O progresso chegou à aldeia!

Uma das coisas que sempre me deu mais orgulho foi a paisagem campestre que tenho nas traseiras de minha casa. Campos e mais campos, mistura de flores e verduras, alternância de cores, verdes, amarelos, rosa, com carneiros, cavalos e uma imensa calma irrompida apenas pelo chilrear dos pássaros. Se de dia é calmo, à noite, o espectáculo é fenomenal apenas com as luzes da cidade do Porto ao longe.
Há uns anos atrás tivemos o desprazer de ver uma das partes ser destruída para a construção de um campo de futebol, que alguns gostam de apelidar de estádio mas que não é mais do que um campo em terra com uma bancada e cercado por betão. Deixei de ver os cavalos ao longe a pastar, passei a ver outros a jogar à bola.
Neste momento encontram-se a construir a linha do metro mesmo nessa zona tão sossegada…Pequenas casas já foram deitadas abaixo, árvores derrubadas e a terra rasgada para a passagem da “estrada de ferro” moderna! Minha tristeza foi sentida ao ver de longe a árvore que mais significado teve na minha infância, que trepamos tantas vezes, eu e meus amigos, e que até chamávamos casa da árvore porque dava para ficar sentado nos seus ramos, ser cortada e cair, sem dó nem piedade como se nada significasse! De certo quase 200 anos de vida ali caídos no chão…. As vezes que andei de bicicleta por aqueles campos, que nos juntávamos todos e ficávamos sentados no meio do nada, a ver nossas casas ao longe, sem ninguém nos aborrecer nas nossas conversas. Não faz muito tempo andavam uns miúdos a largar papagaios de papel lá pelo meio dos campos.
“O progresso chegou à aldeia” disse eu em tom irónico para a minha mãe. É necessário, eu sei, mas custa ver a natureza sofrer alterações definitivas por isso.
Deposito minha fé que no final de toda a tempestade fique uma obra bonita, disfarçada no restante verde e que apenas dê por ela cada vez que o metro passar lá ao fundo.

Não se esqueçam das maias à janela!

Apesar de tenra idade (e aí de quem me contrariar) sou daquelas pessoas que adoptou a tradição de colocar maias amarelas (ou giestas) nas portas, janelas e na viatura automóvel na passagem do dia 30 de Abril para 1 de Maio! Desde sempre que me foi incutido que o carrapato entraria porta ou janela adentro de quem não tivesse a florzita à porta! Quais as pretensões desse ser ninguém me explicou, e como nunca o vi, nem sequer sei se ele até é jeitoso e fico a perder. Mas o que se diz é que tem um grau de parentesco com satanás. Pois bem, não fosse ver de passagem alguém a carregar um grande ramo de maias hoje teria um encontro imediato do terceiro grau com sr. carrapato. Mas ainda não me encontro completamente a salvo pois tenho que iniciar minha busca pelas maias. Por isso, se entretanto não regressar para escrever qualquer coisita nos próximos dias é porque não encontrei maias em lado algum... ;)
Deste modo, a mensagem vai para os supersticiosos como eu. Não se esqueçam que hoje é dia C (carrapato!!) e a tradição ainda se mantém, mais que não seja dá sempre um ar engraçado à rua ver tanta flor amarela nas portas e janelas!

E no baú eis que surge...Vitinho!!

Versão 1986...que pérola!



Em 1993...!

A campanha do preservativo feminino e a música dos amoladores de tesouras




Bem, hoje ri-me com o título de um post colocado no blog O amor é um lugar estranho sobre a música do spot televisivo da campanha do preservativo feminino! Pensei que só eu associava aquela música aos amoladores de tesouras mas afinal, aquela som tão característico do apito ou flauta ou seja lá que instrumento fôr, parece despertar a mesma recordação em várias pessoas!!

