuir e vou experimenta-los nos mais pequenos. Devem ficar ainda mais fofos com tanto miminho. 





Guarda-chuvas solidários - quem resiste?

A mostrar IMG_2777.JPGA mostrar IMG_2777.JPGOlá malta,

venho apresentar-vos uma causa solidária e muito bonita.

O abrigo Gatos e Afectos, cuja página do Facebook convido-vos a visitar, tem em mãos vários casos de animais recolhidos nas ruas a precisarem de de alguns cuidados médicos que, podem acreditar, são muito dispendiosos. Mas estes anjos a cuidarem de anjos não param e estão sempre com as mãos na massa para recolher o máximo de apoios que conseguirem para nunca faltarem com a palavra com estas criaturas mimosas que precisam de nós, de mim e de vocês.

Bem sei que não é tempo de vacas gordas como se costuma dizer e nem sempre conseguimos ajudar como gostaríamos mas sempre que pudermos fazê-lo é não hesitar.

Os casos mais recentes no abrigo dos Gatos e Afectos é o Charles e o Gui. 

Este é o Charles, um gatinho que foi atropelado e deixado no meio da estrada em sofrimento, como infelizmente é demasiado habitual.



Charles foi resgatado a tempo, já foi operado e neste momento está a recuperar numa FAT.
É um gato incrível, mesmo com o frágil osso da pata desfeito não se queixa, não deixa de querer mimos, não deixa de ser afectuoso. Sem grandes meios para pagar todas as contas, as fadas madrinhas da clínica dos gatos fizeram um preço mais 'especial' mas na mesma assim a conta ultrapassa os 300€.

Este é o Gui, um gatinho encontrado por mim na rua onde trabalho. 



Encontrei-o a chorar que nem um desalmado na rua a pedir por atenção e cuidados. Estava magro, muito magro, remelento, cheio de fome e sujo. Peguei nele e parecia uma pena de tão leve. Levei-o ao vet e tive-o em casa durante quase duas semanas enquanto terminava o primeiro tratamento à conjuntivite. Depois de uma segunda ida ao vet onde realizou uma série de testes foi para o abrigo onde está a ser super bem cuidado. Mas o Gui não está bem. Já foi uma vez mais ao vet, mais testes foram feitos, a conta está sempre a aumentar mas não ficará por aí. Gui precisa de muito cuidados e não vamos desistir dele até que o próprio corpinho dele nos peça. Está desidratado e a precisar de exames ao coração. 

Resumindo, são muitos os casos e por isso o Gatos e Afectos não vos pede donativos pois sabemos como a vida está complicada para todos, mas que adquiram alguma coisa na lojinha como por exemplo estes super e magníficos guarda-chuvas, novidade quentinha e mesmo a calhar para este tempo. Produto nacional nas cores branco, azul e preto por apenas 10€.






Visitem a página Gatos e afectos, comprem um 'chuço' como se diz por cá até porque chove a potes e ajudem-nos a ajudar todos os Charles e Guis que precisam.

Todos nós ficaremos eternamente gratos.

