JÁ SE PASSARAM 5 MESES E CONTINUO A RESPIRAR...
SALVÉ SÍLVIA MARIA! SALVÉ!

Admito, sou uma pessoa frustrada!

Frustração é um sentimento que nos corrói.
Sinto-me completamente frustrada. De quem é a culpa? Minha...unicamente minha!
Sou uma pessoa frustrada porque não gosto do que faço, o meu trabalho. É aborrecido, rotineiro e nada motivante, antes pelo contrário. Desde que o iniciei que faço planos de o deixar (logo na primeira semana já andava a questionar se era muito grave vir embora) e já estou a caminhar para dois anos. O que fiz ate agora para mudar esta situação? Nada, absolutamente nada por isso sou uma frustrada a dobrar: pelo trabalho e pelo conformismo. Todos os dias remoo enquanto faço o trajecto para o escritório. Custa-me, só Deus sabe o que me custa, parece que vou para a forca. Não sinto prazer nem alegria alguma em me dirigir para o meu trabalho e as horas laborais são passadas a olhar o relógio para saber quanto falta para terminar o suplício.
Tenho vontade de me chicotear por ainda não ter tomado nenhuma atitude e estar continuamente a adiar a mudança. Os tempos não são áureos, bem sei. Também sei que deveria agradecer ter trabalho quando muita gente não tem e blá blá blá mas….BOLAS, isto não é vida!!! Eu mantenho este trabalho unicamente pelos míseros trocos que recebo no final do mês e que mesmo esses me causam frustração por não serem suficiente para grandes aventuras. Portanto, sou uma frustrada a triplicar: pelo trabalho, pelo conformismo e pelo mísero ordenado! Isto é uma roda-viva meus senhores.
Tenho projectos como qualquer um, dou por mim a “sonhar” o que gostaria de estar a fazer, como, quando e de que forma. Na minha mente sou uma mulher brilhante, eu triunfo na minha mente; o estalo acontece quando olho em volta e afinal….estou no lugar errado e sem janelas….estupor de escritório!
Tenho reflectido seriamente sobre a minha situação. Não tenho idade para ficar parada e uma decisão de abandono implicaria prescindir durante um tempo indeterminado de um rendimento que, apesar de pequeno, gosto de o ver transferido para a conta. Mas tenho estudos, tenho uma boa formação, e outras coisas mais que não digo porque senão parece que estou a redigir uma candidatura, e tudo isso me faz ter vontade de marcar diferença. Eu tenho que marcar alguma diferença senão quando tiver mais idade vou tornar-me uma pessoa amargurada e não quero. Eu sou uma pessoa agradável… (estou a ouvir risos e não compreendo!) Existe um sonho que eventualmente poderá andar para a frente mas é tudo tão incerto! Aguardo por indicações da minha amiga S.
Enquanto minha mente pondera os prós e contras eis que me encontro a vivenciar mais um dia em que oriento minhas preces para o relógio quando sei perfeitamente que as deveria indicar para a porta da saída mais próxima na qual estaria um carro digno de ser conduzido aqui pela menina e dirigir-me para um trabalho em condições no qual eu teria vontade de esboçar um sorriso natural. Não é por falta de tentativas de colocar a mente a trabalhar no sentido correcto, é mesmo a força brutal da realidade estúpida que me sufoca diariamente e que corrompe as minhas tentativas de fuga!
Tem vezes que me sinto a única pessoa do mundo a sentir isto. Eu sei que não sou pois Portugal deve ser o país com mais pessoas frustradas por metro quadrado, mas também me quer parecer que faço parte do grande grupo de portugueses que nada faz para o mudar. Estou a precisar de levar um abano mas daqueles bem fortes para ver se agilizo e paro de reclamar por algo que é só mea culpa!
Humm!!! Vou marca-lo para amanhã.... (se não tiver humor eu morro!!)

Morbidades na World Wide Web

Hoje recebi um e-mail desagradável e fiquei logo com más energias.
Tenho um colega que insiste em enviar-me e-mails de conteúdo deveras desagradável. Nem todos os que envia o são e por isso sou induzida em erro e abro-os. Tem vezes que manda piadas, outros vídeos engraçados, outros que nem o título deixa suspeitar que vamos assistir a algo extremamente desagradável. Para ser mais específica, por exemplo, falo de fotografias ou vídeos de acidentes de viação com corpos desfeitos, vistos ao pormenor e de todos os ângulos possíveis. Sim…é verdade…ele reencaminha coisas desse género e são muito desagradáveis.
Questiono-me como essas fotografias e vídeos, muitas tiradas por agentes de autoridade e equipas médicas, ficam acessíveis desta forma!
O e-mail de hoje tratava-se de um homem que levado para uma sala de interrogatório da polícia demora menos de 1 minuto a dar um tiro na própria cabeça. E pronto…começo a assistir o vídeo, aparentemente inocente, vejo o senhor a sentar-se numa cadeira, não ouço o que dizem pois não tenho som no computador e por isso fico mais atenta ao que se passa. E pumba…puxa de arma e mata-se. Não preciso de entrar em pormenores macabros de como o homem fica, afinal é um tiro na cabeça e com tantos filmes que já vimos na televisão vocês conseguem imaginar e perceber que o resultado não é simpático.
Não entendo!!! Não entendo imensas coisas ao mesmo tempo. Primeiro como alguém é capaz de com imensa calma puxar de uma arma e disparar contra si mesmo, depois como é possível estas imagens saírem cá para fora sem qualquer controlo, e para finalizar, porque o ser humano continua com a sua curiosidade mórbida sobre as desgraças dos outros e faz questão de partilhar. Até consigo entender, porque há malucos para tudo, que existam estas pessoas com um gosto refinado e que adorem ver sangue, tripas e massa encefálica de forma gratuita, não entendo é a sua vontade de partilhar com os restantes…Que veja e guarde para ver mais tarde se for o caso mas que não reencaminhe para outras pessoas que eventualmente podem não partilhar do mesmo prazer de sentir nojo, repulsa e um grande nó no estômago.
Com certeza a psicologia deve explicar este tipo de comportamento. Pessoas como meu colega aparentemente, repito, aparentemente normal, mas com este tipo de interesse por assuntos tão brutais como o resultado final no corpo humano depois embate violento, devem sofrer de um distúrbio qualquer. Alguma coisa tem que explicar porque lhes “agrada ver a morte”.
Lamento meu colega, até és uma pessoa simpática, mas vou deixar de abrir os teus e-mails porque desgraças não preciso.