Para mim recorda-me a minha infância, quando de manhã bem cedinho lá se ouvia a música a anunciar a sua passagem. Confesso que ficava sempre de coração partido pois associava sempre a pessoas com falta de dinheiro e sonhava um dia ter milhentas tesouras e guardas-chuvas para lhes pedir para concertar!

Agora será mais giro cada vez que o anúncio passar na televisão. sei que algumas dúzias de pessoas estarão na mesma sintonia que eu! :D

Se a moda pega por cá!!


Quem disse que no Iraque a moda estava ultrapassada?
Eu sabia que aqueles lenços, apesar de antiquados, estavam preparados para as novas tecnologias! Este Verão sempre podemos fazer uma adaptaçãozita, arranjar uns com umas cores mais agradáveis e recuar até aos anos 50 num descapotável!! Kit mãos-livres!!

As minhas aulas de Ciências da Natureza...

Semanas atrás dei de caras com uma pessoa conhecida que já não via à séculos e que por sinal estudou comigo na escola preparatória! Engraçado ver as pessoas passado este tempo todo. Mas o que interessa é que dei por mim a recordar os bons e velhos tempos da escola, do recreio, de como adorava saltar às cordas ou jogar ao elástico. Houve até uma vez que a RTP fez uma reportagem lá na escola e eu apareci...meia escondida é certo, mas estava lá, a saltar à corda. Um talento desperdiçado diga-se de passagem, pois apesar de minorca saltava para caraças!! Foi o meu momento de fama.
Pensamento puxa pensamento eis que me recordo das minhas aulas de Ciências da Natureza. Sim, essas aulas foram simplesmente inesquecíveis pois foi a primeiríssima vez na minha vida que termos como pénis e vagina "introduziram-se" no meu vocabulário!! O pânico, o choque, as caras vermelhas de vergonha quando tivemos uma aula de educação sexual! Hoje talvez até nem seja assim um assunto por aí além, os miúdos quase que nascem a saber essas coisas todas de cor...mas na altura era diferente, pelo menos para mim!! Ainda me lembro do professor, vejam só como foi inesquecível a aula!! Não sei como tudo começou, minha mente só recorda mesmo o momento em que ele nos apresenta os termos técnicos, e por entre risadas envergonhadas tentavamos desanuviar o ambiente. "Ténis...!!" diziam alguns colegas meus, embaraçados pelo nome que estavam a chamar à sua coisinha...pilinha, vá lá!
Memorável esta aula. Estavamos a aprender o milagre da vida. Mas o mais fantástico (consigo ver isso agora) foi que no final da explicação, sinceramente dita de uma forma um pouco rude, quase todos achamos nojento! :D Como era possível, rapazes e raparigas a relacionarem-se fisicamente daquela maneira quando só conheciamos o puxar a camisola ao brincar às caçadinhas!! Yuuuk!
Depois de apreendido o dito milagre, achei por bem partilhar este meu novo conhecimento com a minha melhor amiga da altura, dois anos mais nova que eu, e portanto, aluna do ensino primário!!! Parto-me a rir cada vez que me lembro da expressão dela, não muito diferente da nossa na aula, é certo. O olhar de repulsa foi semelhante! Mas o culminar da história aconteceu quando, no meio daquela inocência toda, ela exprime com orgulho ..."meus pais não faziam uma coisa dessas..., os meus pais não!!..." Ah ah ah ah ah....Boa amiga, estiveste bem! E convencê-la de que o professor é que tinha dito como era de verdade?? Bem, a dose de vergonha foi a dobrar pois, a par da coragem necessária para contar à minha amiga, não só tinha utilizado novas palavras, por sinal nada bonitas, como tinha sido ridicularizada!
E hoje Su? Ainda não te acreditas em mim??? :D

Pronto pronto...




Está bem, está bem...eu partilho a música!!! Bolas...tanta pressão!


Curioso que, desde o primeiro momento e até agora, quando ouço a música "When you say nothing at all" do Ronan Keating lembro-me sempre da expressão "Caladinho fazes um discurso"!!
A frase do refrão..."You say it best when you say nothing at all" é a chave do meu problema...é que a música até é boa!!

