Finalmente...

...até breve!

Momento cartoon #9


Há estrelas no céu

Desde a minha adolescência e pela altura das férias grandes no Verão, eu e os meus amigos tinhamos sempre o hábito de ficar até altas horas da noite a ver estrelas cadentes. Entre Agosto e Setembro eram noites de conversas prolongadas e cabeças no ar. Com o decorrer do tempo, com o término das férias escolares e penso que também com um pouco da descontracção juvenil, fomos perdendo esse hábito.
Ontem dediquei algum tempo ao céu.

Tirando partido das insónias e da paisagem que circunda a minha casa, de campos sem luz artificial, tenho um bom cenário para ver a chuva de estrelas. De olhos postos na noite, lá estive eu, ainda algum tempo, sozinha e sem as conversas, apenas os sons da noite e a cidade ao fundo. Só tive oportunidade de ver uma estrela cadente, que apesar de grande, foi a única que alegrou minha noite. Seria cedo, talvez. Normalmente pela madrugada a fora o espectaculo é mais bonito. Mas já se fazia tarde, era hora de dormir.

Hoje, com o início das férias e sem pressão com as horas para descansar, vou ser uma espectadora atenta. Quero reviver a minha juventude de cabeça virada para o céu a olhar as estrelas que sempre ali estiveram a ver os meus passos, a acompanhar as minhas aventuras e desventuras, e que muitas vezes foram as minhas confidentes.

Linda chuva de estrelas vimos uma vez em Mira, já lá vão os tempos de acampamento de Verão com os amigos. Sentados à beira-rio e apenas o céu à nossa frente, eramos cumplices de um espectáculo que nos deixava extasiados. De mãos dadas sobre um céu estrelado e em movimento, eramos jovens que contemplavamos a natureza e o tempo não importava.

Podemos muitas vezes nos esquecermos, mas há sempre estrelas no céu!

A beleza...

...gosto de contempla-la!

Novidades no mundo da cosmética!

Bem, pensei eu que já tinham-se lembrado de tudo no que diz respeito a cremes de beleza mas eis que, à hora do almoço enquanto me espalmava no sofá a fazer zapping, vejo no canal das vendas um creme de rosto à base de...baba de caracol!!! NOJO!!! Não sei se já existe à muito tempo ou não, confesso minha ignorância, mas apenas hoje tomei conhecimento de semelhante!
Lá estava a rapariga a espalhar aquilo na cara e a sorrir...!!!

Mesmo que aquilo não tenha nenhum composto à base de baba de caracol, só o nome, a cor e pensar que realmente é o que dizem ser, para mim é terrorífico!

Desconheço as propriedades vitamínicas contidas na baba do caracol, não sei os benefícios daquela coisa na pele mas também prefiro continuar assim, pois andar por aí com a cara hidratada com ranho não é propriamente coisa que agrade!

Fico a pensar na quantidade de pessoas que já cumprimentei e sabe-se lá se não são adeptos desta coisa!

Que mais vão inventar?

McCabras!

Sou só eu que fico incomodada quando passam por nós e fazem de conta que não nos vêm?!? É que não percebo!

Em outras circunstâncias, vá, aquelas em que não podem mesmo escapar, somos os maiores mas quando podem ficamos transparentes!

Confesso que se fôr de carro, e pessoas mais próximas já estão avisadas disso, raramente vejo alguém! Sou como um burro com palas, vou completamente a leste de tudo. Mas se estiver mais atenta a quem passa não finjo que não vejo e viro a cara, digo o meu olá e aceno se fôr caso disso.

Já me aconteceu sair de casa e dar de caras com uma pessoa próxima, digamos assim, e ser completamente ignorada, mas encontrar essa mesma pessoa 5 minutos depois no café e ela agir como se nada tivesse acontecido e dizer-me um brilhante olá!

Não gosto de incoerência. Para mim ou cumprimentam-me sempre ou nunca me cumprimentam, não gosto de luas!
Serei eu?!?

Insónias

Estou cada vez melhor, não há dúvidas!!!

Minha mente concerteza já interiorizou que as férias aproximam-se. Não quer, de forma alguma, dormir cedo. Bem tento mas não adianta e como não adianta deito-me um pouco mais tarde e não é que mesmo assim a patife da-me umas insónias de caixão à cova?!?

Vira para um lado, vira para o outro, leio um pouco para ganhar sono, vou comer qualquer coisinha, passeio pela casa...que stress!!

E o sino da igreja lá avisa-me que mais uma hora passou e ainda estou de olhinhos arregalados. 1h da manhã, 2h da manhã...nada!!! Olha que coisa, e para acordar cedo como vai ser seu sacana?!?

De manhã a barulheira do costume por culpa das obras do metro. É acordar logo com a telha e sem paciência para ouvir o mínimo de ruído mas lá estão eles...nãããããoooo!!!

Odeio insónias...e eu que gosto tanto de dormir!!!


Pega lá um choque para ver se te calas!

Gostava de ter um mecanismo de auto-censura. Um dispositivo que accionasse cada vez que eu dissesse uma besteira, tipo um choquezito electrico no pescoço, assim ao de leve mas o suficiente para me calar!!!