DEVERÍAMOS USAR O PASSADO COMO TRAMPOLIM E NÃO COMO SOFÁ
Harold MacMillan

Revolução da Alma

Ninguém é dono da sua felicidade, por isso não entregue a sua alegria, a sua paz, a sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém. Somos livres, não pertencemos a ninguém e não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.

A razão da sua vida é você mesmo. A tua paz interior é a tua meta de vida, quando sentir um vazio na alma, quando acreditar que ainda está a faltar algo, mesmo tendo tudo, remeta o seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em si. Pare de colocar a sua felicidade cada dia mais distante de si.

Não coloque o objetivo longe demais das suas mãos, abrace os que estão ao seu alcance hoje. Se anda desesperado por problemas financeiros, amorosos, ou de relacionamentos familiares, busque no seu interior a resposta para acalmar-se, você é reflexo do que pensa diariamente. Pare de pensar mal de você mesmo(a), e seja seu melhor amigo(a) sempre.

Sorrir significa aprovar, aceitar, felicitar. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que lhe quer oferecer o melhor.

Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de si, e você estará afirmando para si mesmo que está "pronto“ para ser feliz.

Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda.

Critique menos, trabalhe mais. E não se esqueça nunca de agradecer.

Agradeça tudo que está na sua vida nesse momento, inclusive a dor. Nossa compreensão do universo ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.

A grandeza não consiste em receber honras mas em merecê-las.

Aristóteles – 360 A.C.

Fui vítima de furto...

Eu..Sílvia Maria, humilde moça do povo, que é incapaz de matar uma aranha, seres que criam em mim uma certa repulsa mas que na mesma assim encaminho para a saida mais próxima e contrária à minha, fui vítima de furto. Sim, leram bem, não cometi erro...fiquei forçadamente desprovida de um objecto de valor monetário e sentimental adquirido com suor do meu trabalho. Ok, não suo muito porque trabalho todo o dia sentada, mas requer esforço e dedicação e não é nada bem recompensado!
Por aconselhamento legal (dá sempre aquele ar escrever isto) não vou expor o acontecimento, pelo menos por enquanto, mas digo desde já que estou de rastos, deveras sentida com a humanidade. Minha fé já estava um bocadinho abalada desde que tomei noção que a minha vida é rodeada por pessoas ainda mais desvairadas do que eu, e a todo o momento sou presenteada com novidades que me deixam a vibrar (sim..tu, oh skinhead dos alucinogénicos...ainda estou para descobrir o que isso queria dizer). Sou uma jovem, em tenra idade, vocês amigos não riem, nunca tinha sido vítima de uma coisa deste género nem tão pouco tinha tido necessidade de escrever uma reclamação. È verdade, pela primeira vez nos meus 27 anos de minha vida, escrevi num Livro de Reclamações. E enganei-me no sítio onde por o meu nome e precisei de uma nova folha...pormenores!

HUMANIDADE...SE CONTINUAS ASSIM VOU TER QUE ME CHATEAR...AI VOU VOU!
BÁ!! OH TU, DEVOLVE QUE NÃO SÃO TEUS OBLÁ E DE CERTEZA QUE NEM TE VÃO FICAR NADA BEM!!

SÃO UNS ÓCULOS DE SOL D&G AQUI PÁ MENINA Ò FAXAVOR!!

Miminhos....eia...eu gosto, eu gosto!!


Olhem o que eu recebi?? Eh eh!!

Fui presenteada pela Cátia do blogue Discretear a quem desde já mando um grande beijo de agradecimento e retribuo o mimo.

Para ser ainda mais digna deste mérito tenho que cumprir as regras.
1. Exibir a imagem do selo "Olha que blog maneiro" e já cá está
2. Post o link do blog que te indicou: Cátia já cá estás!! :D
3. Indique 8 blogues de sua preferência. Confesso que esta parte não é a minha preferida, escolher e tudo e tudo...Cá vai:

4. Avise os seus indicados
5. Publique as regras
6. Certifique-se que todos recebem e seguem as regras. (andem lá...nada de batotices)

E prontosss...Obrigada pelos miminhos, carinhos e pelas amizades que vão surgindo.
Beijos a todos

Miminho pa mim....Yupi!!!!

Assim é que se termina uma semana em grande...a receber miminhos!!
Recebi do blog Tudo A Que Tenho Direito e adorei. Muito obrigada...estás no meu coração! :)
De praxe tenho que fazer o seguinte:
1. Divulgar o link do CupCakeandRocknRoll e eis o verdadeiro, é só clicar, já fui ver e vale a pena!
2. Dizer qual o meu doce predilecto: bolo de morango feito pela minha irmã (aos anos que não o fazes minha malandra!).
3. Dizer a minha música predilecta: não tenho só uma e escolher entre tantas seria tarefa ingrata!
4. Indicar o selo para 4 seguidores do meu blog...hummm, é quase tão dificil como escolher a música predilecta, mas aqui vai:
Beijos doces


JÁ ESTOU UM BOCADINHO CANSADA DESTE PRETO NO BRANCO TÃO PRETO E BRANCO.
PRECISO DE RENOVAR A IMAGEM DESTA COISA....MAS COMO???
VOU REFLECTIR SOBRE O ASSUNTO...

NOVAMENTE EM COMPLETO BLOQUEIO!


ERA UM UM DESENTUPIDOR DE IDEIAS SE FAZ FAVOR!!