As i was walking in my sleep...

Não digam a ninguém mas quando era mais nova sofria de sonambulismo! Nada de anormal para uma criança que passava o tempo todo em correrias e brincadeiras e que quando chegava a casa para dormir continuava com a adrenalina toda ao rubro! Para falar a verdade, minhas brincadeiras não terminavam no momento em que pousava a cabeça na almofada. De forma consciente ou inconsciente (pormenores!!) eu brincava, e dormir não era um obstáculo para a minha diversão. Autênticas aventuras foram as minhas passadas no quarto, sim, porque minha sorte foi sempre sonhar que estava em todo o lado e mais algum mas nunca no meu quarto, e portanto, nunca achava a porta de saída!! Ufa ufa!
Tive várias situações caricatas mas a que mais me recordo foi a de ter literalmente andado a passear pelo quarto com a mesinha de cabeçeira, uma proeza tal que nem o candeeiro deixei cair!! Acordei e lá estava eu com a mesinha em braços! Ou então quando sismei que a almofada da minha irmã era uma cadeira e queria à força toda sentar-me...conseguem imaginar que minha irmã estava a utilizar a almofada nesse preciso momento pois estavamos a dormir. Consequentemente, estava a tentar sentar-me na cabeça dela!! :D
Mas o pior de todas as vezes que vagueava pelo quarto era quando minha irmã perturbada pelo barulho que eu fazia, decidia acordar-me de forma abrupta: SILVINHA!!! VAI DORMIR!!! Escusado será dizer que cada vez que ela me chamava sentia a minha alma a ir e a regressar tal era o susto! Sempre lhe expliquei para não o fazer pois um dia poderia ficar gaga, mas quando estamos a dormir queremos lá saber do resto, o que interessa é que façam pouco barulho!!! Descansem...não fiquei gaga!! Gra...gra...graças a De...De...Deus!!! :D
Engraçado foi ontem descobrir, em conversa com a minha mãe, que todos os meus tios, ou praticamente todos, sofreram do mesmo mal! Pelos vistos já nos corre no sangue esta vontade incontrolável de larear a pevide enquanto dormimos. Ainda me ri com algumas situações recordadas. Desde acordarem no quintal todos juntos ou irem dormir para a prateleira das batatas, o que é certo é que monotonia não existia naqueles quartos!
Com o passar do tempo começamos a sossegar e agora nem uma grua nos levanta da cama.
Enfim, aventuras!!

1ª Edição Playboy Portugal


Porque hoje estou saudosista..




I'll sing it
One last time for you
Then we really have to go
You've been the only thing
That's right
In all I've done

And I can barely look at you
But every single time I do
I know we'll make it anywhere
Away from here

Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear

Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you
Can't raise your voice to say

Ahhh!!

To think
I might not see those eyes
Makes it so hard not to cry
And as we say
Our long goodbye
I nearly do

Light up, light up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear

Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you
Can't raise your voice to say

Ahhh!!

Light Up, Light Up
As if you have a choice
Even if you cannot hear my voice
I'll be right beside you dear
Oh Oh Uh Uh
Louder louder
And we'll run for our lives
I can hardly speak I understand
Why you
Can't raise your voice to say

Uh Uh Uh Uh Uh


Leona Lewis
Run

Odeio Domingos

Sou só eu que sinto ou os domingos são simplesmente uma verdadeira dor mental e física?
Por mais que tente não consigo disfrutar do Domingo...é que há qualquer coisa neste dia da semana em específico que mexe com todas as minhas entranhas...não consigo! Venha lá a 2ª feira, 3ª, 4ª e todos os seguintes porque enquanto o Domingo não termina estou em verdadeira tortura.
Já experimentei passear mas agonizo no trânsito e na confusão, já experimentei ficar em casa a sostrar no sofá de pijama e dou em maluca por estar parada! Dou por mim a arrumar gavetas, armários ou qualquer coisa que sirva para distrair a minha mente deste pesadelo de dia. Independentemente de estar a chover ou a fazer sol este dia, para mim, tem uma carga pesada...não sei...devo estar mesmo com os neurónios desgastados!
Help....quero dois Sábados e um Domingo, assim meu fim-de-semana correrá melhor! Pleeeaaase!!

