Momento musical

Pulseira dos desejos


Gostava de arranjar uma daquelas pulseirinhas dos desejos, que muito usei quando era mais nova. Eram até romper!!! Mas têm que ser oferecidas e...não tenho lata de pedinchar. Vou ver se, com esta idade, peço uma à minha mãe :)

E o rapaz da Azkar...

...está sempre bem-disposto. ;)

Voa, tempo...

.

O tempo hoje não passa. Olho para o relógio e o ponteiro não se move.
A ânsia de sair de onde estou, a vontade de respirar ar puro, de ver gente, de falar, de estar com o mundo estão a atormentar-me. 

Quem inventou estas amarras da sociedade? Quem foi o grande génio que, um dia, lembrou-se que tínhamos que perder a nossa vida presos num local durante metade do nosso dia? Perder as coisas boas e que realmente importam como estar com os nossos, como divertir e passear, como ser feliz? 
Cada vez mais convenço-me que fui feita para cavar batatas! Ai fui sim!

Anos 80 e 90

Já estou há uma semana a ouvir a rádio M80. Nunca tinha ouvido esta rádio tanto tempo seguido. Anos 80 e 90 foram, sem dúvida, os melhores para mim e todas estas músicas trazem com elas, e em cada uma delas, um pedaço da minha história.
Lembro-me das noites em que ficava a ouvir rádio até adormecer, assim bem baixinho, em modo relax. Era uma miúda e já isso fazia tanto sentido para mim. Depois veio a fase de associar estas músicas ao namorado. Ah!!! Se eu soubesse o que sei hoje... Recordo-me de vários momentos mas o engraçado é que a maioria dos momentos que me recordo são meus, sozinha, ou no quarto, ou na rua, ou a passear de carro (tinha tanto esse vício de fazer a chamada 'volta dos tristes' e seguir sem rumo por ai). Fico a pensar se toda a solidão que sinto não terei sido eu a alimentar já desde muito cedo. Sempre fui uma pessoa de passar imenso tempo sozinha, de sair mais cedo de perto dos amigos para ir para casa ouvir música, trancada no quarto e fazer as minhas viagens sozinha, imaginar, viver num mundo à parte.
Talvez tenha errado imenso ao fazê-lo, não deveria ter alimentado esse isolamento. Acabou por fazer parte do meu ADN.

Smoke free

Estou contente comigo num sentido: a minha apatia social levou-me a ser mais saudável.
Parece pouco mas já são 5 dias e sem vontade de regressar a velhos e maus hábitos.
Só isto diz muito da minha vontade de querer ser diferente.

Mais ou menos assim

Hoje estou assim...para variar

Hoje acordei com uma melancolia que Deus me livre. Nem sei bem definir o que sinto. Não sei se é do tempo, não sei se foi por ter adormecido tarde graças aos meus vizinhos que discutiram até altas horas da madrugada, não sei se é por ser sexta-feira e o cansaço começa a fazer-se sentir... pode ser por tantos motivos. O que é certo é que estou cansada destes estados de espírito, mesmo muito cansada.
Farto-me de ler textos por toda a net, textos optimistas, motivadores, de auto-ajuda, mas nada, rigorosamente nada tem surtido efeito em mim. 
Acreditem que gosto imenso da vida, gosto deste planeta, do mundo, da natureza, de pequenos pormenores que rodeiam-me mas encontro-me já num estado tão avançado de cansaço e desmotivação que são muitas as vezes que penso como estaria melhor off.
Minha Mãe diz que é desta altura, dos finados. Energias muito negativas andam no ar e isso influencia. Gostaria muito que ela tivesse razão pois estou a precisar que isto alivie.
Sinto-me no limbo. Por um lado não me apetece nada fazer e por outro tenho uma vontade incrível de quebrar as barreiras, as cordas e as amarras em mim e seguir livre pelo mundo sem preocupações, sem medos, sem lágrimas.
Tenho noção que há vidas bem piores do que a minha e como dizem os antigos, e tão bem os percebo, haja saúde, mas meu karma tem sido tão pesadito, tão desconfortável.
Já nem a música posso ouvir que leva-me em viagens na minha mente que não quero fazer.
Precisava de uns dias longe de tudo e de preferência em companhia de gente que só me fizesse rir.
Preciso imensamente de me rir. 
Por favor, alguém que me faça rir...

