Hoje estou numa de anedotas

Vocês provavelmente não se recordam dos tempos áureos em que se trocavam emails de piadas, anedotas e coisas afins. Não existia faces, nem blogs, era mesmo email. O povo comunicava tudo por mail. Bons tempos.
Por um acaso, encontrei algumas relíquias na minha caixa de correio.

A primeira peça que achei:

Um homem, voando num balão, dá conta de que está perdido. Avista um homem no chão, baixa o balão e aproxima-se:
- Pode ajudar-me? Fiquei de encontrar-me com um amigo às duas da 
tarde; já tenho um atraso de mais de meia hora e não sei onde estou...
- Claro que sim! - responde o homem: O senhor está num balão, a uns 
20 metros de altura, algures entre as latitudes de 40 e 43 graus Norte e a longitude de 7 e 9 graus Oeste.
- É consultor, não é?
- Sou sim senhor! Como foi que adivinhou?
- Muito fácil: deu-me uma informação tecnicamente correcta, mas inútil na prática. Continuo perdido e vou chegar tarde ao encontro porque não sei o que fazer com a sua informação...
- Ah! Então o senhor é socialista!
- Sou! Como descobriu?
- Muito fácil: O senhor não sabe onde está, nem para onde ir, assumiu um compromisso que não pode cumprir e está à espera que alguém lhe resolva o problema. Com efeito, está exactamente na mesma situação em que estava antes de me encontrar. Só que agora, por uma estranha razão, a culpa é minha!...

Mais outra:

Um sujeito está na fila da caixa no supermercado...
De repente observa que uma louraça lhe faz sinais com a mão e lhe lança um sorriso daqueles de cair o queixo. Ele deixa por momentos o carrinho das compras na fila, dirige-se à louraça e diz-lhe suavemente:
- Desculpe, será que não nos conhecemos?
Ela responde, sempre com aquele sorriso:
- Pode ser que eu esteja enganada, mas penso que o senhor é o pai de uma das minhas crianças...
O tipo põe-se imediatamente a vasculhar na memória e pensa na única vez em que foi infiel à esposa, perguntando de imediato à louraça:
- Não me diga que você é aquela stripper da casa de ***** da Zuleika, que depois de um show de sexo total com quatro gajos, eu acabei comendo sobre uma mesa de bilhar, diante de todos os presentes, totalmente bêbado, enquanto uma das tuas amigas me flagelava o tempo todo com uns nabos molhados!?
- Bem, acho que o senhor está equivocado... Eu sou a nova professora do seu filho...

Yep!!

Posso dizer asneiras hoje?

VAI PARA A GRANDE PUTA QUE TE PARIU!!!

Chiça, soube bem!

Põe tua mão na mão do meu Senhor...

Que eu não ando a bater bem dos pirolitos já deu para compreender. 
Tenho tido algumas noites complicadas, resultado de mudanças bruscas de rotina, de questões mal resolvidas e dúvidas que morrerão dúvidas. Confesso que chegava a casa com um enorme aperto no peito e anteontem senti meu o mundo desmoronar. Verdade. Sou transparente. Minha noite terminou comigo ajoelhada no chão da cozinha, a chorar e a pedir ajuda a Deus. Sempre Lhe pedi mas nessa noite não foi só pedir, foi suplicar.
Adormeci a rezar, a pedir por respostas, por uma luz que me indicasse o caminho a seguir. Não espero respostas fáceis, apenas umas dicas.
Acordo sempre bem-disposta pelo menos nos primeiros minutos até lembrar-me do que tenho por resolver e eis que o aperto no peito regressa.
Ontem tive um serão mais calmo. O JP há muito que queria falar comigo mas eu não estava disponível para conversar. Conversas de circunstância não são o meu forte neste momento. Preciso pensar, colocar as ideias no sítio. Mas ontem senti que deveria falar com o JP até porque já tinha percebido que ele tem um relacionamento 'próximo' com Deus e eu com dúvidas por tirar. Acho que o bombardeei com imensas questões, tentar perceber o sentido de humor irónico de Deus, como ele consegue ser sacana de vez enquando, porque não me ouve, porque não me responde, porque me deixa em lista de espera enquanto resolve outras questões. JP foi uma lufada de ar fresco. Consegui entender que as respostas estavam com ele, ele sabia o que eu precisava saber, conseguiu acalmar o meu coração e dar sentido à bagunça que sentia na minha cabeça. Foi engraçado perceber que não havia outra forma de eu ouvir as respostas que Ele tinha para mim no meio da confusão e do barulho que se faz sentir na minha mente. Deus não conseguia chegar a mim e arranjou forma de o fazer. A meio da conversa JP diz-me que sabia que precisava de falar comigo, que sentia que devia fazê-lo. A minha parte mais céptica achou conveniente toda a conversa mas havia coisas, respostas que faziam sentido, não podia ignorar aquela conversa. 
O serão terminou comigo a respirar de alívio. O JP deu-me o que precisava naquele momento, a sensação de que afinal eu sou ouvida, que tudo tem solução mesmo que na escuridão não consigamos ver.
Acordei esta manhã com uma energia diferente, mais aliviada. Triste na mesma mas uma tristeza diferente, saudosista, mas mais fácil de lidar. Todas as manhãs (e creio já ter escrito isto algures no blog) acordo com uma música na cabeça. Não tenho rádio despertador, é mesmo o telemóvel com uma melodia meio manhosa. Minha cabeça arranja uma música sozinha e vou fazendo a rotina matinal a cantarolar. Não pude deixar de sorrir pela ironia, acordei a cantarolar o ' põe a tua mão na mão do meu Senhor da Galileiaaaaa'. 
Podem rir, eu fiz o mesmo!! 