Manhãs

Fresca e revigorante, a manhã para mim é a melhor forma de se começar o dia. Sozinha ou muito bem acompanhada, a manhã consegue ser pacífica, relaxante, transmitindo sentimentos de gratidão pelo conforto, pelo bem-estar, pela vida.
Apesar de me custar imenso ter que despertar cedo, depois de ultrapassado esse “pequeno” obstáculo, aproveitar as primeiras horas da manhã fazem-me ter um dia mais bonito, preenchido com sentimentos de paz. Sinto-me mais útil ao mundo mesmo que não faça nada. Odeio sentir que estou a dormir demais e que me encontro imóvel enquanto o resto do mundo já funciona.
Sempre adorei a manhã, passear de manhã, sair de casa de manhã. Adorava ainda mais quando fazia o trajecto para o meu destino numa altura em que utilizava os transportes públicos e via gente, caras amigáveis e ensonadas, as mesmas caras de sempre, desconhecidas mas tão conhecidas...mas via gente. No entanto, hoje sair de manhã significa fazer um trajecto de carro sozinha, sem ver caras amigáveis e ensonadas, apenas num gesto mecânico de chegar ao meu destino. Quando aconteceu esta transição para uma manhã tão solitária?
Gosto de sentir o cheiro da manhã, toda a boa sensação que traz consigo de um novo dia que se inicia. Tudo está a despertar, as flores, as arvores, os bichinhos, os pássaros. Todos partilham aquele sentimento comum de que estiveram no mundo dos sonhos e agora o sol os desperta. Gosto de sentir o que sente a manhã. Faça chuva ou faça sol a manhã é quando tudo se inicia, quando nos é dada oportunidade de começar de novo, corrigir o que de errado foi feito no dia anterior com consciência mais tranquila, sossegada. Consigo de manhã pensar com mais clareza, sonhar um pouco mas com paixão e esperança. Adoro quando ainda o posso fazer enroscada no lençol a olhar lá para fora e ouvir apenas o som da manhã.
Com o nascer do dia sinto-me dona da minha própria vida. Não que não o seja no restante correr do dia, mas de manhã, sinto-me outra, sinto-me mais em contacto comigo, com a minha essência, ainda não fui fustigada pelas preocupações diárias, pelas chatices dos outros, pelos maus-humores e males estares dos outros.
Tem vezes que gostava de congelar alguns momentos da manhã. Aqueles momentos em que me sinto intocável, em que meu peito se enche de gratidão e orgulho pela vida e sinto-me capaz de tudo.
Adoro a manhã.

O conforto dos pensamentos

"Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superavél;
quando somos abandonados por nós mesmos,a solidão é quase incurável..."


"Se alguém lhe bloquear a porta, não gaste energia com o confronto, procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água :
A água nunca discute com seus obstáculos, mas os contorna.
Quando alguém o ofender ou frustrar, voce é a água e a pessoa q o feriu é o obstáculo!
Contorne-o sem discutir.
Aprenda a amar sem esperar muito dos outros " .


"Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã.
Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama.
É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo.
É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção.
Mas, acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existencia e desvendar seus mistérios."

Augusto Cury

Já posso ir embora?

Como não vem assinalado no calendário, até ontem não me lembrava que esta semana seria presenteada com um belo de um feriado. Sim, eu sabia que seria S. João este mês, estava era a leste que o tempo tinha voado e que já seria esta 4ª feira.
Foi uma boa surpresa sim quando constatei que hoje seria uma espécie de sexta-feira. Aquelas dorzinhas boas que por vezes dão cá dentro...humm...soube bem a surpresa...
Má má é a ansiedade que chegue a horita de por pés ao caminho porque isto hoje está pela hora da morte!
So help me God!

Hoje é dia de S. João

"Festas de forte caris popular, o S. João do Porto é uma festa que nasce espontaneamente, nada se encontra combinado, embora a festa se vá preparando discretamente durante o dia, é normalmente depois do jantar, constituído por sardinhas assadas, batatas cozidas e pimentos ou entrecosto e fêveras de porco na brasa, acompanhadas de óptimas saladas , jantar obviamente regado com vinho verde ou cerveja, mais modernamente.

Findo o jantar, os grupos de amigos começam a encontrar-se, organizando rusgas de S. João, como são chamadas. As pessoas muniam-se de alhos pôrros e molhos de cidreira , actualmente as armas, são outras, mudaram para martelos de plástico, duros e ruidosos, mas que acabaram por ser bem aceites e hoje já fazem parte da tradição.

Há alguns anos atrás, o S. João limitava-se a uma área da cidade que era constituída, pelas Fontaínhas ( Ponto nevrálgico ), R. Alexandre Herculano, Praça da Batalha, R. Santa Catarina, R. Formosa ou R. Fernandes Tomás, R. de Sá da Bandeira, R. Passos Manuel, Praça da Liberdade, Av. dos Aliados, R. dos Clérigos, Praça de Lisboa, e no retorno, subindo-se a R. de S. António, estava praticamente concluído o percurso obrigatório. A par deste percurso, que juntava para cima de meio milhão de pessoas, que tornavam as ruas pejadas de gente, e onde não há atropelos, as zaragatas são de imediato sustidas pelos populares, os beligerantes rapidamente selam a paz com mais um copo e uma pancada de alho pôrro de amizade.

O S. João do Porto é uma festa onde ricos e pobres convivem uma noite de inteira fraternidade e onde a festa é constante. Nos bairros, a festa continua e as comissões organizadoras de cada uma mantém o baile animado até altas horas da madrugada. No tempo áureo do alho pôrro quem chegasse ao Porto vindo de fora, estranharia o odor espalhado pela cidade...efectivamente ela cheirava a alho.

