Isso sei que não quero


Não é tarefa fácil


Interiorizar



Tal e qual

"É difícil lidar comigo, é complicado entender-me. Às vezes grito outras vezes não suporto nem ouvir a minha voz. Às vezes acho-me sem graça e chata outras vezes discordo disso. Às vezes rio à toa outras vezes dói-me à alma ter que sorrir para alguém. Às vezes não tenho o mínimo de vergonha outras vezes não consigo dizer “olá” a um estranho. Às vezes odeio todo mundo outras vezes acho que foi precipitado generalizar. Às vezes acho-me cheia de amigos outras vezes acho que sou a pessoa mais solitária. Às vezes acho que odeio outras vezes acho que gosto e em ambas às vezes quase sempre mudo de opinião. Às vezes acho-me burra por ter errado outras vezes acho-me inteligente por ter aprendido com o erro. Às vezes sinto-me carente outras vezes não quero que ninguém nem me abrace. Às vezes não consigo dormir outras vezes não consigo acordar. Às vezes acho que chegou ao fim outras vezes acho que só começou. Às vezes sou insegura outras vezes sou um poço de segurança e certeza. Às vezes sinto demais outras vezes sou uma pedra de gelo. Às vezes acho coisas demais outras vezes acho que não acho nada e sinto-me muito confusa para entender isso. Às vezes sinto-me perdida outras vezes continuo  sentindo-me assim. Odeio decepcionar mas às vezes nem percebo o quanto consigo magoar alguém só com as minhas palavras."

Autor desconhecido

Conversas de cabeceira XII

- O que faz-te falta?
- Sinto-me de novo sozinha no meu canto.
- Mas entendes porquê?
- Entendo. Claro que entendo. E entendo também que o que sinto é muito culpa minha.
- Das cedências?
- Das cedências, do que abri mão, do que tenho noção estar a continuar a deixar de parte quando não devo.
- Tu vens sempre em primeiro sabes disso.
- Venho. E há tanta coisa que queria e quero fazer...
- O que te prende? Porque não o fazes?
- Algumas coisas parecem-me injustas...
- Podia ser mais fácil, é isso?
- Como é possível ter tão perto mas não puder gozar? Não puder desfrutar? Não me sinto igual aos outros quando deveria ser mais importante...
- Mais importante não digo, mas que deveria ser mais gostoso, dar mais gozo, isso sim. Também ainda não entendi o que impede.
- Já perguntei, vezes sem conta, e a resposta é sempre a mesma: 'não sei explicar'.
- Talvez até saiba mas a explicação não ser algo que vá agradar-te...
- Já pensei nessa hipótese. Não queria considerá-la mas quase de certeza é a mais acertada. Mas porquê quando os primeiros convites até foram da outra parte?
- Tentamos sempre agradar no início. Talvez tenha sido isso. Agora não há tanta razão ou motivo para 'agarrar'...
- Sinto pena, tristeza, desilusão por não despertar a vontade no outro de partilhar o que sabe e fazer-me sentir parte do seu mundo.
- Pode não ser conveniente...
- Pode. Pode não ser bom saber o mesmo, poder usar o mesmo. Parece-me ser mais agradável para o outro lado eu continuar na ignorância. 
- Deve ser mesmo um mundo que não quer que conheças, ou que ganhes gosto, ou que te percas...
- Deveria pensar o mesmo? Que corro esse risco de perder?
- Deves sempre, não apenas para estas situações mas para tudo.
- Será que não entende a importância que tem para mim aprender, saber, estar lá? Como iria fazer-me bem em vários níveis, pessoal, social...? Como iria aproximar-me em vez de afastar-me cada vez mais...
- Estás a afastar-te por isso?
- Estou. E muito. É a atitude que faz a diferença, o não querer, o rejeitar, o ignorar-me cada vez que, directa ou indirectamente, toco no assunto. Já demonstrei de tantas formas e em cada uma delas senti que falei para o nada, que bati numa parede, que não fez a mínima diferença.
- Pelo menos não a diferença que estarias à espera...
- Não mudou em nada e infelizmente sei que não irá mudar. 
- Assim é triste, verdade. Não havia necessidade de fazer-te sentir assim. Mas acredito que deve haver um bom e credível motivo.
- Mas se não queria, se sabia desse motivo não e justo que tenha incutido em mim a vontade para depois colocar-me de parte. É egoísmo.
- É triste...