Nim


Conversas de cabeceira XV

- Por que sempre que preciso que aquela pessoa apareça para alegrar um pouco o meu dia, ela não vem?
- E porque tua alegria tem de vir pela mão de outra pessoa?
- Primeiro porque gosto da pessoa e depois porque faz-me bem!
- A pessoa ou a alegria?
- As duas...que pergunta estranha!
- Não é estranha. Sabes bem como achavas que uma pessoa te fazia bem mas alegria não te dava.
- Parece contraditório...
- Mas não é. É quando estamos agarrados a uma ilusão.
- Já não estou...
- Mas estás a arranjar uma nova para te agarrares?
- Não é ilusão, é algo que gosto de sentir. 
- Sabes bem que nenhuma dessas tuas respostas provém do teu racional.
- Se for a racionalizar tudo, os sentimentos, as pessoas, vou transformar-me num robot!
- Não necessariamente, também não quero que te tornes fria mas sim cuidadosa.
- Eu sei os riscos, sei o que está implícito!
- E contudo, cais sempre que nem uma patinha.
- Não é cair, é aproveitar, é saborear a vida...
- Mas tu és gulosa por natureza, sabes que chega a um ponto que isso não te chega. E depois?
- Depois...começo de novo!
- Não estás cansada de começos e fins?
- Estou cansada do incerto, isso sim!
- Então porque estás com pena que o incerto não tenha aparecido?
- Ora bolas...é cada pergunta que me fazes? É para complicar ainda mais?
- Nunca! Estou a racionalizar, coisa que tu não fazes!
- Não faço? Passo a vida a fazê-lo e olha só, emaranhada sempre em dúvidas, incertezas. Como o P. diz, tenho de ser mais espontânea.
- Ser espontânea não é ser burra.
- Só me sinto burra por uma situação que bem sabes, o resto não me faz sentir burra, faz-me sentir viva.
- Então vive...se o incerto aparecer. Aproveita. Mas cuida-te, esse coração está pior que um chapéu de um pobre!

Hoje é dia móbil off

No blog e ao vivo são as únicas formas de comunicar comigo, hoje.
Desliguei-me.
Ainda que melhor que ontem, os 'socos' no estômago ainda se fazem sentir e com eles um mau-estar generalizado. Senti-me melhor assim que me 'desliguei'. A ansiedade do silêncio estava a comer-me viva e assim, prefiro um silêncio que é provocado por mim, que sei porque existe, de que um silêncio que não controlo.
Eu sei, sou esquisita, mas foram as armas que, aos poucos, fui descobrindo para proteger-me, proteger a minha saúde mental. 
Para a maioria da população viver com o telemóvel desligado deve soar a completa loucura mas eu consigo, melhor, eu acho o máximo conseguir pois não preciso dele, não nasci com ele, vivi imensos anos sem ele e só vem comigo na carteira, ainda que desligado, porque sei que se precisar de uma urgência, ainda estou em controlo. Sim, para mim é tudo uma questão de controlo.
Do outro ponto de vista, fazê-lo é permitir que os outros tenham semelhante controlo sobre mim que sinto-me melhor refugiada, no silêncio, no meu canto. Não são gestões emocionais fáceis de se fazerem mas até são práticas. Quem eu preciso está por perto, os meus amigos estão por perto e não preciso de um telemóvel para falar com eles. É tudo o que necessito, agora, dos meus amigos por perto.
No fundo, já estava farta de falar com um aparelho. Preciso de gente de carne e osso.