BOM FIM-DE-SEMANA!!!!


Eu tenho um blogue!

Tenho lido imensos blogues, fantásticos por sinal, e tem sido muito agradável ter a percepção da quantidade de pessoas completamente comuns, no bom sentido da palavra, que partilham histórias do dia-a-dia, sem qualquer pretensão de vender uma imagem ou ideia de serem pessoas super bonitas ou fora do vulgar que toda a gente quer conhecer!! Comento isto pois ha alguns dias atrás falava com uma das minhas melhores amigas acerca do HI5. Fechei minha conta não faz muito tempo, nada contra o site, apenas cansei-me. De que? Do nada...nada acontece no HI5 com verdadeiro interesse para a mente humana a não ser uma autêntica exposição de fotografias e informações pessoais de como somos (ou julgamos ser...opiniões à parte). "Sou amiga, carinhosa, atenciosa..uma verdadeira pérola mas não posso dizer grande coisa pois não sei falar sobre mim, deixo isso para os outros"...blá blá blá. Querem conhecer como pensam pessoas interessantes (modéstias à parte, é claro)? Sigam blogues! Nada de "eu sou uma mulher/um homem carregado de beleza e até tenho umas fotos em poses engraçadas". Não...eu sou uma pessoa que disserta sobre temas como "porque não consigo ir à casa de banho quando estou de viagem"(...sim li isso há uns dias, confesso não me lembrar onde e achei simplesmente o máximo!) ou sobre simples temas do quotidiano, trabalho, familia, amigos, aventuras, embaraços, coisas caricatas...enfim, uma panóplia de coisas super engraçadas, coisas com que até nos identificamos quando lemos, às vezes não nos lembramos de escrever e cruzamos com textos que podiam ter sido escritos por nós...
Hoje meu estado emocional é este, aconteceu-me isto, vejam, leiam, comentem...em palavras pessoas de carne e osso sem qualquer juízo à priori da beleza externa que tantas barreiras colocam à verdadeira amizade e partilha de ideias. Sim, porque até posso ser uma pessoa fisicamente horrível (muitos nunca descobrirão...he he) mas escrevo umas coisas qualquer coisita agradáveis. E ninguém julga por isso!
Estimulem a mente humana, ultrapassem a ideia de que a imagem é a unica coisa que interessa.
Partilhem ideias..oupa!

Mais uma saga de publicidades engraçadas

Nem o homem-aranha escapa!!



"We erect the world"...que mais dizer?



A Durex em grande...



Criativo, sem dúvida!



O efeito Axe... Muito porreira!

Feijãozinho...

Estamos todos à tua espera...mas a tia especialmente!

Blá blá blá...

Qualquer semelhança com algum caso verídico é pura coicidência!!


O Silêncio

Há milénios que os homens fazem barulho para encobrir o silêncio que há em si.
Há milénios que batucam, cantam, dançam para evocarem forças superiores a si próprios, para terem apoio...para fugirem de si, do seu próprio silêncio.
O silêncio interior é tão profundo quanto o silêncio do deserto. Mais profundo, mais denso, mais sepulcral.
Dizem que o silêncio interior é o mais difícil de suportar. O homem tenta, às vezes, mas na maior parte desiste. Não aguenta e vai, foge.
Segue em frente para novas aventuras, sempre para fora de si próprio.
O silêncio serve para se ouvir. O barulho serve para nos calarmos.
Só quem ouve é quem sabe.
Só quem sabe é quem intui.
Só quem intui é que sente.
Só quem sente é que vive.