Momento musical

Moods

Paris... era onde queria ir agora, sozinha ou acompanhada, era onde gostava de estar, apenas por estar. Porquê? Simplesmente porque sim, porque não é preciso haver razão para tudo e Paris soa-me bem.

Onde pára o velho blogger?

Porque se começa um blog? Porque, nos entretantos, achamos que estamos cansados demais ou com bloqueios de 'artista' e suspendemos? Porque muitos de nós, ao fim de alguns tempos, já não encontramos mais no blog o ninho, a casa, o poiso e vamos embora?

Estive ausente. Reparo que há mudanças demais no blogger e quase já nem entendo patavina de como ler o que escrevem ou fazer-me chegar aos outros. Do pouco que vi, já vi demais. Muitos dos que seguia deixaram, há já algumas semanas, alguns até meses, uma despedida, e pela data não regressaram mais. Até ver. O que aconteceu ao blogger nestes últimos meses? Onde param todos? Onde estão os vossos escritos que não os vejo? Porque estão a ir embora e só encontro futilidades?

Comecei este blog simplesmente porque apetecia-me ter um registo online de frases e citações que encontrava em livros e queria guarda-los de alguma forma que pudesse consultar facilmente. De repente, e como num passo de mágica, encontrei no blog um diário. Uma folha de papel virtual onde escrevia e escrevia sobre mim, sobre a vida, sobre tudo o que se passava nesta mente atribulada e o 'vício' de escrever entranhou-se. Passou a ser rotina. Depois de rotina, passou a passado. Mas é sempre nas alturas em que a mente já não consegue abarcar todo o turbilhão que reacende a necessidade de digitar, escrever sem parar sobre tudo e sobre nada. Cá estou de novo. Se houvesse um estágio na minha vida seria o estágio 'blogueiro'. 

Mas nada é como dantes. Ou melhor, sinto agora como senti no inicio, que escrevo apenas para mim, que o resto simplesmente desapareceu ou evoluiu de tal forma que não acompanhei e fiquei para trás. Não impede a minha escrita pseudo-criativa, os meus desabafos enfadonhos e confusos.
Eu escrevo, eu leio. O regresso às origens. Até é carinhoso. 

Momento musical

Procuro par de dança

Com o inicio da academia iniciam também as minhas actividades físicas. Como não poderia deixar de ser, ter um espaço aberto ao público que oferece saúde e bem-estar, até parecia mal eu não usufruir disso. E devagar lá vou retomando os meus treinos, as minhas aulinhas de localizada, algum zumba pelo meio e o corpo começa a agradecer esta grande atenção.

Confesso que até sinto o meu cérebro mais activo, minha memória, que estava a funcionar mesmo muito mal, sinto-a voltar às origens. E até na minha vida pessoal, esta energia toda e a força que estou a voltar a ter, está a ter os seus frutos ;)

Agora queria mesmo aprender a dançar. Tenho ido espreitar as aulas de ritmos afro-latinos. Sempre gostei de dançar e o meu corpo responde sempre quando algum ritmo toca. Inclusivé já estive mesmo para inscrever-me numa escola de dança, para aí há 3 anos atrás, coisa que adiei e deixei assim mesmo quando muitos dos meus amigos e amigas inscreveram-se. Mas agora que tenho um namorado dançarino (ai caramba!!) e que tenho as aulas a decorrer na academia sinto a crescer a vontade de conseguir mexer o meu corpo certinho, aprender os passos todos direitinhos e não mais ficar parada cada vez que vamos a um bar latino. É frustrante.