This 5 Minute Morning Routine Will Guarantee A Great Start To The Day



Ever wake up and you’re just not feeling it? You wake up tired, unmotivated or distracted? You have a million things on your plate but you don’t feel like doing any of them. It happens to me at least once a week.
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When Bad Days Happen To Good People
Waking up on the wrong side of the bed is normal. It happens to everyone. The problem is when you don’t do anything about it.
By not doing anything about it, you leave every day up to chance. Not having control over whether you have a productive or successful day is no way to live.
Why gamble on the success of your day when you can intentionally make it successful – no matter how you wake up?
How To Have More Good Days
I’ve been doing something ridiculously simple every morning for 5 years that has changed my life. I begin every day with something positive and relevant that refocuses me and sets the tone for the day.
This can be anything that:  
  • Inspires you 
  • Changes your perspective  
  • Improves your attitude
  • Motivates you
  • Puts a smile on your face
  • Challenges you
  • Reminds you of your goals
Maybe it’s a blog post from this blog. Maybe it’s an episode of your favorite podcast. Maybe it’s a few pages from a book or a YouTube video. Whatever it is, MAKE (don’t find) time to consume it for a few minutes every morning.
I told you it was easy, BUT there’s one more component to it…
Make it Relevant
This has probably happened to you, whether it was on purpose or not.
You read, watch or hear something that couldn’t have come at a better time. It’s exactly what you need to solve that problem, finish that project or get you through the rest of the day.
Have you ever thought about why this happens? The timing was perfect. It was super relevant to what you were going through, and you wanted to experience it.
You have to WANT to have a good day to actually have a good day. You don’t have to wake up on the right side of the bed everyday – you have to go to sleep on the right side of the bed.
“The difference between a successful person and others is not a lack of strength, not a lack of knowledge, but rather a lack of will.”
– Vince Lombardi
So what are you working on right now? What are you going through? What challenges are you facing?  
This morning I woke up and before I got out of bed, I grabbed my iPhone and read a few pages of a Kindle book about entrepreneurship. I skipped ahead to the chapters about a growth challenge I’ve been tackling in my business and it gave me a unique perspective I hadn’t thought of. After a few pages I was ready to jump out of bed and start my day.
I didn’t wake up inspired. I woke up determined to have a great day. Inspiration follows determination.
Your 5-Minute Challenge
I want to challenge you: For the next two weeks, spend 5 minutes on yourself in the morning to proactively set the tone for your day.
You already get yourself ready every morning – you bathe and dress yourself, comb your hair, put on your makeup, wax your moustache. Why wouldn’t you prep your mind as well?
Watch a video or read chapter while you’re eating breakfast, or set your alarm for 5 minutes earlier and read something while lying in bed. Try blasting a podcast while in the shower… the format doesn’t matter.
You don’t need an elaborate morning ritual to get started.
What matters is proactively choosing to start your day in the right way.  
So what inspires, motivates or helps you start your day the right way?

Participação em campanha de produtos de beleza



Fui seleccionada para participar numa campanha da youzz em parceria com a La Roche - Posay

Grande sorte!! São produtos de cuidado diário para regenerar a pele e eu bem preciso pois com este frio ando que nem uma folha seca!!!
Estou super contente por puder participar. Aqui ficam algumas fotos dos produtos para partilhar com vocês:



Assim que começar vou partilhando a experiência e com certeza terei amostras para as amigas mais chegadas também desfrutarem do produto.
Até já!!

Resolucoes em janeiro

Estou completamente saturada de trabalho de escritorio, farta, farta, farta.
Tenho dado voltas à minha cabeça para conseguir uma ideia,  para fazer algo diferente. Ha coisas que sei nao ter mais tolerancia para aturar certas coisas. Vou para a cama a pensar nisso, acordo a pensar nisso. Ainda nao sei como contornar esta questao apenas sei que tenho de mudar a vida e viver mais de acordo comigo.

Será um bom ano

Acho que é o primeiro ano, em toda a minha vida, que estou a fazer resoluções para o ano novo. Creio nunca ter sentido esta necessidade, nunca vi o início do ano desta forma, sempre considerei que mudanças podem e devem ser feitas em qualquer altura mas nesta última semana dei por mim a pensar que talvez seja mesmo boa ideia marcar o dia 01 de Janeiro como o primeiro dia de muita coisa, boa, prioritariamente e de preferência.
Já houve imensa coisa que alterei neste final de ano, imensa até. Pensamentos, formas de estar mas desejos esses estou a deixar para o novo ciclo que vai iniciar. E acredito, com muita força, que será um bom ano. Sinto em todo o meu ser que há muita coisa a caminho, muitas mudanças e muitos momentos pelos quais já venho a desejar há muito tempo.

Talvez a noite da passagem de ano não seja da forma como eu gostaria que fosse mas não irei deixar que isso afecte este meu positivismo.

2016, podes vir, estou à tua espera.