Existem determinados assuntos que gostava de não tocar, falar ou remexer. Assuntos que deviam ficar arrumadinhos lá no cantinho do cérebro e só sair em caso de extrema necessidade ou de terapia.

Podia haver um método de programar a minha mente. Colocar no sistema da memória do dispositivo eléctrico todos os assuntos que considerasse motivo de censura e tabus.

Dou por mim a conversar sobre coisas que já deveriam estar enterradas nas profundidades da minha massa cinzenta unicamente para fazer conversa, e enquanto estou a abrir a goela tenho mesmo a nítida sensação que são assuntos sem interesse de discussão, tanto para mim como para quem está a ouvir-me, mas na mesma assim continuo a falar. Longe já vão os tempos da necessidade de desabafo, e tão pouco sou alcoviteira para falar de assuntos que não dizem-me respeito, mas no calor da noite, ainda com a pedalada toda da cafeína a correr-me nas veias e a lembrar-me que preciso de ir dormir mas que as insónias vão ser puras e duras, falo, falo, falo, falo e não é que não me calo?!? Mais valia mesmo, no momento em que o cérebro disparasse o pensamento estúpido para a boca, apanhar um choque atrás do pescoço!

Cor...

... e beleza para este dia fantástico!

Foste tu ou fui eu? Who cares?!?

Em conversa com a E. sobre o que escrevo e os desafabos que vou tendo, ela diz-me que da maneira como sofro e vivo um sentimento de perda tão grande, nem parece que fui eu que terminei a relação.

Mas será que realmente importa se deixamos ou fomos deixados?

O término de uma relação, para aqueles que a vivem intensamente, é doloroso para ambas as partes e nem sempre quando terminamos é porque o amor acabou mas por forças de circunstâncias que nos obrigam a tomar caminhos diferentes. Sofri e sofro por ter tomado a decisão pois, apesar de ponderada, também foi tomada por cansaço, desgaste e tristeza. Explicar as razões porque aconteceu seria entrar num campo demasiado pessoal mas não posso deixar de questionar se por ter sido eu a terminar não deveria sofrer dores de amor? Estarei assim tão errada?

Não é porque alguém terminou uma relação que sofre menos. Sofremos de igual modo, até porque estamos a abdicar de consciência de alguém que gostamos. E essa é a minha realidade, o ter aberto mão de alguém que amava, do meu melhor amigo, do meu companheiro. E não é por ter terminado que deixei de amar...longe estou disso acontecer!

Não consigo compreender aquelas pessoas que terminam uma relação e vivem como se nada se tivesse passado, como se o tempo que partilharam com aquela pessoa não tivesse significado nada. Não quer dizer que sou mais ou menos sensível, apenas sofro pela vida me pregar algumas partidas que não estava à espera e sinto-me a passar a fase de luto, que é necessária para continuar a minha caminhada, para amadurecer e reflectir no que aconteceu de errado e não voltar a repetir e, concerteza, para passar a dar mais valor ao amor e às pessoas sem tomar nada como garantido.

Não importa quem tomou a decisão, não importa a quem doi mais ou menos, não importa o que os outros pensam ou vão pensar. O mais importante é que dizemos adeus a uma etapa da vida e isso nunca será fácil.

Importante mesmo é curar as feridas todas para que quando a tempestade passe sejamos capazes de abrir nosso coração de novo e amar sem mágoas, culpas ou ressentimentos do passado e construir uma vida simplesmento FELIZ!

Retirei o post

Desculpem, estive a matutar durante o fim-de-semana todo acerca do post que publiquei acerca do "Não me escrevas...". Senti que não o devia ter escrito, que poderia magoar os sentimentos de alguém ao expôr algo assim. E por isso retirei-o...eu sei, eu sei, não devia mas não estava sossegada!
Obrigada por todos os comentários que recebi de vossa parte, adorei receber todo o carinho.
As coisas do coração são mesmo assim, inconstantes!

Ah frescura! Selinho para mim...


Um selo tão fresquinho para celebrar o Verão, atribuido pelo Saga do Midnight Club e pela Aninhas do Raíz de Pensamentos a quem agradeço e retribuo concerteza.

As regras são as seguintes:

-Exibir a imagem do selo (ora já cá está)

-Postar o link de quem me mandou (obrigada aos dois)

-Passar a 8 pessoas e avisar. Cá vai:

Aproveito para agradecer a todos os que passam por aqui e deixam o seu olá. É sempre bom sentirmos que cativamos e somos apreciados. Obrigada :)

FALTAM 8 DIAS ÚTEIS PARA AS MINHAS GRANDIOSAS
FÉRIAS...

Who wants to live forever?



There's no time for us
There's no place for us
What is this thing that builds our dreams
Yet slips away from us

Who wants to live forever?
Who wants to live forever?

There's no chance for us
It's all decided for us
This world has only one sweet moment
Set aside for us

Who wants to live forever?
Who wants to live forever?

Who dares to love forever?
When love must die

But touch my tears with your lips
Touch my world with your fingertips
And we can have forever
And we can love forever
Forever is our today
Who wants to live forever?
Who wants to live forever?
Forever is our today

Who waits forever anyway?