Mas o maior segredo para realmente aprender a dançar é ter um par. Tenho pensado seriamente em arranjar um. Já me questionaram porque não danço com o meu namorado visto ser ele professor. Mas professor é isso mesmo, professor, tem que dar atenção a todos e aulas privadas é para esquecer mesmo. Já tentamos e há algo que não funciona... sei lá, acho que fico meio envergonhada por não saber mexer-me como ele e não querer parecer mal frente a ele...isso retrai-me imenso. Prefiro mesmo encontrar alguém que seja tão nabo quanto eu para aprender a dançar. :)

Portanto meninos e meninas que ainda passem os olhos por este cantinho adormecido, se souberem de alguém, homem, jovem, interessado em aprender a dançar uma salsa, um chá chá chá, uma Rumba, etc e que não tenha par, avisem-me. 

Como já coloquei no post anterior a academia situa-se em Águas Santas, na Maia (Porto). A malta é toda divertida e as aulas são muito suavezinhas, às 6ª feiras das 21h30 às 23h30 para um final de semana em grande e como preparação para uma saída no fim-de-semana assim mais ritmado. ;)

Interessados? Mimimimimi 

Pensamentos

«Nunca é demasiado tarde para seres aquilo que devias ter sido.» 

George Sand


Aperto no peito

É o aperto no peito. É esse aperto no peito. Esse é o sinal. Passaste toda a vida a ignorá-lo, a passar por cima dele, como se não tivesse importância. Como se ele não fizesse parte de ti. Como se não fosse a tua alma a gritar, a chamar.

Sempre que fazias algo que te provocava esse aperto, sempre que decidias algo, escolhias algo, pensavas em algo que te provocava esse aperto no peito, achavas estranho, mas… seguias em frente. «A vida é para ser vivida», pensavas.

Esse aperto não te parava, não te detinha, não fazia com que revisses as tuas posições. Não fazia com que atrasasses o caminho, ao menos até saberes do que se tratava. Não. Isto já passa.

É ansiedade. É depressão. Vou tomar alguma coisa, isto já passa. Mas o aperto não passou. Até que te habituaste a viver com ele, a conviver com ele. Até que ele passou a fazer parte de ti. Passaste a achar que era natural, viver era assim, a vida era assim. E a tua alma, que anda a gritar, a pedir socorro, a pedir ajuda, só sabe falar contigo dessa maneira. Através de um aperto no peito.

E ao desprezares esse mal, estás a desprezar a tua alma. E ela precisa tanto de ti… Precisa da tua atenção, do teu respeito e do teu discernimento. Precisa do teu caminho, da tua astúcia e da tua inteligência. Não para a maltratares, excluíres e para fingires que ela não existe. Não para a rejeitares, para lhe faltares ao rigor e para a modificares. Não.

Ela precisa de ti para seres quem és, verdadeiramente e livremente. Precisa da tua sabedoria para se manifestar. E precisa da tua escolha para aceder à luz.

Jesus in Alexandra Solnado


Olha eu no anúncio do Continente!


Fui seleccionada para participar no anuncio do dia da mãe do Continente. Foi uma experiência muito engraçada que voltaria, sem dúvida, a repetir.
Senti uma empatia muito grande com as câmaras, um à vontade que não estava nada à espera. Saí do casting com a sensação que seria divertido apresentar um programa de tv.
Foi bem nice!

(Confessem, também viram alguém super parecido como David Bowie!)

Calar para não falar - doí mas não mata

A mente quer escrever mas os dedos não teclam o que preciso exprimir. Há um certo perigo na palavra escrita que faz-nos recolher no nosso pensamento e deixarmos por dizer o que mais queremos falar. Pelo nosso bem-estar deveríamos desabafar mas também pelo nosso bem-estar permanecemos calados.
O nó na garganta aperta...
Mantemos a calma porque não queremos mostrar que enfraquecemos, que estamos vulneráveis, que estamos magoados, que finalmente abriram uma brecha naquele muro que demoramos tanto tempo a construir à nossa volta.
Não quero com isto dizer que voltamos à estaca zero. Nem por sombras. Já não somos os mesmos meninos que éramos, e na construção desse muro, dessa barreira, fomos aprendendo a ser diferentes, mais fortes, mais orgulhosos, mais próximos de nós mesmos. Magoamos-nos mas não com a mesma intensidade. Já não vamos tão ao fundo, já não sentimos tanto no estômago aquele soco que sufoca, que parece que mata. O ego está lá para dar-nos a lapada que necessitamos para despertar e erguermos-nos mal sentimos o perigo a aproximar-se.
Mas o ego tanto é nosso amigo para estender-nos a mão como nosso inimigo para tapar-nos a luz com a qual devemos ver o mundo à nossa volta, a luz que indica-nos o que fazer a seguir para prosseguir caminho de cabeça erguida e olhos postos no que realmente importa.
Hoje tenho a mão do ego a tapar-me o rosto. Só vejo-me a mim e ao meu orgulho, ao que penso de mal e o mal que isso me provoca. Talvez amanhã, com o raiar de um novo sol, a luz se esquive às mãos do ego e acorde-me primeiro. Talvez...