Good point

'And if i asked you to name all the things you love, how long would it take for you to name yourself?'

Tonterias

Prometi a mim mesma não mais queixar-me mas hoje doí-me tudo e de quando em vez o mundo gira um pouquinho mais rápido que o habitual. Estou com arrepios de frio, dores de cabeça, dores no peito, nos músculos...enfim, na carcaça toda!!
Mas, o mais importante, é que estas dores são, todas elas, emocionais. Dá para acreditar? Verdadínha! Fisicamente estou sã que nem um pêro. Minha tola é que não anda muito bem e reflecte a sua instabilidade no físico.
O que fazer nestas alturas? Descobrir a fonte da instabilidade e erradica-la por completo ou atenua-la por forma a diminuir o impacto e as consequências. Confesso que desde ontem, emocionalmente, estou completamente desequilibrada o que provocou um caos interno muito grande. Portanto, eu conheço a fonte da instabilidade, a cada minuto que passa vou atenuando o incómodo, substituindo os pensamentos mais pesados e pessimistas por algo que me faça sentir mais confortável, mais sorridente. Não é fácil lutar contra a nossa cabeça quando ela está obcecada por um assunto mas somos nós que comandamos esta máquina e temos de reagir. Mais que não seja, tenho consciência que tudo o que é emocional é passageiro, tenho clareza de pensamento para saber que amanhã vai doer ou incomodar menos e assim gradualmente pelos dias a fora. Sabendo isto fica mais fácil acalmar o coração das palpitações que vai sentindo e os 'socos' no estômago que afligem. O nosso ego insiste em mexer connosco e provocar estas perturbações, sentimos-nos magoados, atraiçoados, questionamos-nos como alguém pode fazer-nos mal, como têm coragem, como têm frieza, mas o fundamental é sabermos que estas questões são mínimas, sem importância pois não são as respostas que nos definem. Não podemos controlar o mal que os outros nos fazem mas podemos controlar o que sentimos e como reagimos a esse mal, a sua influência sobre nós. Eu sei do meu valor e portanto não deixo que outra pessoa tenha mais força que eu. Estou magoada sim, o ego insiste em relembrar mas a luta é contra o ego. Escolho não mais sentir-me mal, triste ou afectada pelo que me fizeram ou possam vir a fazer. 
Não é pêra doce mas vai-se conseguindo.

A minha 'inner child' está amnésica

Sábado foi o baptizado do meu sobrinho.
Foi um dia em que dei asas à minha criança interior e fiz o que há muito tempo estava desejosa de fazer: andei de baloiço. Sei que há coisas que ando a perder com a idade quando estou a dar balanço e a ganhar velocidade e só ouço a minha cabeça a dizer que não está a perceber a movimentação e meu estômago reage, começo a ficar enjoada. 
Já tinha-me apercebido que a minha criança interior está a ficar com problemas de memória quando, aqui há uns dias, peguei no hula-hula da minha sobrinha, coisa que eu fazia com uma destreza tal que metia inveja às pedras da calçada, e simplesmente não fazia a mais pálida ideia como se metia aquela coisa a rodar na anca sem cair. E fiquei sem saber. Não me recordo como se faz e eu até gingo bem a anca...
Mas lá estava eu, no baloiço, com uma paisagem magnífica frente a mim e eu no ar, com o vento a bater na cara. Estava a precisar daquele momento e até já tinha comentado com um amigo próximo que o iria fazer mal encontrasse um parque com baloiços e houvesse oportunidade. Não poderia ser numa altura onde só estão crianças e eu sozinha, seria demasiado esquisito para os adultos pais verem e à noite não conheço parques abertos. Mas este fim-de-semana o universo conspirou a meu favor e colocou-me numa fantástica quinta (passo a publicidade, a Quinta da Boega, perto de Caminha e onde realizamos o baptizado da minha sobrinha há 4 anos - recordam-se?) e aproveitei a companhia da Rita para colocar em prática a minha vontade de baloiçar. 
Soube muito bem, principalmente depois da caminhada descalça pela relva e mergulhado os pés na piscina.
Espero ter dado um choque à minha criança interior para que desperte para estas situações que já lhe forma tão familiares e agora está a fazer-se de esquisita. Pelo menos senti-me leve, mais próxima da minha essência, relaxada. Deve ter sido por isso que meu íntimo desconheceu a sensação inicial, já não sabe o que é estar relaxado.