Alexandra Solnado

3 Publicidades engraçadas

Recebi por e-mail exemplos de publicidades criativas, seleccionei apenas 3, aquelas que me fizeram mesmo rir. Eis:

Aqui está um exemplo da utilidade do post-it...nunca me tinha ocorrido!! De certeza que o criativo era homem!!


Anúncio a um cabeleireiro...demais!!


Adorei esta publicidade. Confesso que ao primeiro tive que ampliar a imagem para verificar que era a morte ali estendidinha no chão, mas passado isso, achei o conceito fantástico.


Miminhos, miminhos...muitos miminhos pa mim!!

Cá está um miminho pa mim!!!
Bubbles...és uma fofa. Como gosto de receber estas coisas :D
Aqui estão as regras a serem cumpridas:

1- Reencaminhar este mimo a 10 blogs
2- Exibir a imagem do prémio (isso nem devia ser regra hi hi)
3- Postar o link de quem o ofereceu: http://mind-bubble-mind.blogspot.com/
4- Avisar os premiados
5- Publicar as regras

Mas este não foi o único mimo que recebi, não não... Aqui está outro:

E claro...da Bubbles que me faz sentir maravilhosamente bem com meu blog :)

E a regra para este prémio é:

- falar de MANIAS/OBSESSÕES/APEGOS: shiii!!! Nunca mais sairia daqui portanto, há que resumir. Mania das limpezas, qualquer coisa fora do sítio fica a "tilintar" na minha cabeça até eu, por obsessão, ter de me levantar e colocar no sítio; Apegada sou a tudo o que tenha uma história, uma recordação. Lembro-me uma vez de na escola primária ter tido um lápis muito fixe que no topo tinha uma pequena máquina fotográfica de plástico (que sonho de lápis). Ele nem sequer ia para o estojo porque para além de não caber era privilegiado e andava mesmo na minha mão, até o dia em que, enquanto esperava pela minha boleia para casa...perdi a máquina...buááá!!! Sonhava com o momento em que iria reencontra-la, ainda andei a ver no sitio onde tinha estado mas nada...alguém a levou!! Ninguém merece :D

E para quem julgava que este era o ultimo mimo, eis que vos surpreendo:


1- Exibir imagem do prémio;
2- Postar o link de quem me presenteou: http://mind-bubble-mind.blosgpot.com/;
3- Indicar 10 blogs para fazerem parte do "Manifesto dos Jovens que Pensam";
4- Avisar os premiados;
5- Publicar as regras;

Em relação aos premiados, vou alinhar na ideia da Bubbles e atribuir os premios a todos os blogs que tenho seguido e que são todos muito bons. Estão à vontade para vir buscar os prémios.

Beijocas

Uma manhã 5.5 na escala de Richter


Bem, hoje foi daquelas manhãs que mal o despertador tocou a minha mente processou uma centena de desculpas a dar no escritório para chegar mais tarde e poder dormir mais um bocadinho! Ainda naquela fase meia a dormir, meia acordada o bom senso não é algo que exista em mim e com muito esforço minha consciência consegue inrromper e fazer-me lembrar que existe vida para além da minha cama, que, diga-se de passagem, é ma-ra-vi-lho-sa!! Mas enfim, lá me levantei, a muito custo, dando alento a mim mesma com pensamentos positivos que seria um dia bom, apesar da chuva imensa a cair lá fora como que a aguçar a minha vontade de correr novamente para debaixo dos lençois! Fui mais forte...que remédio, e arrastei-me, literalmente, para a casa-de-banho. Minha luta com a indumentária foi então iniciada e depois de perder tempos infinitos a escolher o que vestir, eis que na hora do pequeno-almoço o desatre acontece e sou bombardeada pelos meus próprios cereais. Consequência: mudar de roupa novamente e sem tempo para escolhas. Saí de casa já atrasada, o que tem vindo a acontecer com frequencia graças à minha cama-dependência! Entre correrias pelo trânsito e revistas ao espelho para verificação da maquilhagem levo tamanho susto quando deparo a menos de um metro de mim com uma carrinha mesmo na minha direcção....sim, mais parecia um animal assustado de frente para os farois de um carro!! De que me vale são meus instintos hiper aguçados e tipo filme de acção consegui desviar-me não só da carrinha mas do carro estacionado, que seria vitima n.º 2 da minha distracção! Que mania de gaja olhar para o espelho nas piores alturas!!! Bem, pelo menos deu para despertar e lá fui eu para o escritório com o coração a mil!
O pensamento positivo lá continuou..."vês, és uma mulher de sorte!" Ufa...e o dia ainda ia a meio!