Moods

Porque é preciso alguém estar completamente fodi** para o mundo todo ter alguma coisa a dizer? Só no fundo do poço ou na merd* é que valemos uma palavra de consideração?

Humor do dia

Uma noite triste, um dia triste...
Acho que vou dormir as horas que não dormi e refugiar-me um pouco. Tem vezes que este mundo cansa-me demais.

E agora?

Encontrar o nosso caminho deve ser a tarefa mais complicada que temos na vida. Saber exactamente para onde irmos, em que sentido dar o primeiro passo, conseguir ouvir a nossa intuição, a nossa voz interna.
O que sinto, neste exacto momento, é um adormecimento da alma, como se estivesse apenas aqui o meu corpo a vivenciar cada segundo do dia sem qualquer propósito, sem qualquer rumo.
Onde está a motivação? Onde está a consciência que guia-me e ilumina-me quando mais preciso? O que devo fazer agora se tudo o que até agora parecia-me normal simplesmente perdeu o interesse? Sinto que tenho que estar noutro lugar, noutra sintonia, numa energia diferente. Sinto que preciso de um raio de força que, vinda do lado externo e de dentro de mim, expluda, me impulsione, me desperte, me leve a consciência até, pelo menos, ao vislumbre do que devo fazer agora que a vida testa-me de novo.
Fala comigo, por favor, para eu saber que sou precisa para algo...

Citações

'O primeiro passo para conseguirmos o que queremos na vida é decidirmos o que queremos.'

 Ben Stein

A little fary tail

Era uma vez uma ilha onde moravam a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria e o Amor.
Certo dia um aviso chega: a ilha seria inundada. Apavorado, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem. 
Amor:
- Fujam todos, a ilha vai ser inundada!
Todos correram e pegaram no seu barquinho. Só o amor não se apressou. Gostava da ilha, era apegado demais e queria ficar um momento para despedir-se. Quando apercebeu-se que arriscava a morte correu para salvar-se. Ao avistar a riqueza pediu-lhe ajuda.
Amor: 
- Riqueza, leva-me contigo!
Riqueza: 
- Não posso, Amor! Meu barco está cheio de ouro e prata, não vais caber!
Passou a vaidade e o Amor pediu: 
- Vaidade, leva-me contigo!
Vaidade: 
- Não posso! Vais sujar o meu barco!
Logo atrás vinha a Tristeza. 
Amor:
- Tristeza, posso ir contigo?
Tristeza:
- Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha. 
Passou a Alegria mas estava tão alegre que nem ouviu o Amor chamar por ela. E já desesperado, a achar que ia ficar só, que na sua ilha morreria, o Amor começou a chorar. Um pequeno barco navegado por um velhinho entretanto passa. 
Velhinho:
- Sobe, Amor, que eu levo-te!
O amor ficou tão radiante que nem perguntou o nome do velhinho. Ao chegar ao monte alto onde estavam os outros sentimentos, ele perguntou à sabedoria: 
- Sabedoria, quem era o velhinho que trouxe-me até aqui, que salvou-me de morrer por aquilo que amo e ali ficar sem piedade? 
Sabedoria:
- Um velhinho sábio, paciente, que na sua calma navega o barco?
Amor:
-Sim!
Sabedoria:
- Seu nome é Tempo.

É assim

Fica o aviso: 
se não sirvo para conversar também não sirvo para rigorosamente mais nada!