Nos dias de hoje, o S. João espalhou-se pela cidade, além do seu palco tradicional, estendeu-se até a Ribeira, ás Praias da Foz , á Boavista e por ai fora. Vai as discotecas, aos pubs e bons restaurantes. Tornou-se mais cosmopolita e em alguns casos mais selectivo . Modernizou-se, sofisticou-se e de certa forma, acompanhou os tempos ,até penso que se tornou mais jovem.

Mas muita da tradição ainda se mantém: Em barracas ou espalhados pelo chão lá estão os manjericos ( Planta tradicional do S. João ) , as tendas das fogaças, as farturas, o algodão doce, as pipocas, as barracas da sardinha assada e dos comes e bebes. Os matraquilhos, os carroceis, as pistas dos carros. As tendas de venda das louças de barro, das cutelarias, o tiro ao alvo e as tômbolas. Durante toda a noite, centenas de balões são lançados e muito fogo de artificio particular é queimado, pela meia-noite o tradicional fogo de artificio da Câmara Municipal, faz sempre furor pela sua beleza.

No fim e já alta madrugada é ver os foliões procurarem as padarias onde o pão acabado de fazer e ainda quentinho vai confortar as barrigas para um merecido descanso."

Texto originalmente publicado na revista "Porto de Encontro", Julho de 2001.

Não abandonem os animais

Dia 21 de Junho iniciou mais um Verão. Entre alguns que já iniciaram o seu período de ferias e outros que ainda anseiam pela chegada das benditas eis que se torna fundamental falar de uma questão:

O abandono dos animais.

A dor atroz que me provoca ver os animais abandonados, famintos e assustados, cheios de tristeza e incompreensão no olhar.
Para muitos “so called” seres humanos que têm animais de estimação, estes tornam-se um obstáculo a meia dúzia de dias de divertimento. Normalmente não têm onde os deixar durante os dias de ausência, nem um parente ou um vizinho quer tamanha responsabilidade, e eis que o bichinho não tem outro destino que não seja ser largado na beira da estrada. Ainda existem alguns ignorantes que pensam que no regresso encontrarão o cão perto de casa à espera deles, afinal eles sobrevivem uns dias sem comer e haverá sempre alguma alma caridosa que lhes estenda a mão (e falo de cães porque comparados com os gatos são os que menos se safam na busca por alimento).
Não entendo como tal poderá ser possível. Não entendo como existem criaturas capazes de providenciar tudo para umas férias de descanso e levarem uma mente limpa e descansada com eles sabendo que outro ser vivo, que dele muito depende para sobreviver, pois assim foi habituado, ficará à mercê do mundo, a viver cada minuto com o coração aos pulos numa incessante procura pelos rostos queridos que tanto lhe diz e que deveriam significar segurança e respeito pela sua existência.

Posto isto, eis que fica aqui um passa-a-palvra. NÃO ABANDONEM OS ANIMAIS nem agora pelas férias nem nunca.

Nunca é demais lembrar….

Lançado hoje...e não me escapa!!


“A Mãe” é o nome do novo álbum de Rodrigo Leão.
O nono disco de Rodrigo Leão chega hoje ao mercado e conta com convidados tão especiais como Neil Hannon (Divine Comedy) ou Stuart Staples (Tindersticks) e ainda o cantor de tango argentino Melingo.
Vale a pena e não há dúvida!

Tão perto de nós...

Uma lenda indiana diz que Deus escondeu a felicidade no sítio mais inacessível do Universo: não no fim do Mundo, não na montanha mais alta, nem tão pouco nos abismos marinhos. Escondeu-a dentro de nós mesmos. É lá que ela reside desde que nascemos e por isso quanto mais nos concentramos no mundo que nos rodeia menos somos capazes de perceber que o nosso bem-estar, o nosso equilíbrio, a nossa harmonia, enfim, a nossa Felicidade está cá dentro, tem de vir de dentro para fora e não no sentido contrário. Por muito que olhemos ao espelho não a detectamos. Por muito que aprendamos nos livros não a descobrimos ali. E, assim, distraídos numa sociedade que é cada vez mais cheia de imagem e cor, não nos ocorre que as primeiras e mais importantes aprendizagens devem ser acerca de nós próprios.

Espiritualidade

"Num mundo cada vez mais accionado pelos interesses materiais e económicos é importante não esquecermos a natureza humana e espiritual de que também somos feitos. Todos somos um EU, uma pessoa completa e diferente de qualquer outra. Todos temos um cérebro, tantas vezes demasiado racional e objectivo, que contem igualmente células carregadas de energia espiritual e não apenas psíquica. É essa natureza espiritual e humana que devemos cultivar, partilhar e difundir.
(…)

Espiritualidade que não é sinónimo de religiosidade (…). Espiritualidade tem mais a ver com o mundo dos sentimentos, das profundidades do nosso ser, com a intimidade humana da alma. (...) a espiritualidade não obriga a que sejamos seguidores de uma religião ou de um credo.

Ser espiritual é colocar ao nível da inteligência do nosso quotidiano atitudes, comportamentos e práticas dotadas de valores, princípios e normas que reforcem o nosso carácter e a capacidade de tomarmo decisões justas e honestas. Ser espiritual é, na verdade, ser inteligentemente humano.
(…)

Cultivemos pois a nossa inteligência não apenas através da valorização do nosso conhecimento mas também através da harmonia e da paz que têm como fonte de inspiração a nossa espiritualidade. E saibamos ser saudavelmente críticos e auto-críticos para gozarmos a plenitude dos nossos recursos e talentos."

Nelson Lima in Centro Augusto Cury

O papel da mente na saúde

"Ao contrário do que geralmente está convencionado, a mente não está alojada na cabeça. Ela está centrada no cérebro mas os seus efeitos distribuem-se por todo o organismo a cada instante. Já todos percebemos como uma emoção forte acelera o coração ou como ficamos "gelados" com uma notícia aterradora. Mas, subtilmente, mesmo o estado do nosso humor e do nosso ânimo, afectam todo o corpo, ainda que disso não tenhamos consciência.