Sabia bem receber um

Não quero parecer ranhosa mas...

...é moda seguir os blogues 'Cocó na fralda' e 'A pipoca mais doce'?
São raríssimos os blogues que não sigam pelo menos um destes dois. E eu já os espreitei para entender e...não consigo. Se calhar eu é que ainda não tive o meu momento aha para perceber e, daqui a uns tempos, vou estar rendida mas até lá passo mesmo por ranhosa.

Quem procura sempre encontra qualquer coisinha

Recebi este email depois de ter escrito o último post.
Há coisas do camandro...


A MINHA LUZ 


É claro que precisas da minha luz. Vai procurar-me, para te acalmares. Procura-me na serenidade do mar. Na luz das estrelas, na fúria do vulcão. 

Procura-me na imensidão dos campos, na inconstância das flores e no barulho da chuva. Encontra-me na profundeza dos oceanos e na diversidade das espécies. Procura-me na natureza. 

E se não me encontrares, é porque os teus olhos não estão preparados para me ver. Nesse caso, fecha os olhos e olha para dentro. Olha para ti. Vê-te. Reconhece-te. Ama-te. E eu, com certeza, estarei aí. 

Jesus by Alexandra Solnado

Mudar de cidade

Preciso, com alguma urgência, de mudar de profissão e estou a ponderar seriamente mudar de cidade se verificar-se que, onde vivo, não há possibilidade de melhoria.
Nunca foi muito aventureira no que toca a mudar-me sozinha para longe e enfrentar mundos novos. Sempre estive muito protegida e com os pais por perto como garantia de um porto seguro para todas as vezes que meu mundo desaba. Mas, agora, tenho que fazer sacrifícios e sair da minha zona de conforto. É mesmo necessário mudar pois o que tenho não chega.

Dou por mim, muitas vezes, a pensar ir para fora. Mas seria uma mudança demasiado radical, o receio toma logo conta de mim e a adrenalina fica a bombar.
Mas o cerco aperta, as dificuldades também e não estou a ver outra hipótese. Vou ter mesmo de arrumar as tralhas...

Até fico com as lágrimas nos olhos só de pensar nisto. Mas talvez seja a solução que eu procuro para a minha vida ir para a frente. 

Precisava tanto de uma luz...

Momento musical

Quotes

"You may not control all the events that happen to you but you can decide not to be reduced by them"
Maya Angelou

Pensamentos nocturnos

No coração devia haver a opção 'excluir histórico'

Pensamentos

Como diz a música 'Acabei por ter um fraco por ti...'

Mas já passou! Finalmente, passou!

Quotes

"My heart is not a home for cowards"

D. Antoinette Foy

Ele escuta e atende

Todas as vezes que,  em oração, pedimos-Lhe que nos livre do mal, ele escuta. Muitas vezes não entendemos porque determinadas coisas acontecem ou porque pessoas afastam-se mas é tudo resultado do que Lhe pedimos. Creio nisso, cada vez mais. E, às vezes, custa dar-Lhe razão mas Ele não falha.
Posso até lamentar a Sua decisão mas sei que lamento-a agora porque doi. Na verdade sei que foi o melhor para mim e começo a reconhece-lo.
E a Ti só peço que, nos momentos em que a minha vontade não possa prevalecer, que prevaleça a Tua.

O beijo


Roubei, descaradamente, de um outro blog porque gostei e porque penso o mesmo.
Há qualquer coisa no beijo que o faz mais especial do que outra qualquer carícia. Ele exprime sentimentos, ele fala o que nos vai na alma.
Consigo acha-lo bem mais especial que o sexo. Estranho, não? Mas acho. O sexo é mecânico, o beijo não, tem vida própria, tem algo que o consome, tem expressividade.
Há beijos que ficam guardados outros que nunca deveriam ter acontecido. Um brinde aos que ficam guardados, pelo menos não desiludem.

Desculpa T.