Procuro trabalho

Procuro trabalho.
Não conseguindo aguentar mais a situação de uma empresa às portas da falência e na incerteza do amanhã, estou à procura de trabalho.
Já estou por tudo desde que faça-me sentir feliz e útil...

Dolce Vita Dragão

Ontem fui ao centro comercial Dolce Vita do Dragão. É dos melhores shoppings para ir-se quando o pretendido é calma, sossego e até comer qualquer coisa sem grandes trabalhos em arranjar mesa. Mas é para mim, sem sombra de dúvida, o pior shopping para fazer-se compras. Sempre que lá vou não encontro rigorosamente nada de jeito para vestir. Sou um pouco esquisita em roupa, verdade, mas nos outros lados consigo sempre encontrar um ou outro artigo que compraria. No Dolce Vita do Dragão é simplesmente uma perda de tempo. Não faço ideia se o marketing daquele centro comercial funcionará visto que imensas lojas foram fechando dando lugar a outras que, a meu ver, também já estão com os dias contados. Não faço ideia que tipo de público pretendem atingir com a oferta que colocam à disposição, mas para mim, não é de todo. Tão bem localizado quer parecer-me um enorme fiasco.
Dragão campeão só mesmo o FCP. 

Estou entusiasmada

Agora fiquei entusiasmada por finalmente vir a ter um pouco mais de tempo para mim mesma! Estou mesmo empolgada para puder dedicar umas boas horas do meu dia a reencontrar-me e a cuidar de mim.
Vai ser fundamental parar um pouco e relaxar para conseguir entender qual o próximo passo a dar, o que fazer a seguir. Mas só a ideia de que tenho um leque enorme de possibilidades à minha frente, a juntar à minha vontade de vencer e de ser feliz, creio ter todos os ingredientes necessários para ter sucesso. E o sucesso que falo não é monetário, já descobri que não sou ambiciosa por natureza. Prefiro, sem sombra de dúvida, algo que permita-me viver mas viver feliz e com orgulho no que faço.

Planos para o pós-desemprego

Objectivos propostos para um tempo que se suspeita algo parado: muito exercício físico.
Estou mesmo a precisar de voltar ao activo, voltar a esculpir as minhas formas, o meu corpo e a minha saúde como vinha a fazer até à cerca de meio ano atrás.
Estou a precisar de cuidar dessa parte de mim para não sentir qualquer tipo de baixa de auto-estima ou 'ameaça' ao meu bem-estar, para voltar a sentir orgulho de mim e para sentir-me com mais energia e vitalidade.
Claro que, na altura em que menos dinheiro posso gastar, preciso de inscrever-me num ginásio. Mas será um investimento com um óptimo retorno e que dar-me-á o que preciso para iniciar a nova caminhada. 
Com toda a certeza que não ficará apenas na teoria. É algo que desejo muito fazer e que farei com todo o gosto.
Num talvez fica o aprender a dançar...

Aceita sentir

Deixa-te ficar só a sentir. Como estás. Respeita isso. Às vezes não gostarias de estar a sentir isso, às vezes preferias estar a sentir outra coisa. «Eu sei que o rumo dos acontecimentos não deveria ser mudado, mas eu estou a sentir o contrário…». O que estás a sentir é o que é.

Respeita e honra isso. Honra o que estás a sentir pois esse é o teu bem mais precioso. Tudo o que fizeste até aqui, tudo o que viveste até hoje, mais não fez do que preparar-te para essa grande verdade. Tu és o que sentes. Tu és o que amas.

E contra isso poderão vir furacões, tornados e maledicência. Mas enquanto não aceitares o que sentes, mesmo que isso deite tudo a perder, nem que isso te coloque nas ruas da amargura… enquanto não aceitares o que sentes, não conseguirás ser um ser humano com um sistema energético definido. Este será vago, escorregadio e hostil.

O que sentes é o teu bem mais precioso. Mas para a pedra brilhar, há que aceitar o que se sente e principalmente cumpri-lo. Só aceitar é apenas uma parte do processo. E não vais querer ficar a meio, pois não?

