Carência afectiva

Carência afectiva comparo-a a uma bebedeira, a nossa predisposição é outra, estamos mais abertos e receptivos do que o habitual. À primeira vista até nem soa mal mas a verdade é que o resultado nem sempre é o melhor.
Creio já todos termos passado por alguma fase de carência afectiva em que notamos que até um abraço de alguém menos próximo sabe bem, nos aquece a alma e dá-nos um certo conforto. É mais ou menos isto que se passa quando sentimos que nosso coração está a precisar de um mimo.
Acredito que sentirmos-nos sozinhos faz-nos procurar o que não devemos ou obriga-nos, consciente ou inconscientemente, a abaixar as expectativas que temos para nós. Tornamos-nos menos exigentes e mais tolerantes a situações que não serão as mais adequadas a nós, ao que queremos e realmente merecemos. Mesmo aquela pessoa cuja sms nos fazia revirar os olhos de repente até nem é desagradável uma vez que significa alguém ter-se lembrado.

Durante imenso tempo, mais do que devia, agarrei-me a uma paixão que não existia. Mesmo depois de terminado senti que deveria estar ali presa a uma pessoa, às lembranças do que senti no êxtase do momento que a conheci, do primeiro abraço, do primeiro sorriso, às expectativas que fui criando para mim fruto de sonhos de menina que nada tinham a ver com a pessoa que me acompanhava nessa fase mas comigo. À medida que os dias passavam a carência afectiva foi instalando-se como uma garra presa na pele. Era difícil distinguir se aquela mensagem de 'bom dia' era realmente carinho ou a eterna necessidade de sentir-me lembrada, ainda parte do presente sem admitir ser já personagem do passado. Verdade é que a situação arrastou-se por tempo indeterminado passando a distancia a ser a rotina habitual, sem questionar se estaria certo ou errado. O convívio com outras pessoas sem qualquer envolvimento maior também passou a fazer parte uma vez que o situação fantasma acabava por prender, a não deixar evoluir outras situações por receio de afastar de vez, de 'trair' o que um dia já foi. Deste modo, o que se procurava era algo fortuito, sem laços, sem compromisso, sem questões. 

Ora, estes são, a meu ver, alguns ingredientes para quem quer confeccionar a carência afectiva em banho-maria até estar prontinho a servir. Mas tudo não passa de uma bomba relógio e em contagem decrescente. Inevitavelmente a carência afectiva irá transformar-se numa enorme bola de frustração. Pensamos ter entrado num ciclo vicioso do qual só conseguimos sair quebrando com todas e quaiqueres amarras que, nos entretantos, fomos criando com situações passageiras e que nos mantinham à tona. Mas cansa estar sempre a tentar manter à tona. O corpo, a mente, a alma desejam chegar a terra firme, mais tarde ou mais cedo. 

A questão que se prende é se conseguimos manter o estado de lucidez de não necessitarmos de viver de pequenas migalhas de atenção e manter o compromisso connosco de esperar por dias melhores, por alguém especial, por aquilo que no fundo sabemos estar em consonância com a nossa natureza. Não sei se a carência afectiva é um vírus ou se parte de um ciclo até porque se verifica em qualquer pessoa em qualquer situação, não tem de ser necessariamente parte da vida de alguém descomprometido. 

Esta dependência que se cria face ao outro, mesmo para quem tem relacionamentos longos, tem de ser questionada para que se possa fazer um balanço e verificar se o que nos une é amor ou apenas hábito, comodismo ou receio da solidão. Mas que nos leva a procurar amor e afecto nos sitios errados isso leva, sem dúvida, o que por si nos 'empurra' para uma série de interrogações sobre quem somos, o que andamos aqui a fazer e se será apenas isto. Não podemos em momento algum questionar o nosso valor nem colocar de parte porque queremos sentirmos-nos amados. O amor-próprio tem de ser prioritário pois só ele nos conduzirá às pessoas e aos momentos que ambicionamos e de uma forma saudável.

Para refletir no sono e conversar amanha

Existe idade limite para ser Mãe?