Foi imensamente parva e acabei por descarregar em quem não devia nem sequer merecia.
Mas sou humilde o suficiente para pousar os pés na terra, ter o meu momento de clareza e serenidade e saber que errei, que fui do mais mal-educado que existe e acabei por fazer merda.
Sempre te disse que tudo era uma questão de timming, sempre te disse que a companhia não era a melhor no momento, que os bichos ainda assolam a minha mente, as minhas entranhas e conseguem trazer ao de cima o pior que há em mim.
Disseste-me, no outro dia, talvez nem o recordes, que me vias como uma pessoa de cara fechada e que não pareço nada uma pessoa carinhosa, que contigo nunca o fui. Tens razão. Por agora não o consegui ser, com ninguém. Nem os abraços da família eu recebo com o mesmo carinho. Às vezes dou por mim a afastar as pessoas com um ligeiro empurrão ou a afastar-me quando as pessoas aproximam-se demasiado.
Porque o faço? Não sei mas queria parar com isto. Eu sempre fui uma pessoa carinhosa e mimalha.
Resta-me pedir-te desculpa, o resto já não está nas minhas mãos.

Momento musical

Nós mulheres somos assim, tão verdade

Vi esta imagem aqui e depois de rir-me quis partilhar.


Somos mesmo assim e não há como fugir

Viver é amar

Publiquei este texto em 20/12/2011. e porque continua tão actual como naquele momento, decidi partilhar de novo:

Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo.
Já segurei as mãos de alguém por medo, já tive tanto medo ao ponto de nem sentir as minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava da minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites a chorar até adormecer, já fui dormir tão feliz ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas em frente do espelho a tentar descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim ao ponto de querer desaparecer.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava para mais tarde chorar quieta no meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já parti pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita a falta de alguém mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me encontro, me aninho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro por ele levar embora quem eu amava.
Já chamei pela mãe a meio da noite fugindo de um pesadelo mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim porque vou seguir o meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Podes até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer:
- E daí? EU ADORO VOAR!

Clarice Lispector
Hoje, quando acordei e olhei-me ao espelho, consegui assustar-me mais que o habitual.
Já ontem tinha tido percepção de algo ligeiramente diferente no meu rosto mas hoje foi por demais. Literalmente parecia que tinha engordado uns 4 quilos durante a noite. Eram as bochechas, o queixo, as pálpebras...meu rosto parecia uma pequena bola de queijo.
Dormi muitas horas, é certo. Tenho andado que nem um zombie, o que custa-me horrores pois apesar de adorar dormir acho um autentico desperdício de vida perder horas com isso. Sempre invejei os golfinhos que só precisam de uns segundos e estão óptimos.
Estive, portanto, muitas horas deitada, primeiro no sofá e depois na cama. Acordei imensas vezes durante a noite com a sensação de já estar deitada há montes de tempo. E estava!! Não foi uma noite muito deliciosa, isso é certo. Mas acordei mesmo com uma sensação muito estranha no rosto. Nunca semelhante aconteceu-me nem sei a razão. Sei bem que nosso corpo incha durante a noite. Anéis, de manhã é para esquecer, não os calço de imediato. Mas nas mãos sempre vivi com isso, agora o rosto?
Já passaram tantas horas desde que acordei e ainda estou com um mau estar facial sem explicação... Será motivo para preocupar-me?

Momento musical



Estar e ser no Porto

Ontem vi uma notícia de um bar no Porto, que por acaso desconhecia a existência, com a apresentação de umas 5ª feiras que agradam-me, e logo eu que estou a precisar urgentemente de rir-me. Pelo que percebi da notícia será só até Dezembro mas até lá ainda dá para aproveitar alguma coisinha.


Hot Five - Jazz & Blues Club
Largo Actor Dias,51 - Porto

Pensamentos

Só precisava do abraço de Deus para me garantir que tudo vai correr bem...

Aha, já sei do que tenho saudades

Durante muito tempo senti que faltava-me algo. Sentia-me incompleta, um vazio inexplicável. Cheguei a comentar com amigos próximos essa minha frustração. O que estava a faltar-me? Não dava para perceber.
Como tenho tido muitos momentos aha, ontem tive um novo. A pergunta que mais vezes surge na minha cabeça, nos últimos dias, sem que eu queira ou faça por isso, é onde está a minha família?