Jesus por Alexandra Solnado

.

Há um aperto no peito que insiste em fazer-se sentir...

E agora?

Receio, muito receio do que o futuro reserva-me e que desconheço.
Receio de desiludir quem não queria desiludir, não agora, não nesta fase.
Receio de transmitir a ideia que tenho de mim mesma, que sou um fracasso, que não valho nada, que não tenho propósito na vida.
Preciso de reflectir sobre a minha existência, mais do que em qualquer altura, tenho mesmo de fazê-lo. A idade já não permite-me ficar a olhar para o céu a questionar-me durante muito tempo, mas com tristeza, com esta idade ainda não sei o que cá ando a fazer, o que deveria estar a fazer, o que daria prazer fazer. 
O comodismo dos últimos anos não ajudaram a rigorosamente nada e tenho muito receio.
As condições que se apresentam não ajudam ao meu estado de espírito.
O que fazer Deus? Para onde devo ir? Qual o caminho que devo seguir agora?

Vou brindar a ti

'Olha como a energia se movimenta quando as coisas que são para ti começam a aproximar-se. Olha como as coisas mudam de figura. Claro, tu mudaste a tua energia. Passaste muito tempo a tentar corrigir-te, a tentar harmonizar- te, e principalmente a quebrar padrões.

Quebrar padrões. Essa é a chave. Padrões antigos como o tempo, que teimam em manifestar-se nesta vida, neste tempo. E esses padrões de origem longínqua seguem-te por todo o lado. No teu comportamento, nas tuas atitudes. Padrões que te tornam um ser que funciona em piloto automático, sem se pôr em causa, sem saber porque é que faz as coisas, sem sentir. 

Tu passaste muito tempo a quebrar esses padrões nesta tua vida. Aceitaste a transformação. E agora vou brindar a ti. Vou comemorar. Vou festejar teres conseguido. Teres dado a volta e teres-te aproximado da luz. Claro que ainda falta um pouco para cá chegar. Vou dizer-te um segredo. Vai faltar sempre um pouco para cá chegares, enquanto andares por aí.

Mas o que importa é que já iniciaste o teu caminho, e isso poderá levar-te para o além dos aléns. Agora, neste momento, vê como a energia se movimenta a teu favor. Recebe as bênçãos do céu. Recebe o que tenho para te dar. Não fujas. Quando a energia chegar, não penses que é um acaso. Não julgues que não é para ti, ou que é um engano.

Percebe que sou eu. Percebe que te envio isto como agradecimento pelo tempo que te concentras em ti. Recebe a bênção. E vais perceber o quanto de bom fizeste à humanidade ao aceitar subir mais um bocadinho.' 

Jesus (por Alexandra Solnado)

Preguicite aguda

A preguiça tem tomado conta de mim. Não sei se será de estar a dormir poucas horas há já vários dias seguidos, mas o que é certo é que estou com uma pedrada que só apetece-me deitar o corpo.
O cansaço está a tornar-se tal que não apetece-me fazer rigorosamente nada. Mas tenho uma grande suspeita que o facto de estar a sofrer por antecipação o meu despedimento não só está a causar-me estragos a níveis gástricos como leva-me a perder o pouco interesse que já tinha em desempenhar funções, facto que torna o meu dia penoso demais de suportar. Tudo parece-me aborrecido.
Mas depois chega a noite. Por regra já não tenho grande sono à noite (nada comparado com o que tenho de manhã) mas agora com a companhia maravilhosa que tenho tido, o sono escapasse por completo. A conversa flui tão bem que nem dou pelas horas passarem. O despertar fica um pouco mais dificultado mas a preguiça ataca mais a meio da tarde. Aí é que sinto nos músculos e na mente o cansaço acumulado.
Planeava hoje ir a uma aula de zumba. Ando a falhar demais nas minhas actividades físicas mas estou a ver-me falhar novamente até porque não estou com vontade de ir.
É melhor comprar umas vitaminas e dormir mais um pouco...