Outono à porta


Sinto um carinho especial pela chegada do Outono. Estas estações de mudança, que trazem consigo tantas alterações, conquistam-me. Para mim são bem melhores que passagens de ano para se fazerem resoluções. Nosso corpo reage às mudanças e com isso também devemos mudar os pensamentos. 
Eu sinto as energias a renovarem-se, a pedirem especial atenção. A vibração não é pequena, pelo contrário. Esperam de nós grandes movimentações, alterações de comportamento, aceitação e renovação. Se ainda há alguma situação pendente, esta será uma boa altura para se tomarem decisões e fecharem ciclos. Tal como a folhagem das árvores, deixar cair o que já não serve para limpar e dar lugar a novos conhecimentos, novos momentos, novas emoções.
O efeito psicológico de sabermos que novos ciclos se iniciam dão-nos força, energia e impulso. Gosto destes momentos.

Sonhei contigo

Já há muitos anos que não sonhava contigo, hoje lembraste-te de mim e apareceste. Ou fui eu que chamei-te, não sei.
Não imaginas o quão foi bom puder conversar contigo, conviver contigo, ver-te, ouvir-te e até mesmo sentir-te no meu sub-consciente.
Anos e anos já se passaram, nem me lembrava mais como era conversar contigo. Engraçado como mantivemos uma conversa tão clara, tranquila sobre o passado e sobre o presente. Fizeste-me sentir segura, acarinhada. A conversa que há muito desejava ter contigo finalmente aconteceu e agora sei que não há ressentimentos alguns de parte a parte. 
Acordei feliz, de sorriso no rosto por teres aparecido, teres passado um tempo comigo, mostrares-me como estás, o que sentes, o que pensas. Lamento as partes menos boas que confessaste estarem a acontecer na tua vida mas acredito que tens força para segura-las e resolve-las, sempre foste muito dono de ti, muito objectivo.
Agradeço-te mesmo teres estado presente. Não foi como das outras vezes, há muitos anos, onde só aconteciam tristezas. Estávamos bem, em paz. Finalmente encerramos o assunto, tiramos as dúvidas, rimos, passeamos.
Sei que quiseste mostrar-me o agora, o meu agora, as respostas para as dúvidas que teimam em pairar na minha mente. Obrigada pelo apoio, por saberes bem quem sou como sou e o que estava a precisar. 
Foi muito bom, teve cabeça, princípio, meio e fim. Foi coerente e confesso que deixou uma ponta de saudade pelo bem-estar que senti.
Espero tão cedo não esquecer esta boa sensação que deixaste comigo. Mas infelizmente sei que vai acontecer.

Parabéns Rita Catita

Hoje o meu amor faz 6 aninhos. Como o tempo voa! Está uma menina linda, esperta, perspicaz. 
Já não tem tantas parecenças aqui com a tia como quando era mais 'quenina' (ainda bem para ela!), está a crescer, está meiguinha, conversadora, atenta e é uma super-mulher que adora o mano. Logo vamos fazer-te a festinha e dar-lhe muitos miminhos, o melhor presente que se pode dar a um ser humano.



Parabéns meu amor.

Custou

Mas tive de recusar.
Nao posso permitir magoar-me de novo. O que quero, agora, é encontrar-me. O resto irá acontecer naturalmente.
Vamos ver até que ponto a vida é engraçada.

Thought of the night

Quando ela quiser e mai nada!!

É assim que funciona!! 
Muito bom!!



*Sorry guys, this joke only in portuguese
Tenho frio. Estou com frio.
Não, não é só do tempo que está a ficar ameno é a falta de calor humano, em mim.

x

I am cold. I am cold.
No, it's not only the weather that is getting mild, is the lack of warmth in me.