Às vezes surge por ver uma imagem, por ler um texto ou enquanto conduzo. Onde está a minha família? Entenda-se por família o meu esposo e os meus filhos.

Agora sei o que me falta. Agora sei de que se alimenta o meu vazio. Fico tristonha quando penso nisto porque tenho saudades de algo que nunca existiu. 
Ainda ontem à noite conseguia ver nitidamente para dentro da casa do meu vizinho da frente, as luzes estavam ligadas, as cortinas abertas e estavam todos sentados à mesa, a jantar. Sim, coscuvilhei mas eles também facilitaram a coisa. Eram para aí umas cinco pessoas no total por entre pai, mãe, dois adolescentes e uma criança. Foi quando senti no coração um sentimento de pena, não deles, mas de mim. Eu estava sozinha em casa, à janela, com o meu gato e dei por mim a pensar porque eu não tenho o mesmo que eles, porque eu não estou assim rodeada da minha gente?
Ainda não tive o momento aha que explicasse porque não consigo atingir esse patamar da minha vida. 
É de lamentar.

Também tenho

'Há quem tenha medo que o medo acabe'

Mia Couto

Está tudo dentro de nós

Há milhares de anos atrás, vários deuses gregos, com medo que o ser humano se tornasse perfeito e deixasse de precisar deles, reuniram-se para discutir o que fazer.

- Vamos dar ao Homem tudo, menos o segredo da felicidade. – disse Afrodite.
- Mas se o Homem é tão inteligente, vai acabar por descobrir esse segredo. – disse Hera.
- Não, vamos esconder esse segredo no cume mais alto do mundo. – disse Afrodite.
- Com toda a inteligência que proporcionamos ao Homem, mais cedo ou mais tarde, ele vai lá chegar. – disse Apolo.
- Então, colocaremos o segredo no fundo do mar. – disse Afrodite.
- Com toda a inteligência que proporcionamos ao Homem, mais cedo ou mais tarde, ele vai lá chegará. – disse Artemis.
- Vamos colocar o segredo num planeta bastante distante da terra. – disse Afrodite.
- Com toda a inteligência que proporcionamos ao Homem, mais cedo ou mais tarde, ele vai lá chegará. – disse Hermes.
- Então é inevitável, o homem vai sempre descobrir o segredo. – disse Afrodite.

- Não. Isso não vai acontecer. A solução é esconder o segredo da felicidade num lugar onde o Homem nunca irá procurar… dentro dele mesmo. – terminou Zeus.”

Um momento a sós, connosco

Às vezes é mesmo necessário passarmos um tempo apenas com a nossa companhia. Em alguns dias é assustador e gera algum pânico. Havia dias em que sentia que se não houvesse alguém que falasse comigo, que me escutasse, que me visse, eu entrava em paranóia, num desassossego tal que sentia estar em rota de colisão fatal... comigo mesma. Para mim é das terapias mais difíceis de se fazer.
Vi muitas pessoas na mesma situação que eu, que se separaram dos seus respectivos e viram-se de caras com uma rotina diferente. Foi uma espectadora silenciosa de algumas vidas em que apercebi-me que faziam de tudo para evitarem estar sozinhos. Páginas e páginas do facebook com post diários de grandes borgas com amigos, sem fim, em modo non stop. Parece tudo muito divertido e podemos até dar por nós a pensar que eles é que têm sorte porque estão a encarar a mudança em grande. Mas depois de algum tempo a reflectir sobre o assunto cheguei à conclusão que tudo o que essas pessoas fizeram foi, unicamente, evitar pensar e vivenciar a mudança. Só eles, por detrás daqueles sorrisos e abraços de festa com os amigos, é que sabem o quanto deveria estar a ser difícil deitar na cama à noite, no silêncio, sozinhos. E por isso, quanto mais tarde isso acontecesse melhor.
É mau. Encarar a realidade é péssimo principalmente para quem vê os seus sonhos serem calcados, desvalorizados, para quem tem a noção que falhou, uma vez mais, que tudo o que idealizou não passou disso mesmo, de uma ilusão. 
É mau quando damos por nós, em modo repeat, a relembrar o momento do final, os bons momentos que nunca mais vão repetir-se, todos os porquês de estarmos de novo numa situação completamente oposta ao amor, aquele amor que desejávamos ser um cadinho mais eterno. Mas comparo tudo isso a um drogado que tem de passar pela fase da ressaca, sozinho, com os seus demónios e fantasmas, até se sentir limpo. O amor é químico por isso a metáfora poderá não estar muito longe da realidade.
É fundamental passar a solitária. É mesmo um mal necessário para que possamos dizer adeus ao passado de forma tranquila, sem mágoa, sem receio, sem mau estar. Custa horrores mas no final vale bem a pena pois fizemos as pazes connosco, com o mundo, com a pessoa e estamos a lamber as feridas de outra forma, já atentos ao que nos rodeia, ao que pode aparecer de novo, à felicidade que sabemos merecer.
O passo seguinte? Cair de amores de novo, por nós mesmos!