Momento cartoon #6


Nem sempre o caminho mais curto é o mais fácil

Partir do princípio que tudo se resolve de uma forma ou de outra é conformar-nos.
Quando algo não corre como o esperado, ficarmos de braços cruzados à espera que o tempo cure ou resolva é admitirmos que somos fracos e não temos coragem de fazer algo para mudar.
Gritarmos bem alto as nossas dores e frustrações diárias é o caminho mais fácil que podemos escolher e, regra geral, é o que optamos por nos dar um conforto imediato mas efémero e por isso gerador de mais frustrações e de um ciclo vicioso perigoso.
O ser humano precisa dessa frustração para seguir em frente. “Queixar-se” é um estado normal do corpo como impulso para a realização da tarefa seguinte mas será sempre um caminho mais penoso pois trará mais situações de que se queixar e toda a sua realização se fará com bases de dor, sofrimento e tristeza.
Insatisfeito por natureza, o homem procura resoluções de conforto imediato ignorando que as verdadeiras conquistas se fazem gradualmente, passo a passo. É a forma mais segura de garantir que o que constrói não se destrói, que não volta a cometer os mesmos erros, que não volta a sentir as mesmas dores.
Todos temos psicoses às quais nos agarramos para fugir da nossa realidade. Arranjamos uma forma ou outra para encobrir a nossa culpa de erros cometidos e más escolhas e tendemos a culpar o próximo, o Governo, a economia, da nossa insatisfação. Admitir que nós é que traçamos o nosso presente e que somos o resultado das nossas escolhas passadas é meio caminho andado para construirmos um futuro mais risonho, livre de quaisquer punições e frustrações.
Inundados de pensamentos a cada segundo, temos a liberdade de escolher como desejamos nos sentir e o partido que queremos tirar desse estado de espírito.
Existe quem se agarre ao trabalho, aos filhos, ou à constante necessidade de limpeza e organização. Tudo são escapes inconscientes de uma realidade que não queremos encarar, uma forma de distrair nossa mente e fugir da resolução. Mas não é mais do que um adiar. O problema ou situação incómoda vai continuar presente, adormecida ou até mesmo esquecida até que um outro acontecimento a desperte e regresse para nos atormentar. Por mais que nos custe, por mais doloroso que seja, é fundamental agir, encarar de frente e resolver. Só assim seremos capazes de evitar outras situações de incomodo; só assim conseguiremos ficar mais fortes, mais capazes, mais seguros.
O que queremos fazer? O que queremos ser? Onde queremos chegar? Podemos muitas vezes não saber a resposta a estas perguntas mas a resposta existe, dentro de nós e está apenas à espera de ser colocada em prática. Como? A partir do momento em que nos libertamos do que nos atormenta a mente e nos incomoda e somos capazes de olhar para dentro de nós e manter um dialogo connosco. Só quando conseguirmos ser honestos connosco seremos capazes de olhar em frente e não para o lado e travar a batalha que há muito adiavamos. Um diálogo com o nosso ser permite-nos conhecer-nos, sabermos do que somos capazes e para onde devemos e queremos ir. Mais ninguém tem a solução para os nossos problemas que nós mesmos. Podemos ter um ombro amigo, um "empurrão" de alguém mas para isso precisamos de estar dispostos a receber a ajuda, só depende de nós. E ficar parado não é concerteza a melhor opção.

A inconsistência humana

Todos temos períodos de inconsistência sistematizada. Fazemos tudo por fazer, sem propósito ou com propósitos alterados. O propósito serve para isso, para dar consistência à vida das pessoas.
Quando nos perguntamos "O que ando a fazer nesta vida? Qual o meu caminho?", estamos a falar de consistência. Quando decidimos viver baseado nela, sem nos desviarmos, quando decidimos que cada um dos nossos actos será, sem excepção, mediado pelo consistência do nosso ser, deixamos imediatamente de conceder. Passamos a ser a tua prioridade. Não o nosso bem-estar, não o nosso ego, não são esses que damos prioridade mas sim os mais altos anseios da nossa alma.
A consistência é dada pela energia da alma e, quando tentamos sair deste processo, sentimos que é impossível, pois a inconsistência é um vazio e esse já foi preenchido. A consistência é a nossa alma a morar em nós.
A humanidade precisa de ser temperada. Nenhuma evolução é a direito: os caminhos sinuosos fazem parte da via da ascensão. Tudo o que é fácil e escorreito tem tendência para andar para trás. Da mesma forma que avança, retrai. Sempre a direito tem a mesma força para a frente e para trás.
Os caminhos mais complexos fazem-se cimentando cada etapa. Quanto mais doloroso é um caminho, menos hipóteses temos de voltar para trás. Rejeitamos aquela dor, pura e simplesmente, e, como não podemos voltar para o que dói, não temos remédio senão avançar. Podes ver os grandes retrocessos históricos.
Antes de uma grande vitória surge sempre uma aparente derrota. A derrota é a perda, o teste. É a vida a testar. Caso a pessoa aceite essa perda, logo a vitória se avizinha.

Alexandra Solnado