Ciúmes

Quando alguém diz-me que não é uma pessoa ciumenta eu desconfio sempre. Não consigo crer que exista alguém no mundo que não fique minimamente incomodado com qualquer situação, pessoa ou coisa pela qual nutra sentimentos. Poderá nunca demonstrar mas algum transtorno deve sentir. Se realmente não o sente então está num nível de espiritualidade demasiado elevado, completamente desprendido. Se assim o é, é excelente. Bola para a frente.
Mas acredito que o ciúme é intrínseco, está no nosso ADN e ligado à nossa vontade de conquista e de posse. É algo que está presente desde sempre.
Tudo tem de ser Q.B., sem dúvida. Uma pessoa que demonstre algum ciúme, na minha opinião, também está a demonstrar que quer saber, que se preocupa, que não toma nada como garantido. Acho o ciúme algo importante de existir e mais importante ainda do outro saber que ele existe. Já me aconteceu viver uma situação em que a outra parte não demonstrava ciúme de nada (mas sentia) e o não saber fazia-me sentir menos importante, menos segura em relação ao sentimento que a pessoa dizia sentir por mim. 
Bem sei que é algo que alimenta o EGO e isso não é bom. Nada que alimente o EGO deverá ser seguido, contudo, o ciúme é um sentimento que faz-nos mexer, que faz-nos lutar e principalmente faz-nos demonstrar que o outro importa para nós.
Em exagero já é muito mau sinal. Não queremos um ciúme que nasça da insegurança mas sim da consciência de que o que temos é importante e tem de ser valorizado.
Uma pitada de ciúme não faz mal a ninguém.

Mudar a rotina

Se há coisa que tenho certeza na vida é de não querer mais passar os dias a olhar para o relógio stressada porque o tempo não passa, porque o que faço não me dá prazer, não me dá gosto e quero que termine rápido. Estou ao mesmo tempo  a rezar que o tempo voe, o tempo da minha vida que é curto, que sozinho já passa veloz e não faz pausas. Está errado.
É uma necessidade urgente modificar o presente, não quero arrepender-me de não ter feito nada para mudar, de não ter-me mexido e apenas reclamado, diariamente, do desconsolo, do desalento. Bem sei que é uma raridade conseguirmos fazer o que gostamos mas não é impossível. 
Tem alturas que tenho uma clareza de pensamento fenomenal sobre este assunto, regra geral acontece quando estou a fazer exactamente o que me incomoda. Quando termina e vou para a minha zona de conforto entro em estado zombie  e em depressão.
Ontem tive a sensação de estar a perder o controlo, de estar no limiar, de quase dizer basta a tudo. E num esforço danado para vencer a mente consegui descansar.
Não posso mais dar continuidade a este tipo de situações.