Bens e dinheiro

Ontem, a propósito de uma conversa sobre dinheiro e poupanças, questionaram-me o que estou a precisar. 'Em que sector?' - retorqui, em tom de brincadeira. Apesar de considerar-me uma pessoa sortuda e saber que estou à vontade na minha simples vida, falta-me imensos itens que vão desde essenciais a supérfluos.
Não posso queixar-me. Apesar das minhas obrigações nunca deixei de fazer seja o que for. Sair, conviver, andar de carro, comprar roupa... Mas todo este à vontade vem do facto de ser poupada por natureza. Não sou de esbanjar o que ganho, muito pelo contrário. E, à minha forma, vou conseguido gerir da melhor forma uma vida boa para quem tem um rendimento que nem ao menino Jesus lembra. 
A minha casa ainda está demasiado desprovida de mobiliário e têxteis, coisas que fazem toda a diferença no bem-estar e conforto. Adorava trocar de carro, não só por uma questão de vaidade mas porque percebo que os anos passam e, mais tarde ou mais cedo, terei de começar a despender dinheiro nele. Preciso de fazer uma inspecção ao meu guarda-roupa e seleccionar o que já não serve para proceder à substituição. Mas todas essas coisas, no seu todo, implicam, em primeiro lugar e principalmente para a questão do carro, ter dinheiro, e em segundo ter disponibilidade mental para consciencializar-me que é necessário gastar.
Muitas vezes deixo de comprar por ter uma voz de consciência que, chata como tudo, pára o impulso de adquirir algum bem. Meu relacionamento com o dinheiro é, por isso, um bocado complicado. Já foi mais, confesso. De alguns anos para cá consegui baixar a importância do dinheiro na minha vida e felicidade, mas, na mesma assim, continua a ter o seu peso na minha paz de espírito.
Tempos de mudança aproximam-se. Tudo indica que irei fazer parte das estatísticas do desemprego em Portugal. Não que esteja muito incomodada com isso pois é o fim de uma situação insuportável. Tudo o que peço é que haja dinheiro para que a empresa consiga cumprir com as suas obrigações e pagar-me a indemnização sem problema de maior. Preocupa-me saber que, o que se segue. Estou completamente às escuras nesta questão sem fazer a mais pálida ideia que rumo seguir. Sei que é fundamental arranjar algo rapidamente mas sinto em todo o meu ser que preciso de investir em qualquer coisa estimulante, motivador. Na verdade o que realmente gostava era de trabalhar por conta própria mas aquela voz de consciência que referi anteriormente insiste em repetir as dificuldades que passamos e os riscos que corro. É neste momento que preciso mesmo libertar-me do dinheiro e deixar que meu instinto fale mais alto para entender o próximo passo a dar.
Vai continuar a faltar-me imensa coisa mas estou confiante que a vida tem reservado para mim algo bem melhor.

A minha teoria da vida

Muitas vezes passa-me pela cabeça uma teoria que venho a conspirar já desde miúda, a teoria da vida. É arriscado teorizar sobre tão grande questão mas sempre gostei de filosofar.
Convictamente, e cada vez mais, penso que tudo não passa de um sonho. Tudo o que vivemos, os anos, os dias, os momentos bons e maus são pensamentos que a nossa mente está a reproduzir enquanto dorme e que, a qualquer momento (que conhecemos por morte), vamos despertar no outro plano, deitados na cama ou, num cenário mais apetecível, deitados numa praia paradisíaca.
Muitas vezes tive sonhos quase que reais dos quais despertei com a nítida sensação de realmente lá ter estado. Cheiros, sensações, sabores são lembrados depois de acordar e permanecem durante todo o dia portanto acho completamente aceitável que tudo isto que conhecemos como vida não seja mais do que um sonho, o tempo que 'vivemos' não passa apenas de uma noite de descanso que nós estamos a ter do outro lado. 
Contudo não sei se, no plano real (ao qual temos acesso depois da morte/despertar) somos iguais ao que vemos agora, se somos a mesma pessoa. Poderá haver uma forte probabilidade de sermos completamente diferentes. Quem já não sonhou ser algo diferente? Poderemos inclusive ser do sexo oposto ao que somos agora. Podemos até nem fazer ideia de quem são as pessoas que conhecemos agora. É demasiado comum sonharmos com estranhos, e portanto, família e amigos serem outras pessoas diferentes. Pensar nessa hipótese é triste mas para quem acorda não o é pois vai estar perto de quem ama na realidade e quando despertar não sentirá qualquer saudade do que sonhou, nem mesmo das pessoas pois estas não significarão nada para elas. 
Parece ridículo mas quem sabe se não tenho mesmo razão?