Quantas indisposições "físicas", quantas doenças e perturbações não têm origem no nosso mundo psíquico, por vezes nas memórias emocionais, sem que disso tenhamos consciência. Infelizmente, os médicos, de uma maneira geral, tratam os problemas psicossomáticos com alguma indiferença, até mesmo com algum desprezo. (…)

A influência da mente (das disposições, dos pensamentos, das emoções, etc) sobre o corpo (incluindo o próprio cérebro) é muito grande (estima-se que 80% das doenças atualmente conhecidas são "alimentadas", quando não provocadas, pelos estados de espírito).

Mais do que o tão badalado "pensamento positivo" (uma já estafada crença nem sempre fácil de cumprir) necessitamos é de melhorar o nosso auto-conhecimento, o nosso equilíbrio emocional e sentimental, a nossa auto-estima e a nossa capacidade de tomarmos decisões e assumir escolhas. Com isso iremos melhorar o nosso sistema imunitário, isto é, as defesas que o corpo gera de forma natural. Ficaremos então menos vezes doentes e a cura será mais rápida."
(...)


Augusto Cury

"A doença é o grito de uma alma agredida”.


Peter Altenberg

Está confirmado...


Vou ser tia :)

Piadas para o fds

Professor:
O que devo fazer para repartir 11 batatas por 7 pessoas?
Aluno:
Puré de batata, senhor professor!•


O professor ao ensinar os verbos:
- Se és tu a cantar, dizes: "eu canto". Ora bem, se é o teu irmão que
canta, como é que dizes?
- Cala a boca, Alberto.


- "Stora", alguém pode ser castigado por uma coisa que não fez?
- Não.
- Fixe. É que eu não fiz os trabalhos de casa.•


- Joaquim, diga o presente do indicativo do verbo caminhar.
- Eu caminho... tu caminhas... ele caminha...
- Mais depressa!
- Nós corremos, vós correis, eles correm!


Professor:
Chovia que tempo é?
Aluno:
É tempo muito mau, senhor professor.


Professor:
De onde vem a electricidade?
Aluno:
Do Jardim Zoológico!
Professor:
Do Jardim Zoológico?
Aluno:
Pois! O meu pai, quando falta a luz em casa, diz sempre: "Aqueles camelos...".


Professor:
Quantos corações temos nós?
Aluno:
Dois, senhor professor.
Professor:
Dois!?
Aluno:
Sim, o meu e o seu!


Dois alunos chegam tarde à escola e justificam-se:
- 1º Aluno:
Acordei tarde, senhor professor! Sonhei que fui à Polinésia e demorou
muito a viagem.
- 2º Aluno:
E eu fui esperá-lo ao aeroporto!


Professor:
Pode dizer-me o nome de cinco coisas que contenham leite?
Aluno:
Sim, senhor professor:
Um queijo e quatro vacas.


Um aluno de Direito a fazer um exame oral:
O que é uma fraude?
Responde o aluno:
É o que o Sr. Professor está a fazer.
O professor muito indignado:
Ora essa, explique-se...
Diz o aluno:
Segundo o Código Penal comete fraude todo aquele que se aproveita da
ignorância do outro para o prejudicar!


PROFESSORA:
Maria, aponta no mapa onde fica a América do Norte.
MARIA:
Aqui está.
PROFESSORA:
Correcto. Agora turma, quem descobriu a América?
TURMA:
A Maria.


PROFESSORA:
João, menciona uma coisa importante que exista hoje e que
não havia há 10 anos atrás.
JOÃO:
Eu!


PROFESSORA:
Francisco, porque é que andas sempre tão sujo?
FRANCISCO:
Bem, estou muito mais perto do chão do que a Srª. professora.


PROFESSORA:
Agora, Simão, diz-me sinceramente, rezas antes de cada refeição?
SIMÃO:
Não professora, não preciso. A minha mãe é uma boa cozinheira.


PROFESSORA:
Artur, a tua composição "O Meu Cão" é exactamente igual à
do teu irmão. Copiaste-a?
SIMÃO:
Não. O cão é que é o mesmo.


PROFESSORA:
Pedro, que nome se dá a uma pessoa que continua a falar,
PEDRO:
Professora

Obrigada Becas

Dedicada a mim!!!



Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar

Ver-te sorrir eu nunca te vi
E a cantar, eu nunca te ouvi
Será de ti ou pensas que tens... que ser assim

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Olha que a vida não, não é nem deve ser
Como um castigo que tu terás que viver

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar

Muda de vida se tu não viveres satisfeito
Muda de vida, estás sempre a tempo de mudar
Muda de vida, não deves viver contrafeito
Muda de vida se há vida em ti a latejar

Humanos

What is that? Vale a pena ver...

E que tal?

Recordar os desenhos animados

Para quem é fã dos desenhos animados de nossa infãncia, que adorava ver "Os amigos de Gaspar", "A Arvore dos Patafúrdios", o "Era uma vez a vida", entre tantos, encontrei um blog simplesmente delicioso que tive que publicar aqui para partilhar com todos essas pérolas que, durante anos, passaram no canal nacional e animavam os meus dias.

Cliquem e visitem, vale mesmo a pena:

Ainda estou assim...

...e não sei sair dessa!!


Vamos fumar uma chicha?