A arte de manipular

Manipuladores.
Creio todos nós conhecermos pelo menos um na nossa vida ou se ainda não conheceram vão passar a prestar mais atenção.
Um dos melhores manipuladores que conheci demorei uma eternidade a perceber que o era. Tinha imensos filtros sobre este ser humano em concreto que faziam-me construir uma imagem diferente. Mudam-se pensamentos, muda-se a filtragem e depois de uma, duas, três mil vezes (sim eu preciso de tantas vezes) acontecer o mesmo, percebi como a minha mente era manipulada de uma forma tão suave, carinhosa e amiga que eu não dava fé de nada. Mesmo olhando para a pessoa, para a forma como tratava-me, pela sua postura, custava a perceber que o era, mas era. Melhor ainda, essa pessoa não se apercebia que o era nem quando manipulava. Acontecia-lhe naturalmente. 
Acredito que a arte de manipular é algo que se constrói mesmo que sem querer. Uma vez corre bem, conseguimos retirar do outro o que nos convém, fazemos a segunda também se concretiza sem problemas, até que passa a ser um modo de agir porque funciona, porque é bem feito, porque conseguimos atingir o nosso objectivo e obter do outro uma acção, um pensamento, um sentimento.
Vou dar um exemplo, uma situação que tenho mais presente na memória.
Um casal de namorados que até se gosta (muito ou pouco não interessa) mas discutem com alguma assiduidade, grande parte das discussões por sms. E porque o pormenor da sms é tão importante? Porque uma das pessoas sente-se mais forte e poderosa atrás de uma mensagem escrita e o seu poder de argumentação é outro. Num telefonema imediatamente 'baixa a guarda', torna-se mais afável e já não consegue manipular com tanta precisão.
Imaginemos que esta relação está 'por um fio'. Há demasiado desgaste por vários motivos. Contudo ambos continuam a fazer um esforço de manter a relação. Numa das discussões um acaba por escrever (sms) que está cansado e não aceita mais viver a situação tal como ela está, o outro responde com um singelo 'amo-te, beijo'.
Até aqui parece que o primeiro interveniente é que poderia estar a ser mau, insensível e a precisar de um valente chuto na bunda. Mas não é o caso. Não vamos esquecer que a manipulação é algo que se repete, portanto este diálogo também não seria uma estreia. Podemos pensar que talvez se o primeiro responder 'também te amo' a discussão fica sanada e é menos uma preocupação mas a questão aqui é que o 'amo-te, beijo' trata-se apenas de uma forma de dizer 'eu até me preocupo e sou uma pessoa amorosa, tu é que não facilitas e não deixas resultar'. A forma como o primeiro interveniente responder (e o silêncio também é uma resposta) vai ditar se o ciclo se quebra ou não. Isto é pura manipulação. 
Ninguém quer passar por mau, fazer o papel de vilão na história e perante um 'amo-te' não ficamos indiferentes. Pensamos imediatamente que talvez possamos estar a ser injustos, que podemos estar a ser frios, a não pensar nos sentimentos do outro, a tomar decisões de cabeça quente, enfim, passamos a sentirmos-nos péssimos connosco. Ceder é alimentar a manipulação. 
Tudo tem de ser discutido num relacionamento e se há alguém que demonstra vontade de terminar ou resolver afastar-se, o mais saudável será dizer que entendemos ou então tentar compreender os motivos e questionar a certeza dessa decisão. Nunca, mas nunca dizer 'amo-te' numa despedida. Não faz sentido, não é necessário, não é justo, não é normal.
Mas a manipulação é algo demasiado frequente e grande parte das vezes nem nos apercebemos que ela existe. Achamos que fazemos o que fazemos por nossa iniciativa sem nunca questionar se não terá sido o outro a ditar que iríamos fazer assim. Funciona, mais ou menos, como as mensagens subliminares. No fundo, achamos que somos nós que tomamos a decisão de ir beber aquela coca-cola quando nem nos apercebemos de que o anúncio que passou há 2 minutos nos 'alimentou' uma sede por coca-cola quase que imediata.
Não sei o fim do exemplo que escrevi, não sei a resposta, não sei se funcionou uma vez mais. Apenas sei que, a par de não nos darmos conta da manipulação também não nos damos conta de que ela transforma o que pensamos sobre o outro e que, mais tarde ou mais cedo, vamos começar a sentir um desgaste vindo dessa pessoa que nos cansa, satura. Ficamos sem saber porque nos afastamos.
O problema, a meu ver, é que se não dermos conta da manipulação vamos continuar a ser manipulados até nos apercebermos. Mas será preciso sermos também manipuladores para reconhecer que estamos a ser vítimas?

Thought of the night

Seremos capazes de mudar?

Uma reflexão muito clara dos dias de hoje.

Questão de interpretação

Conheço alguém que, quando quer-se referir que determinada coisa é insignificante ou banal para ele, usa, como os americanos o fazem, o termo 'peanuts'. Ora bem, tudo isto é uma questão de interpretação. A meu ver, cada vez que diz 'isso para mim sao peanuts' eu subentendo que é algo muito bom. I just looove peanuts!!
E convenhamos que são tão importantes que faz diferença entre te-los com ou sem casca. E descasca-los não só aumenta o desejo de come-los como também pode causar frustaçao, quando são de abertura difícil, ou prazer, pela antecipação de saborea-los.
Era ve-los com um pratinho de amendoíns e uma cervejita e os americanos mudavam logo o conceito.

Tell someone that he/she is loved


"You are braver than you believe... Stronger than you seem... Smarter than you think... And loved more than you know."

Sometimes all we need to know is that we are loved, and that it'll all be okay.

Karl Moore

Thought of the night

Já ouviste dizer?...

