Dias de sorte

"Não ando mesmo em maré de sorte", era o que estava a pensar até ao momento em que iniciei a escrita deste post. Apesar de estar de férias forçadas, que não são bom sinal, a verdade é que têm-me permitido disfrutar desde maravilhoso sol, fazer desporto ao ar livre, passear com meu sobrinho, fazer pesquisas maravilhosas na net e descansar. Mas, há sempre um mas, acontecem azares. Hoje, por exemplo, meu amado telemóvel mergulhou na sanita e pobre coitado está a ver se sobrevive. Com ele, mergulharam os meus contactos e o dinheiro que tive que dar para comprar outro. Era uma despesa desnecessária não fosse tanta tarefa minha depender deste objecto.
Berrei, chorei, chateei-me até tomar um calmante da minha santa Mãe e conseguir, finalmente, respirar e ver o lado bom da coisa. Teve de ser. E recuperada parte da minha saúde mental, percebo que a depré que acordou comigo não tem razão alguma de existir. Há dias complicados, em que tal como meu telemóvel mergulhamos de cabeça numa aspiral de azares, uns atras de outros e achamos estar a ser vitimas de um complôt universal. Nada como desacelerar (fiz batotice com o calmante mas era isso ou a minha pele) para observar tudo com outros olhos e perceber que o universo nada fez, o problema somos mesmo nós.
O dia ainda não terminou e ainda falta aquele pedacinho gostoso da noite. É de aproveitar.
Pensamento positivo.

Comprei cravos amarelos

Hoje fui visitar a campa dos meus avós. Há já alguns dias que sentia uma necessidade de colocar uma luz para eles, uma para cada. Parei junto à barraquinha das flores, na porta do cemitério e pedi duas velas. Já ia com a ideia de comprar flores para mim, é uma paixao que descobri recentemente e lá estava um pequeno molho de cravos amarelos que depressa cativou o meu olhar. Desconhecia como as flores são tão baratas e como, no entanto, têm tanto para oferecer. Parte de mim sentiu ser errado não fazer das flores uma oferenda para os meus avós e não as colocar na campa junto com as velas mas sempre foi algo que me fez confusao, porquê oferecer flores? Velas e azeite sei os contos e mitos por detrás, flores no velório também mas numa campa só se for mesmo para embelezamento aos olhos dos vivos. Ofereci-lhes apenas as duas velas e as minhas orações. Senti-me bem assim e fiz-me acompanhar dos cravos amarelos para casa. Com carinho, coloquei-os na jarra, e agora sempre que passo por eles contemplo não só a sua beleza e a graça que dão à casa como também lembro-me dos meus avós. Acho que assim vale a pena comprar flores, para serem apreciadas pelos vivos, para nos aconchegarem a alma.
Adoro comprar flores.