Confesso que este esquema teria sido de extrema utilidade há 15 dias atrás!
Decidimos comprar um cachimbo para ter em casa e fumar umas chichas de quando em vez numa de descontracção. Em passeio pela Feira Medieval em Braga passamos por uma barraca que vendia. Ideia fantástica para terminar a noite em grande.
Meu cunhado quis então, como de praxe, regatear o preço. 20 euros era caro!! A rapariga ainda oferecia o carvão e uma chicha mas não estava a ser suficiente. Ainda disfarçamos a dizer que iamos dar outra volta para pensar e tal mas, coisa certa, nem 5 minutos estavamos a comprar. Com alguma insistência ainda conseguimos trazer gratuitamente mais uma chicha de sabor diferente!
Nem vimos sequer como aquilo estava montado, apenas o vimos!
Chegamos a casa a modos que empolgados, minha irmã nem tanto pelo seu estado de graça que não lhe permite aventuras desse calibre, e começamos logo a montar o cachimbo. Conseguimos monta-lo todo menos....(rufos de tambores)...a mangueira. Só mesmo de estúpidos isto acontece. Nunca tinhamos fumado daquilo nem estado com um cachimbo por perto pelo que desconheciamos como aquilo funcionava. Certo é que o que nos confundiu foram as pontas da mangueira. Um dos lados em madeira, dava a entender que seria o local por onde fumariamos, a outra ponta, com uma rosca, seria, com toda a lógica, para enroscar em qualquer lado. Hummm...andamos às voltas com aquilo, não fazia sentido, não havia sitio onde encaixar a rosca. Minha irmã, já farta de nos ver em luta com o cachimbo decide intervir mas os nervos já eram tal que encaixou peças umas nas outras de modo errado e tivemos que recorrer a alicates para voltar a desenroscar!!! Nosso pensamento concentrou-se, junto com a raiva, na menina da barraca. Concerteza, farta de nos aturar, nos tinha mandado o cachimbo com peças a menos numa de gozo connosco!!! A culpa era dela..só podia!!!
Tristes como a noite desitimos...lá teriamos que passar na barraca no dia seguinte para perguntarmos como aquilo funcionava!! E assim foi. Sabado de manhã saimos de novo com o cachimbo no saco. Não era a mesma menina que lá estava mas sim um outro senhor que lá nos explicou como se montava aquilo desde o inicio. Ouvimos com atenção, não querendo interromper mas na verdade só queriamos saber como se encaixava a mangueira. E eis que sem qualquer esforço ele encaixa a parte de madeira lá no buraco da coisa!!! "É esta parte que encaixa aqui? A de madeira?" - perguntei eu meia abananada!!!
Sim...é verdade...estivemos a noite toda a encaixar o lado errado e nem sequer colocamos essa hipotese.
Ignorantes? Com caras de estupidos?? Ahhhh...mas quem adivinha uma coisa destas???

É fantástico..


Nome de código: Marin Frist

Gostava de um dia escrever um livro. Fazer como se vê nos filmes, pegar no portátil e começar a teclar sem parar extasiada com cada palavra. Sempre tive essa ilusão de que um dia iria escrever algo que valesse a pena ler. Nada enfadonho, lamechas ou demasiado longo, mas algo que cativasse a atenção do leitor. Já me lembrei de escrever sobre factos da vida, sobre aventuras vividas transformadas em romance e aventura, sobre factos e experiências paranormais, uma auto-biografia da minha curta existência, pensamentos, poemas ou, acreditem ou não, publicar minha tese de licenciatura…esta última uma febre que fiz há uns anos mas passou logo com meia dúzia de comprimidos!!!
Sim, imaginei-me a ser uma Marin Frist no Alaska (da série Men in Trees) e viver uma vida de escritora famosa que ganha coragem de viajar para um sítio longínquo, faz uma data de amigos fantásticos, vive um romance maravilhoso com um verdadeiro pão e ainda assim ganha rios de dinheiro à custa de vida amorosa dos outros! Seria portanto uma Sílvia Maria em Trás-dos-Montes ou algo parecido!! Porque não escolhi uma profissão assim? Ser linda e maravilhosa e puder passar o dia a escrever sucessos atrás de sucessos?
Sou fã dessa série que já vi repetidas e repetidas vezes, tantas que eu própria conseguiria fazer um episódio sozinha e encarnar todas as personagens! O que me fascina é a veia aventureira que é realçada na série e que na minha cabeça lateja sem parar, pena que seja mesmo ao lado da veia medricas que é um bocado mais larga e portanto na qual corre mais sangue!!!
Passo minha vida a adiar este tipo de aventura, ou porque sou muito nova, ou porque não tenho dinheiro, ou porque tenho meus estudos para acabar, ou porque comecei a trabalhar e deixa-me juntar mais uns trocos para não passar muitas privações, ou porque namoro e seria chato e agora porque vou ser tia e não posso perder de modo algum esse momento. Daqui a uns anos poderei escrever que não viverei essa aventura porque ir de andarilho não dá muito jeito…!!!
Não queria ser este tipo de pessoa que adia viver a vida de forma descontraída, gostava realmente de ser mais relaxada e tal como os escritores viver num mundo diferente.
Sim, um dia eu imaginei ser escritora de qualquer coisa mas não tenho a mínima queda para isso e portanto escrevo tolices num blogue. Quem sabe um dia...

Pensamentos

"Se você quer transformar o mundo, mexa primeiro em seu interior."
( Dalai Lama )

"O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer"
(Albert Einstein)

"Há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia!"
(William Shakespear)

"Acho impossível que um indivíduo contemplando o céu possa dizer que não existe um Criador. "
(Abraham Lincoln)

"É apenas com o coração que se pode ver direito; o essencial é invisível aos olhos."
(Antoine de Saint Exupéry )

"Examina bem os teus pensamentos, e se os vires puros, puro será também o teu coração."
(Confúcio )

"Temer o amor é temer a vida, e aqueles que temem a vida já estão praticamente mortos."
(Bertrand Russell )

"A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que você é; ou, mais corretamente, de ser amado apesar daquilo que você é."
(Victor Hugo )

"A vida nos ensinou que o amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim olhar juntos para fora na mesma direção."
(Antoine de Saint Exupéry )

Um abraço neste ponto de encontro...