Auto-estima num relacionamento

Uma das coisas boas de estarmos sozinhos, e por sozinhos entenda-se solteiros, é não sofrermos com tanta regularidade das inconstâncias da auto-estima. Aceitamos que estamos solteiros, acostumamos-nos à ideia e começamos a viver em nossa função. Tudo o que fazemos é por nós e pelo nosso bem-estar sem pensar numa outra pessoa ou na ideia de agradar alguém.
A partir do momento em que permitimos a entrada na nossa vida começamos a questionar imensa coisa a nosso respeito. Será que estamos bem assim? Será que agradamos desta forma? Será que vamos tornar-nos cansativos, enjoativos, uma valente seca? Será que a outra pessoa não se importa de ver-me de pijama e com ar sostro? Será que vou perder a piada com o tempo e dar aso a que outras pessoas iludam no meu lugar? Uma panóplia de questões. 
Quando namoramos muito tempo demoramos a acostumarmos-nos a estar sozinhos mas depois começa a fazer mais sentido estarmos sozinhos e começamos a duvidar da nossa capacidade de partilha numa vida a dois. Confesso que fui pessoa de afirmar a pés juntos que não fazia a mínima ideia de como tinha conseguido gerir um relacionamento. Tudo começou a parecer-me difícil demais. Termos de adaptar horários, ter 'satisfações' a dar, as preocupações com a 'concorrência'...
Obviamente que falo apenas nas questões menos boas. Não esqueço que um relacionamento vem acompanhado do que de melhor a vida pode oferecer. Vale sempre a pena os momentos de carinho, os sorrisos, o toque, as palavras que confortam o coração e fazem-nos sentir no topo do mundo. Mas é inevitável que, quando gostamos de alguém, a nossa auto-estima é a que sofre mais pancadas, colocada à prova a todo o momento perante imensos desafios que só os fortes conseguem enfrentar sem desistir pelo caminho.
Estou para ver como a minha vai comportar-se. Friamente analisada a situação sei que estou perante um desafio e tanto...

Principe

O primeiro dia do ano marcou a completa viragem da minha vida.
Tudo indicava ser apenas mais um dia no qual, cansada da festa da noite anterior, gozava do sossego e da calma a que já havia-me habituado.
Quando decidi responder-te como tinha corrido a passagem de ano estaria longe de imaginar que o que se seguiria iria tomar, por completo, o controlo de todo o eu.
A conversa fluiu como se fossemos amigos de longa data, e mesmo separados, senti-te perto o resto do dia e da noite. A partir dai foste uma companhia constante de conversa, de troca de pseudo-mimos embrulhados em galanteios e receios de passar o limite da conveniência de quem não se conhece. 
Eu sabia que o encontro marcado, passado uns dias, não iria ser totalmente inocente. Sabia-o e não importava-me rigorosamente nada. Sentia que iria ser bom ver-te, desejava secretamente puder tocar-te e beijar-te. Alegro-me dessa noite ter acontecido. Vivi contigo dos momentos mais especiais da minha vida, o momento em que disseste-me por entre palavras e gestos que quem eu havia procurado todo este tempo tinha-me encontrado e ali estava, mesmo à minha frente, finalmente.
Desde esse dia nunca mais te largo e absorvo por completo tudo o que possas dar-me de mimo, de carinho, de sonhos, de diversão, de companheirismo. De mim dou-te tudo, sem pensar duas vezes, sem reflectir no certo ou errado, apenas com a certeza de que, a cada segundo que o relógio marca, apaixono-me mais e mais por ti.
Adoro tudo em ti e basta-me ouvir a tua voz para sentir-me segura, para perceber que guardas-me no coração.
És o meu menino, o meu príncipe.