Madrugar para ginasticar

Eu consigo entender porque as pessoas fazem caretas e demonstram algum desagrado sempre que comento que acordo às 6h30m para ir ao ginásio. É verdade que custa, a minha cama como a vossa é maravilhosa (até acho que é mais, mas pronto), o certo é que, depois de estar fora da cama e vestido o equipamento é muito agradável, mesmo de inverno, sair ainda nem amanheceu em condições. Muitas vezes vejo o nascer do sol enquanto conduzo. Chegar as 8h30m da manha com o corpo bem acordado depois de umas aulinhas de jump ou de pump faz-me sentir orgulhosa e feliz pois é um desafio, é um compromisso que assumi comigo, é um disciplinar de corpo e mente completamente diferente. Contudo, o que mais ouço é 'tás masé maluca' ou então 'não bates bem da bola'. Claro que respondo sempre que quando chegar o verão vamos a ver quem é o maluco mas não entendo como a grande maioria acha assim uma tarefa tão impossível de concretizar acordar cedinho para esticar os músculos. Se soubessem a gratificação, o bem estar, o prazer que é aproveitar a manhã desta forma nem diriam nadinha. 
Ir ao ginásio ao final do dia é que me irrita. Tanta confusão, tanta gente, nem dá para treinar, temos de ficar à espera pela máquina ficar livre, os balneários à pinha...enfim, não me agrada. E confesso que esperava que o ginásio estivesse bem mais vazio do que o encontro todos os dias. São muitas as alminhas que se erguem da cama cedinho e praticamente são sempre as mesmas, já parecemos um grupo solidário que se entre-olha como quem diz 'eu entendo teu esforço'. Mas compensa, em vários sentidos. A quem acha loucura desafio a experimentar, não uma vez, mas pelo menos uma ou duas semaninhas. Vão ver a diferença, não no corpo mas no espírito.

Procuro casa e não está fácil

Foi 4 anos que publiquei a primeira vez que andava à procura de casa. Era a primeira vez que me ia aventurar sozinha, e verdade seja dita, tive um piço do caraças pois não demorou muito a encontrar através de uma seguidora do blog que arrendava uma casa na minha zona e que estava prestes a mudar-se.
Em poucos meses estava com a chave na mão e um cagaço desgraçado. Mas lá consegui e lá estou. A casa é porreira, agradável, não muito antiga e até mimosinha. Contudo, nem tudo tem corrido muito bem. A senhoria, que andou todo este tempo caladinha, decidiu que quer aumentar a renda em 40€ de uma hora para a outra. Acham normal?!? Já discutimos, já tentamos acordar alguma coisa mas falar com ela ou com um penedo é igual e assim avista-se uma mudança. Contudo, não é para muito breve. 

Arrendar um apartamento sozinha não é nada fácil, as rendas estão altíssimas!! Que se passa? Mas todos acham que andamos aos pares? Há malta que vive sozinho, povo!! Há malta que paga as contas sozinho e pisar nos calos dessa forma não ajuda a nada! Como é? São casas super antigas, com um aspecto deveras desagradável que nem um balde de tinta ajuda e a renda é astronómica. Andam todos tolos?

Todos os dias vejo uma carrada de anúncios e todos eles a mesma coisa. Tem sido uma desilusão diária e não sei mesmo como desatar este nó! É que não estou para ter a senhoria a buzinar-me as orelhas todos os meses mas se tiver de ser é aguentar o frete até o milagre acontecer.

Não sei se isto tudo tem algum significado maior, não sei o papel desta mudança forçada na minha vida mas não tem sido agradável estar no limbo, estar sem a minha segurança, no risco de perder a minha casa, o meu refúgio. Já não me sinto em casa e é triste. 

Ola malta,

o Natal está quase aí, o ano novo também e com eles a vontade de fazer novas coisas.
Tenho para mim que 2016 será um bom ano mas temos que fazer por isso, não apenas sentar e esperar.
Dei por mim a pensar que gostava de começar a fazer novas actividade. A única que tenho são as aulas no ginásio mas essas são de manhã cedo, contam mas não da mesma forma. Queria umas actividades para o final do dia e fins-de-semana mas faltam-me ideias.


Alguém conhece actividades livres, porreiras que se possam fazer cá pelo Porto?

Borbulham vontades de mudança

O que devemos fazer quando o sangue que nos corre nas veias ferve, ansiando por uma mudança positiva, por algo espectacular, por novidades, por momentos únicos?
O que devemos fazer quando tudo em nós grita por um amanhã diferente? Quando nossos sonhos nocturnos se transformam em desejos, vontades, reconstruções de pensamentos diários?
Que passo tomar principalmente quando todas essas emoções acontecem nos piores momentos, quando não nos podemos mexer nesse sentido?