Sexta-feira que passou tive um jantar de amigos da faculdade. Passados 5 anos, minha turma decidiu reunir-se numa jantarada para matar saudades. Durante esse tempo que passou não tive qualquer contacto e confesso que estive muito renitente em ir ao convivio, não por manias ou por me achar melhor que os outros, nada disso, estava com receio de encarar alguns assuntos pendentes e não tinha a mínima vontade de ser confrontada com eles. Eu sei que neste tipo de reuniões o que a malta gosta é de fazer muitas perguntas, saber como estamos, como nos demos na vida, se o vento soprou a nosso favor ou se somos uns desgraçados, se já casamos, se já tivemos filhos, se estamos a pensar em te-los, se....aaaaahhhhh!!!
À última da hora decidi ir, deixei de lado todas essas questões e sai de casa num espírito de paz, de reaver a malta e recordar as maluqueiras. O combinado foi num restaurante perto da faculdade. Sim, seria o local mais adequado para matar as saudades.
À medida que fui chegando fui encontrando alguns colegas pelo caminho do restaurante e logo percebi que teria sido burra se não tivesse ido. As caras sorridentes (e claro os típicos olhares de alto a abaixo para ver se estamos mais gordas ou mais magras ou se a roupa é de griffe ou da Bershka....) fizeram-me entender que a maioria teria pensado as mesmas coisas que eu, no entanto, talvez eu tivesse dado mais importância a isso do que deveria.
A certa altura um colega comentou, já bastante tocado pelo alcool verdade seja dita, que parecia não ter passado tempo nenhum desde o último ano da faculdade, que tinha a sensação que seria perfeitamente normal alguém dizer "vamos para a aula". Percebi perfeitamente o que ele queria dizer com isso. Na verdade, olhar para todos eles, notando claro algumas diferenças do tempo passado, era como se nunca tivessemos estado tanto tempo sem nos vermos. Era um à vontade, um estado de espírito de cumplicidade e alegria que não foi apagado pelo tempo. Óbvio que as perguntas de inquisição lá foram colocadas mas satisfeitas as curiosidades lá tivemos uma noite divertida, de um tipo de borga académica bastante mais contida e amadurecida que valeu a pena. Percebi que algumas questões puderam ser postas de parte e permiti-me sentir a saudade que tinha de estar com eles, de ouvir as vozes e os risos.
A amizade é assim, algo intemporal. É provavel que o silencio entre nós continue a residir e que só nos voltemos a ver quando alguém daqui a 5 anos se lembrar novamente mas foi bom ter a percepção de que por vezes erramos ao pensar que amigos são aqueles que convivemos diariamente e o afastamento quebra amizades mas que não há nada de mais errado. O tempo e a distância só interferem se permitirmos que aconteça.

Porque ontem foi Domingo...grrrrr!!!

Ontem foi Domingo...não é um dia fácil de passar. Eu sei que todos os dias são uma bênção mas o Domingo, tal como já referi num post mais antigo, é um dia que mexe com todas as minhas entranhas. Ao Domingo eu fico doente, triste, melancólica, depressiva, enervada, reles de aturar, preguiçosa, comilona e extremamente silenciosa. Já estou uma pessoa mais calada por força das circunstâncias, porque me sinto bem assim no tal "estado contemplativo" mas ao Domingo não só contemplo como me sinto um bicho de olhos arregalados e do tipo bomba-relógio do stress que me causa este dia em específico. Não sei se agravará o facto de saber que tenho uma segunda-feira à minha espera de cacetete na mão, sei que o clima não me afecta minimamente pois faça chuva ou sol sinto-me mal na mesma; não sei se é pelo facto de não puder ir a lado algum por culpa da confusão que odeio; se é pelos domingueiros que causam essa confusão; se é simplesmente porque é...Domingo!!! Certo certo é que chega a segunda-feira e estou exausta do dia anterior. Não fosse por coisas, se permitissem por lei um fim-de-semana de três dias, Domingo passaria a dormir! Juro que o faria!

Começou....

NÃÃÃÃOOOOOOOOO!!!!

Bom fds :)

BOM FIM-DE-SEMANA PARA TODOS!!!
OH YEAHH!!!!

P'ra outro mundo...vou é já!!!


"A carga pronta metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás "

Xutos e Pontapés - Contentores


Eles é que sabiam e estavam certos. Também quero ir...p'ra outro mundo, pode ser para Cabo Verde...faço o sacrifício... vá lá!!
Mas que porra, porque ainda não estou de férias quando estou tão mortinha de cansaço? Humm?? Ainda nem sequer planeei as benditas, não sei para onde vou, com quem vou, quando vou! Masoquismo idiota que me possui!!
Queria este ano fazer algo diferente mas já sei que vou é vê-las por um canudo e passa-las no local habitual...
O ano passado era para ir à Grécia...sim...teria sido bom se não fosse erros de cálculo de marcações de férias e acabei por ficar em terras de Portugal Continental!
De que me vale poupar um dinheirito se no final de contas ele fica lá parado à espera do não sei bem o quê?
Meto-me já armada em clandestina e vou sem destino...ai meto-me sim!!!

C'um carago...


Já lá vão quase 5 meses e continuo sem saber se vou ser tia ou tio!!!!
:p


É bem feito!

Quem me mandou lavar o carro ontem?

Os meus brinquedos eram mais fixes!