Não resisti em publicar :D

Os Estados Unidos é um país tão desenvolvido, que até os mendigos falam inglês.

No comments :D ...!!

Comigo é assim


Se você é capaz de sorrir quando tudo deu errado, é porque já descobriu em quem pôr a culpa.


Mas...a culpa é minha e eu ponho em quem eu quiser!!!

Normal, normal, assim assim...ups!

Os psiquiatras dizem que uma em cada quatro pessoas tem alguma deficiência mental. Fique de olho em três dos seus amigos. Se eles parecerem normais, o retardado é você!




O Afecto

"...Os problemas afectivos da humanidade são provocados por um alto grau de voltagem cósmica. É como se uma imensidão de Iões e Protões (energéticos) se acumulassem dentro de vocês e provocassem um fenómeno difícil de controlar. O fenómeno da aero-vizinhança. Isto é, eu não consigo sentir nada sem que obrigue o meu vizinho a sentir também.
É difícil para a maioria das pessoas utilizar o sentimento individualmente. A maior parte das pessoas quer "dividir" o sentimento, quer "compartilhar", "explicar" o que sente.
E se eu te disser que o sentimento é para ser vivido sozinho? Que a solidão amplia e aprofunda o aprendizado do "eu" através do sentimento? Tudo o que tu "compartilhas", "divides" e "explicas" esvai-se, dissolve-se, compromete-se, pois a reacção do parceiro está sempre presente na história.
Todos falam em "felicidade a dois". Porque é que ninguém fala em "felicidade a um"? Porque ninguém pensa que deve ser feliz sozinho, ou triste sozinho, ou incomodado, ou carente sozinho?
Só a vivência pura, profunda e singular de uma emoção pode trazer ao de cima as mais sublimes revelações do "eu". Só ficando sozinho, sentindo sozinho, não tendo que compartilhar a emoção com ninguém, é que ela se exprime em toda a sua envolvência e maturidade, fazendo-nos crescer e sermos individuais.

Fonte: Alexandra Solnado
"O valor do Ser humano não é medido segundo aquilo que tem, e sim segundo aquilo que ele é."

Autor desconhecido
“ Se um dia tiver que escolher entre o mundo e o amor…Lembre-se: se escolher o mundo, ficará sem o amor, mas se escolher o amor, com ele conquistará o mundo! “

(Albert Einstein – Físico alemão, 1879-1955)


"Be the change you want to see in the world."


Mahatma Gandhi

Recebi mais um miminho

Fui mais uma vez presenteada com um miminho da minha amiga Bubbles , e como ela faço o desafio proposto.
Em primeiro lugar, obrigada amiga por este miminho todo Roxie. Em seguida, o desafio:

1 - Exibir a imagem do selo "Seu blog é ROXIE!"

2 - Colocar o nome de quem deu o selo

3 - Escrever 5 coisas que são ROXIE :

- Música: gosto de praticamente tudo, tenho um gosto bastante eclético;
- Televisão e cinema: principalmente comedias e filmes de animação
- 3 paises que gostava de conhecer: Itália, Cabo Verde, Australia
- 3 cores favoritas: preto, branco e cor-de-rosa
- 3 hobbies: ler, relaxar, conversar
- Blog que acho Roxie:

Diz-me onde moras...

"Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada.
Por exemplo. Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete Rios, comprou um andar em Carnaxide.
Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha um problema. Era em Carnaxide.
Nunca mais ninguém o viu.
Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!
Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e Moscavide. Rimam com Tide e com Pide e as pessoas não lhes ligam pevide.
Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.
Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam. Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa, Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alformelos, Murtosa, Angeja…ou em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.
Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz de Pau. (...)
Ao ler os nomes de alguns sítios – Penedo, Magoito, Porrais, Venda das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está preparado para entrar na CEE.
De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer integrar?
Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não é nada comparado com certos nomes portugueses.
Imagine-se o impacte de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio de um jantar.
Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente "E a menina de onde é?", e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).
E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde mora, presentemente?", Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).
É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda, logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na localidade de Vergão Fundeiro? Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome de uma versão transmontana do Garganta Funda.
Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela (em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso? Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de uma Vergadelas?
É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa.
Toda a gente é de outra terra qualquer. Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.
Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").
Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo como sendo originário de Filha Boa. Verá que não é bem atendido. (...)
Não há limites. Há até um lugarchamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima!
Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.
Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com os nomes dos restaurantes giraços, tipo Não Sei, A Mousse é Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)
Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e acabando a comprar rebuçados em Bombom do "Bogadouro"¹, (Amarante), depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).

¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado!!! "

Autoria: Miguel Esteves Cardoso

Think about it...

Make a commitment to yourself,
to do more,
be more,
and have more, in your life, while being at peace and happy with who you are and what you have now.
An attitude of gratitude will help to take you to where you want to go.


Fonte: Jane McCarthy in Cyres cafe

Nós é que eramos fixes...



Pensando bem, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje!
Quando éramos pequenos, viajávamos de carro sem cintos de segurança, sem ABS e sem air bags.
Os frascos dos remédios ou as garrafas de refrigerantes não tinham tampinha de segurança, nem data de validade.
Bebiamos bebia água da chuva, da torneira e nem conhecíamos água engarrafada.
Andávamos de bicicleta sem usar capacete e passávamos as tardes a construir os nossos carrinhos de rolamentos.
Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo;
Nossos pais, às vezes, não sabiam exactamente onde estávamos, mas sabiam que não estávamos em perigo. E nem existiam telemóveis. Incrível!
Procurávamos sempre sarilhos…Quantas nódoas negras e ossos partidos...
Mas, ninguém denunciava ninguém. Eram só acidentes. Nunca o culpado era encontrado.
Alguém se lembra destes incidentes? Janelas partidas, jardins destruídos, as bolas que caíam no terreno do vizinho...
Mesmo que nos magoassemos e chorássemos, passava rápido...
Comiamos muito doce, pão com muita manteiga, mas ninguém era obeso. No máximo, um gordinho saudável... Nem se falava em colesterol!
Não existia vídeogame, nem computador, nem internet... Tínhamos, simplesmente, amigos!
Inventávamos jogos: com pedras, feijões ou cartas.
Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos e outros animaizinhos, mesmo se ouvíssemos que era porcaria!
As professoras eram insuportáveis!
Os maiores problemas na escola eram: chegar atrasado ou mastigar chiclas na aula!
As nossas iniciativas eram 'nossas', mas, as consequências também.
Ninguém se escondia atrás do outro. Os nossos pais eram sempre do lado da lei quando transgredíamos a regras. Se nos comportávamos mal, ficávamos de castigo.
Sabíamos que, quando os pais diziam 'não', era 'não'.
A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário e só! Eram presentes dados por amor e não por culpa!
E nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos, que queríamos...
Esta geração produziu muitos inventores, artistas, amantes do risco e óptimos 'solucionadores' de problemas.
Não é que aprendemos a resolver tudo, e sozinhos?
Se você é um destes sobreviventes, parabéns!
Você curtiu os anos mais felizes da sua vida.