...a nossa liberdade termina onde começa a liberdade do outro?
Somos todos seres livres, como humanos, constitucionalmente e até detentores do livre-arbítrio gentilmente oferecido por Deus contudo temos um limite nessa liberdade, uma linha infelizmente muito ténue para algumas pessoas, a partir da qual vamos afectar o outro, o seu bem-estar, a sua felicidade, a sua vida. É antes dessa linha que devemos parar de fazer seja o que for.
Uma vez ultrapassada essa linha cabe ao outro fazer uso da ferramenta que mais lhe convier para resolver a questão. No caso que tenho em mente o livre-arbítrio serve perfeitamente. E é aqui que decidimos se continuamos ou não a viver essa determinada situação. 
O incómodo é, regra geral, sinal de que a situação não é a mais adequada para nós e portanto deverá ser interpretado como um aviso para 'saltar fora antes que seja tarde' e é muito importante ouvirmos o nosso instinto, os nossos sentimentos. Se o outro nos incomodou com alguma acção, ultrapassou esse limite. 
Infelizmente fiquei incomodada. Fiquei!

Merda de mundo

Não interessa se é a favor ou contra, não interessam os motivos de cada um. Parem é de falar na questão dos refugiados como se não fossem seres humanos e apenas carga.
Eu pessoalmente não quero saber o mal ou bem que vão fazer, as consequências, os malefícios....eu tenho o espírito quebrado por ver uma imagem horripilante de um anjo caído numa praia e só peço muito a Deus que não permita mais isto acontecer. 
Merda de economia, merda de sociedade...ninguém pára para pensar que o mundo é de todos. Se não fosse a merda do dinheiro iríamos cuidar uns dos outros em vida e não apenas cuidar dos seus corpos mortos estendidos no areal. Mas não, a primeira coisa que pensamos é como nós vamos sofrer por os receber, como vamos perder empregos, subsídios e afins...Merda de dinheiro que faz o mundo que decidimos criar, girar. Não deveria ser assim, eu não acredito que tudo isto foi criado para ser assim.
Perdoa-nos anjo caído, perdoa-nos pela aflição que sentiste, pelo medo, pela solidão, por não te ter ajudado...

Pensamento matinal

"We are not our bodies, our possessions, or our careers. Who we are is divine love and that is infinite."

Dr. Wayne Dyer

Apenas uma questão

Desde ontem que todas as minhas imagens publicadas no blogue, até fotografias minhas, estão a desaparecer. Não faço a mais pálida ideia porque está a acontecer e se eu sou a única vítima desta situação.
Mais alguém notou alguma coisa de diferente no blogger nestes últimos dias?

Hoje estou mal dispostinha

Hoje estou com a triste sensação de que desperdicei a minha vida com coisas demasiado desinteressantes.
É interessante pois comecei o dia super bem disposta, a cantarolar enquanto arranjava-me para o trabalho e apenas numa fracção de segundos essa boa disposição desapareceu e deu lugar a uma tamanha melancolia que valha-me Deus.
Eu brinco quando digo que sou bipolar, não sou graças a Deus, e sei bem porque me entristeci logo no começo do dia mas detesto estas mudanças brutas de humor.
Hoje queria algo bom para adoçar o dia...merecia.

O meu blogue

Palavras Soltas, Preto no Branco e Por Júpiter foram os três nomes que este blogue já teve.
O Palavras Soltas foi criado em 2006 mas os textos só começaram a ser publicados em 2007. Era um espaço dedicado à compilação de frases e citações que eu achava piada e que queria registar em algum lado. Nunca fui muito de cadernos e agendas, na altura usava a internet para pesquisas, para o messenger e pelo Hi5 (alguém se lembra?), nada sabia sobre blogues. Mas nasceu. 
Depois de um relacionamento terminado (apenas mais um a somar) e de uma fase depressiva, encontrei no blogue um espaço onde, literalmente, vomitava textos diariamente sobre tudo e mais alguma coisa. Minha cabeça precisava de organização, de espaço livre e de falar. E o blogue precisou de outro nome. Os textos eram desabafos tão reais, eram a minha vida exposta sem rodeios que Preto no Branco assentava que nem uma luva e assim se manteve durante uns anitos. Foi a melhor fase do blogger, sem dúvida alguma. Havia uma riqueza de blogues, de textos, de pessoas, uma interacção incomparável e amizades. Não se falavam de cremes ou maquilhagens, de moda e coisas que agora pautam o blogger em grande quantidade. Não menosprezo a qualidade e utilidade dessa informação, não me entendam mal, apenas não se via o blogger como algo de uso comercial. Falava-se da vida e as pessoas comentavam pelo prazer de se conhecerem. E eu conheci excelentes pessoas, uma delas o 'Jão', um dos melhores corações que conheci até hoje e responsável pela alteração do nome do blogue para como o conhecemos hoje, Por Júpiter. 
Infelizmente em 2010 e depois de muito negar, resolvi criar uma página do facebook. Era um brinquedo novo, o blogue ficou para segundo plano, terceiro, quarto e parou. Mas como acontece com todos os brinquedos, o facebook cansou-me. Não acrescentava nada de novo e literalmente minha mente entrava em modo stand-by cada vez que vagueava pelo feed de notícias. É como quando vemos televisão, a nossa actividade cerebral diminui consideravelmente.
Regressei e encontrei um blogger diferente, um terreno desconhecido, novas caras, novos temas. As amizades perderam-se, as vidas mudaram, blogues desapareceram. Contudo mantenho-me por cá, é aqui que sinto que minha alma gosta de se expor.
E sempre que a vida me surpreende eu cá exclamo: 'Por Júpiter!!!'