Momento musical



Esta música e este vídeo arrepiam-me. Para mim a melhor do ano.

Tão verdade...


É tudo o que eu quero...


...mas são tão pesadas estas amarras!!!

Meu sonho agora é este

Ao tempo que ando a sonhar acordada em ir viver para o Alentejo, em levar uma vida pacata longe da confusão, longe de tudo o que conheci até agora e o artigo que li no Às nove no meu blogue vai mesmo de encontro ao que vou repetindo nos últimos dias. Eu era feliz tal e qual como ela descreve. Mas tal e qual...


Há um limite de perdões

Julgo sempre que já vi de tudo, que já ouvi de tudo, que nada mais vai surpreender-me em relação a alguém mas quando penso isso eis que a pessoa consegue de novo, e infelizmente, surpreender-me pela negativa.
A desilusão já é tão grande e tão enraizada em mim que há momentos que penso que mais nada magoa-me, mais nada conseguirá trazer ao de cima algum tipo de sentimento positivo e bonito em relação a essa pessoa. 
Não vou afirmar que as pessoas enganam e andamos cegos e não vemos quem realmente as pessoas são, porque há sempre sinais, pistas, momentos em que o lado lunar surge, um podre que liberta o seu odor e ficamos a conhecer melhor as pessoas. E sim, é nosso erro quando insistimos que vale a pena ter fé em certas pessoas, que elas estão a passar por fases complicadas mas que, num belo dia, voltarão a aterrar no planeta e tudo se irá compor. Mas ver as pessoas desperdiçarem oportunidades que vamos dando, votos de confiança que vamos depositando, e pior, serem capazes de gozar e afirmar que os tolos somos nós é algo que já não consigo desculpar.
Lamento! Caí na primeira, na segunda, na terceira, na milionésima vez e em todas elas acabei o dia revoltada comigo, apenas comigo, por ser ingénua, por ser boa pessoa para quem não merece, por deixar-me afectar por gentinha que merece mesmo é dar com os burros na água e não mais levantar-se. 
As pessoas esticam-se demais, até onde deixamos e nós mesmos julgamos-nos elásticos, flexíveis o suficiente para ir desculpando infantilidades.
Mas tudo tem um princípio e um fim. Podemos ir adiando o fim, podemos adia-lo mesmo até à nossa morte, mas há outros fins que só adiamos por uma dose brutal de masoquismo.
Contudo, quando a raiva toma o seu lugar no nosso coração a beleza das pessoas desaparece e com ela a nossa vontade de sequer desejar-lhe o melhor da vida. Posso ser hipócrita e dizer que desejo o que quero para mim, não vá a lei do retorno estar à escuta mas não o desejo de forma alguma. A vida deveria ser justa e não mais colocar no caminho dessas pessoas alguém como eu mas sim apenas grandes cabrões. 
Se a lei do retorno está à escuta, paciência. Também já bati no fundo do poço. Que o karma também esteja à escuta e mexa as palhinhas por mim.

Duvida existencial

Será que o pequeno mundo que me rodeia ficaria muito diferente se eu decidisse partir?
Tem momentos que dá uma vontade...