E eis o reencontro...
Eu tive um mealheiro Topo Gigio...era demais, esticava as patas e metia as moedas lá para dentro!!!
Os brinquedos que tinhamos à uns anos atrás de nada se comparam com os de agora. Lembro-me que tinha um muito engraçado, um bocado dificil de descrever mas não impossível. Era um macaco pendurado numa barra, carregavamos em dois botões de lado e ele rodopiava (penso que em algumas feiras ainda se encontram à venda)...era excelente, passava imenso tempo com isso. E estou a falar de quando tinha para aí uns 5 ou 6 anos se tanto!!
Não tive nada de excêntrico quando era nova, meus brinquedos eram simples, modestos e super divertidos porque exigiam da minha imaginação o máximo que conseguia. Brilhante como ainda tenho a percepção do que tornava real com a minha mente. Construia autênticas casas com os meus tachos e panelas e inventava uma série de histórias, mas na realidade o que me dava mais prazer era simplesmente montar a casa! Adorava quando minha mãe emprestava um lençol ou outro e o penduravamos nas cordas do estendal na varanda e construiamos uma cabana! Era uma tarde das arábias muito bem passada!
Tinhamos um sofá muito porreiro na altura e que pena de não o ter agora pois era bem giro. Fechado era uma poltrona ainda grandita mas desmontava-se e ficava tipo cama. Consigo visualiza-lo perfeitamente principalmente quando eu e minha irmã faziamos uma nave espacial com a parte desdobrável!! Loucura...indescritível o prazer que retiravamos dessas brincadeiras.
O mais parecido que tive com os famosos videojogos super modernos foi uma videogame preto de formato muito esquisito, super espacial com dois joysticks manhosos. Custava cerca de 5 contos na altura..muito caro mas mais barato que o que trazia os jogos do Super-Mário! Era o que podiamos ter!! Era um videogame que trazia 500 jogos!! Pois, pois...muitos deles não funcionavam. Foi o primeiro contacto com jogos como o Packman! Que medo..e a quantidade de vezes que partimos os joystick pela força que faziamos a fugir dos monstrinhos e lá tinhamos que desmontar os joysticks, sacar da cola-tudo e aguardar que aquilo secasse!! Ah ah ah!!!
Exigiamos mais de nós mas divertiamo-nos imenso. Adorei!

Pieces...


Às vezes estou assim...

Procura-se casa!!!

Estou à procura de casa...é verdade. Desde alguns meses para cá fui inundada com a vontade de construir meu ninho porque também já estou na idade, até parece mal ainda não o ter feito!!
Pensei que seria mais fácil e talvez até seja! Eu é que sou esquisita para caraças e não tinha noção disso. Como sou picuinhas com pormenores que nem ao diabo lembra. É que quero juntar a qualidade ao barato (ah pois!!!) e não é assim com duas tretas!
Quero me armar em mulher independente mas fina!! Não quero nada velho nem muito utilizado pois devo confessar desde já que existem algumas divisões que em casas usadas me fazem confusão: cozinha e casa-de-banho! Quase de certeza que quando o fizer terei que ir munida de uma sanita nova!!! Nada de confusões, pois só de pensar fico incomodada!
E casas? Semi-usadas ou novas (vá lá) e a preços que me permitam ter algum dinheiro para comer?? Onde? Onde? Ainda dizem que há crise e coisa e tal...mas não existem casas com mínimas condições de habitabilidade para arrendar a preços acessíveis. Querem-se fazer valer da dificuldade por parte dos bancos em conceder créditos para compra e "espetam a unha" no preço da renda. Não pode ser assim meus amigos, estou à procura de lar e tenho que comer, alimentar meu carro, pagar as contas e não prescindir de me mimar de vez enquando! Como é?!? Tenho que me mudar de malas e bagagens para localidades do interior??
Vou fazendo algumas pesquisas para ter uma certa noção do que existe ai no mercado, disponível e relativamente proximo dos requisitos que estabeleci mas tudo o que encontro até assusta. Tudo o que está acessível monetariamente é composto de pormenores tão macabros que me deixariam de olhos abertos à noite com medo de adormecer!
Mercado imobiliário vamos, oupa, apresenta-me propostas que valham a pena pois quero colocar em prática meu woman power!

Hoje apetecia-me...

Hoje eu queria estar a cumprir o meu desejo de consumo #1 de bon vivant e encontrar-me num spa paradisiaco, far, far away, esticadita ao comprido a receber uma estonteante massagem de relaxamento. Humm...como gostaria sim! Começaria o meu dia bem cedinho porque adoro a manhã com um belo de um pequeno-almoço, saudável mas farto, deitaria-me numa espreguiçadeira durante uma meia-horita a contemplar uma bela paisagem longe da confusão e seguiria para meia dúzia de tratamentos de mimo, porque sim, eu mereço! Não mexeria uma palha para nada!!
Um refugiozinho de tudo, descansar a mente e o corpo, entregar-me à preguiça e deixar-me à mercê de mãos estranhas (nada de fetiches...!!!) a descomprimirem os meus músculos.
Como me apetecia carregar no meu inner botão off e por dois dias apenas tratar do meu "porta-alma", meu corpo entenda-se, com tudo o que de bom existe na arte do dolce fare niente.
Eu quero, eu quero...como eu quero!!!

Já tive um destes em casa!!!


Lembro-me bem do tempo em que tinha esta pérola pendurada na parede da sala de estar em casa de meus pais. Uma época em que raras casas não tinham este valiosissimo retrato dramático do menino que chora! Lá esteve ele pendurado durante anos e anos sem ninguém questionar o bom gosto ou o porquê de alguém se ter lembrado de pintar uma imagem de um menino a chorar. Se fosse hoje, com tantas lutas contra a violência infantil, este retrato seria motivo de censura...sem dúvida, mas naquela altura era parte fundamental da decoração de qualquer lar português. Por entre paredes rosa, azul e amarelo torrado, e mesas com naprons de renda e estatuetas ridículas, figurava este retrato.
Melhor, em minha casa tivemos também a versão feminina...sim, a menina que chora!!! Porque somos uma família de igualdades e cá não há preferências, quando um chora o outro também.
Feliz o dia em que, por culpa do amadurecimento de nosso sentido de gosto e estética, eu e minha irmã propusemos a retirada dos quadros. Foi uma luta algo difícil mas conseguimos.
Mas não julguem que ele foi para o lixo...não! Está lá guardado para a posteridade, para as mentes mais cepticas que não acreditem como realmente os anos 80 e um pouco dos 90 foram visualmente agressivos.
Mas as modas são ciclicas...será que ele voltará?!? Já nem digo nada... .

Ausente mas sempre presente…pode parecer antagónico mas não. Estou viva e bem de saúde apenas em silêncio, no meu cantinho.
De forma natural entrei em estado de calma, de reflexão ou como minha amiga Carla do blogue Urushanti me diz, estou “em estado contemplativo” e como isso me soou tão bem.