O defeito é da lâmpada

Não consigo ficar-te indiferente.
Não consigo evitar olhar-te e pensar como imensa coisa saberia tão bem fazer, sem censuras, sem olhares, sem juízos de valor.
Quando me olhas sei que pensas parecido mas não o mesmo. A vontade é a mesma mas a forma de a conseguir é diferente. Eu sei que simplificas, contigo é 'pão pão, queijo queijo', se há vontade faz-se, infelizmente segundo regras que não vão de encontro à forma como eu simplifico. Também para mim é fácil, quer-se então faz-se mas as regras são outras. 
Engraçado como dito assim soa a contra-senso, minha escrita parece tudo menos simplificar mas na realidade é muito simples. Como Einstein dizia 'tudo é relativo', neste caso dependente da perspectiva de cada um. Talvez aches que complico mas não. Não complico, eu evito e evito porque contornar as regras que para mim fazem sentido será reduzir o prazer que poderia tirar da situação, seria pesar o meu pensamento e sentir-me menos em paz. Para mim é simples, basta subtrair na equação e olhar o mundo de frente, de cabeça erguida, de porta aberta, de luz acesa. Mas creio que aqui, ironicamente, não vai fazer-se luz.

Imaturidades

Sabes que ainda lidas com gente demasiado imatura quando, com esta idade, alguém te diz 'tens a dar-me 2,50€'!
A sério?!? Quem, nesta vida, com 30 anos, pedincha por 500 paus (na moeda antiga)?
Há coisas que custam-me imensamente a aceitar, a entender. Se ainda fossem 250€, o que seria mau sinal eu estar a dever a alguém, aceitava calmamente mas 2,50€?!? 
Se um adulto tem a necessidade de reaver tão pequena quantia para fazer sejas o que for na sua vida eu não faço a mínima ideia que planos tem de vida e como conseguirá suportar as tamanhas contas que, infelizmente, acompanham a idade adulta.
Pagar as responsabilidades de termos crescido é, como dizem os brasileiros, 'foda'. Eu tenho imensas contas a pagar mas são todas consequência da minha escolha e vontade de ser independente, de morar sozinha e gerir uma casa sozinha não é algo feito de ânimo leve. Mas, na mesma assim, sou incapaz de pedir a alguém que me devolva os 2,50€ que emprestei. No dia em que precisar estou lixada.
Bem, o seu a seu dono. Já devolvi o dinheiro, assunto resolvido. Espero que tenha ajudado a pessoa em alguma coisa.

Mudança

O que significa a mudança para vocês?
O que vocês precisavam de mudar na vossa vida para se sentirem mais completos, mais felizes, mais fieis a vocês mesmos?
A necessidade de mudança é algo que vive dentro de vocês diariamente?
O que vos prende?

Estas são questões que faço a mim constantemente mas sei, com toda a certeza, que todos vivemos isto.

O que mudarias na tua vida?

Today's horoscope for me (not you, just me!!)


Keep up the positive self-esteem that you've been working on for the past several weeks, Sagittarius. This is one of those days when you'll be presented with a situation where you can demonstrate your courage and independent mind. Use your powerful spirit to overcome any fears you have. There's no reason to doubt yourself now. Feel free to strut your stuff.


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