Parabéns mãe, parabéns mana

Hoje é dia de festa. Dupla!
Mãe e mana fazem anos, e assim, como tradição, aviam-se logo duas pessoas numa festa só.
Somos ou não uma família de poupados?

Daqui a poucas horas estaremos reunidos, coisa que já não fazemos há algum tempo. Só espero que a coisa corra bem e não ver caras de frete. 

Parabéns minha Mãe e obrigada por ainda estares junto de mim para puder felicitar-te. És o meu anjo da guarda e o colo mais confortável do mundo, deste e do outro. Que Deus permita-me desfrutar de ti por muito tempo.
A ti mana, é o primeiro aniversário com o Francisco na família. Nem um mês e já esta a curtir as festas. Que a família que estás a fazer nascer traga-te todas as felicidades do mundo. Feliz aniversário.

E bora lá comer e beber que desta vida não levamos grande coisa a não ser momentos.

Volta blogger, voltem amigos

Tenho saudades do blogue de antigamente.
Tenho tentado ressuscitar esta rede social que desde sempre inspirou-me, ajudou-me a exteriorizar pensamentos, sentimentos, emoções e a viver com uma mente mais sossegada. Aqui conheci pessoas excelentes, escritos que valiam a pena ler, trocas de ideias e opiniões. Era estimulante ter um blogue e gostava de voltar a ter o que tinha. Toda a interacção dava ao meu dia uma cor diferente. Havia sempre um novo comentário, uma cara que tornava-se familiar em cada dia que passava.
Desde que o facebook entranhou-se na vida da maioria das pessoas que muitos blogues fecharam, perderam-se. O meu também foi uma vítima. 
Corria o ano de 2010 que finalmente cedi aos encantos do facebook apenas por uma mera curiosidade. Já tinha dito que não a várias solicitações para abrir uma página mas mantive-me fiel ao blogue até um dia. Nunca mais fomos os mesmos. O nível de interacção era mais elevado e facilmente caímos na tentação de permanecer por lá mais horas. Mas a qualidade...oh Deus, a qualidade não tinha nem nunca vai ter comparação. Mesmo os blogues que repartem os seus posts para uma página de face perdem qualidade. Não é a mesma coisa, não há o mesmo conforto, não é cosy, não me dá a mesma tranquilidade e paz de espírito que tinha.
Mas infelizmente regresso ao blogue e nada está igual. Imagino o blogue como um bairro abandonado, apenas resquícios do que um dia já foi e as datas das últimas aparições como o dia em que aconteceu a partida, o abandono. 
Lamento tanto não encontrar os meus amigos com os seus devaneios, de visitar os seus 'cantos' e eles já lá não 'viverem'. Perdi-lhes o rasto.
Era das poucas redes sociais onde encontrava gente normal, com todo o respeito pelas outras pessoas que só utilizam o facebook e semelhantes.
Minha conta do facebook está em suspenso. Até quando? Não o sei, gostava que fosse até sempre mas para isso acontecer precisava de encontrar no blogue o mesmo escape que tinha.
Saudosismo...é o que sinto. Era feliz com o que tinha e não o sabia.

Partir

Sinto que está na hora de partir para algo melhor,  diferente,  mais feliz. Cansei de viver em sonhos e ilusões.  Espero uma luz que me guie...

Momento aha

Hoje tive um momento aha. Foi fantástica a sensação que, internamente, criou em mim.
Foi como se, de repente, uma luz acendesse no meu cérebro, e acompanhada desse estupendo pensamento, veio um alívio instantâneo.
Foi como um raio fulminante.
Por muito que possa parecer difícil, na realidade sou a única pessoa com controlo dos meus sentimentos. 
Foi uma sensação de libertação enorme ter a noção que não há nada que eu não possa controlar. Nao quer dizer que vá ter sempre esta clareza de pensamento mas pelo menos sei que ela existe em mim, que posso voltar a senti-la e a traze-la à tona, à superfície da minha pele.
Eu não quero mais deixar-me abater por atitudes e acções alheias. As pessoas são responsáveis pelas suas escolhas, podem ou não magoar-nos mas não podem, de modo algum , condicionar-nos, prejudicar o nosso presente, a nossa essência, o nosso rumo.
E hoje i've made up my mind, não há emoção alguma que eu não consiga controlar principalmente se envolver pessoas ou situações que durante anos desconhecia sequer existirem.
Como Gustavo Santos diz e muito bem, hoje estou na pole position da minha vida e não há nada que me tire o lugar. Eu sou a nº1 da minha vida e se tiver de ser a n.º 2 e a n.º 3 serei também. Quem eu escolho para partilhar o pódio já são outras núpcias.

Dança do varão

A pensar seriamente em ter aulas de dança do varão. Mas as cabritas são tão caras que fico reticente. É que se fosse algo que depois usasse em casa (até posso, não tenho é espaço para o varão e muito menos público) só mesmo nas aulas poderei fazer alguma coisa e isto na melhor das hipóteses de conseguir fazê-lo... Parece-me algo divertido de aprender e que exige bastante do corpo mas fica um balúrdio por hora. Ainda dizem que vida de striper é fácil!! 

Keep that in mind


Aqui e agora



Nascer, crescer e morrer.

Muitas pessoas afirmam que gostariam de nascer de novo ou voltar a ser crianças. Eu própria já o referi imensas vezes ao longo da minha vida porque achava piada ter a oportunidade de começar de novo ou regressar a algum ponto em que pudesse corrigir uma coisita aqui e ali e modificar o presente. Hoje já não penso assim, ou talvez agora não consigo pensar assim. 
Nascer de novo seria começar tudo de novo, soa-me a imensamente cansativo. Voltar a ser criança seria voltar a ser ainda mais ignorante do que sou agora e mesmo que numa ignorância saudável, afastada do mundo graúdo e complicado, teria uma longa caminhada pela frente por situações, sítios e pessoas que, honestamente, não ia querer repetir a experiência. Portanto, teria de alterar, não uma coisinha mas basicamente tudo. Não seria quem sou agora, poderia ser bem melhor mas também poderia ser bem pior. Não correria o risco.
Nascer, crescer e morrer parece-me, portanto, a linha temporal mais perfeita. Nada de voltar atrás e muito menos olhar para trás porque o que tinha a aprender e a corrigir já está feito. Agora é olhar em frente, de preferência para o agora, para este segundo, para este momento e senti-lo como perfeito para mim, como meu, como único e como algo que controlo. Só assim terei a certeza que as rédeas são minhas, que sou eu que decido se quero um amanhã igual a hoje ou diferente.
Neste momento, quero-o completamente diferente. É a fase crescer.

Saudades de mim

Eu sei que quem gosta de mim não entende. Eu sei que quem tenta estender a mão não sabe o sentimento de impotência que é não conseguirmos alcança-la.
Quando o que sentimos nos corroí por dentro, quando tira-nos a força e deixa-nos cansados, frustrados, apáticos, anti-sociais...é desgastante.
Muitos afirmam ser uma questão de vontade. Até pode ser que seja, mas não o vejo assim agora. O peso que carrego e não consigo libertá-lo tira-me as forças, a vontade de agir, de ser pró-activa e vivo o dia-a-dia numa sobrevivência. Desejo que seja diferente, faço planos diários para que o seja e tem momentos que sinto a injecção de adrenalina mas infelizmente chega sempre na hora errada, quando não posso agir, quando não há onde ir, quando a hora tardia não o permite. Às vezes acho que é uma desculpa do meu cérebro para não agir. Assim já é perdoado por nada fazer, não há como, a hora é imprópria ou o trabalho não deixa.
Sinto falta de mim mesma, da minha alegria, do meu sorriso, da minha gargalhada. Já não sei o que é doer a barriga de rir, sorrir por um sonho acordado, ansiar por algo. A culpa é apenas minha por ter tido a percepção do que estava a acontecer e não ter travado. Pensei que fosse uma fase, resíduos de algo que correu mal e cedo tudo passaria. Mas não aconteceu, não desapareceu e ganhou tentáculos que se colam à minha volta e prendem-me como amarras.
O que posso fazer para libertar-me desta sensação? O que posso fazer para resgatar-me, nem que seja de rastos e sair deste buraco que me enfiei de livre e espontânea vontade?
Ninguém entende o que é ter saudades de nós mesmos...
Cansada...