O tempo vai passando, para todos com certeza, mas todos o sentimos de forma diferente. Alguns só se dão conta em circunstancias muito específicas como por exemplo em conversas saudosistas sobre a infância ou a adolescência. Quem nunca começou a recordar momentos e verbalizou um 'como o tempo passa?'. Quem nunca?
Mas a questão que mais me assombra cada vez que penso neste tema é o limite de idade para termos filhos. Ainda agora li uma capa de uma revista e uma breve passagem num post de uma figura pública que a fulana X vai ser mãe aos 41 anos. De repente o tema saltou na minha mente como uma pipoca quente. Sei que são cada vez mais as pessoas que têm filhos tarde mas não sei se concordo ou discordo. Não sou Mãe, ainda não tive a oportunidade de o ser, adorava, sei que seria uma excelente Mãe mas não surgiram as circunstâncias certas para que essa ideia fosse colocada em prática e suspeito que tão cedo não surgirão. Por isso já dei por mim a pensar e até mesmo em conversa com uma amiga isso assombrou-me, o receio de começar a contagem decrescente para puder concretizar este objectivo. No final deste ano farei 35 anos, a partir daqui começo a achar que fazê-lo será um acto egoísta de minha parte. Serei justa para com uma criança que ela venha a ter uma Mãe tão mais velha que ela que signifique que talvez não consiga acompanha-la nas brincadeiras quando atingir a idade de brincar? Ter um filho aos 40 anos significa ter 60 quando ela atingir os 20 anos. 60 anos é idade dos meus pais que já são avós por parte da minha irmã e já vejo bem como eles se esforçam para acompanha-los nas tolices. Provavelmente, face à vida actual, serão mais as vozes que concordam que não poderá haver um limite mas sem sombra de dúvida que minha mente concorda mais rapidamente com quem tem a possibilidade de ter filhos cedo, tal como os nossos pais faziam e convínhamos que as possibilidades financeiras não estavam muito longe das que vivemos hoje em dia. Seriam eles mais corajosos? Ou seremos mais racionais, mais ponderados do que eles foram?
Tenho pena de não ter sido mais corajosa nos meus ternos 20 e poucos anos, garantidamente que teria sido bem sucedida.

Os atestados de burrice

Alguma vez se sentiram zangados porque numa determinada situação sabem que a pessoa à vossa frente está a aldrabar ou a mentir ou a inventar com a tamanha certeza que vocês não percebem nadinha do assunto e por isso acham que vão cair que nem uns patos?
Pois eu já me encontrei nesta situação vezes sem conta (perdi a conta mesmo) em relação a uma pessoa em específico que, das duas uma, ou acredita na veracidade das suas próprias mentiras ou está convicta que eu sou burra que nem uma porta. Claro que sei que estas vezes que perdi conta foram todas as oportunidades atrás de oportunidades que fui dando à pessoa para mudar, para melhorar ou acordar de vez para uma realidade mais correcta, mia culpa, mas é fascinante ficar pacífica e serena a ver toda a cena acontecer. Nos início enervava-me, fazia-me imensa confusão, sentia-me ofendida pois não era possível aquela pessoa estar ali (pessoalmente ou por telefone) a desrespeitar-me daquela forma e a jurar de pés juntos que não fez, não sabe, e que nem tem ideia. Nas primeiras vezes chateei-me e muito, discuti, cansei-me, tentei fazer ver que não sou ignorante mas depois verifiquei que o erro não era meu e estava longe de ser meu. A pessoa não consegue controlar o impulso de mentir nem tem a capacidade de ser mais discreta nas suas acções de modo a não ser apanhada. Era péssimo estar naquela posição pois tentar fazer ver que seus actos eram tão transparentes, tão óbvios e que não dava para acreditar na sua versão dos acontecimentos era uma tarefa impossível. Eu estava perante alguém que achava ser íntegra, que não considera seus actos insultuosos, capaz de provocar mágoa. Quando é assim nem vale a pena insistir, é um caso perdido. Será alguém que irá aprender quando tiver de aprender e no seu momento, não no momento que eu ou outra pessoa acharmos ser o melhor. Se não aprender paciência para aqueles que não conhecem e que lidarão com este comportamento sem saber como o fazer.
Eu já sei e garanto que ficou uma lição para a vida.

Equilíbrio emocional

Manter o equilíbrio emocional é, sem sombra de dúvida, um dos maiores mas também melhores desafios que a vida nos impõe. Imensas questões nos assombram, preenchem a nossa mente, e para quem é mulher, ainda há a interferência do imaginário que prega imensas partidas, algumas vezes levando-nos a criar cenários hipotéticos que em nada ajudam.
Sempre fui uma dessas pessoas que, como já li em muitos lados em tom cómico, faz a pergunta, responde à pergunta e ainda fica put* com a resposta. E nem conto as vezes que ficava fula, dentro da minha cabeça, por uma situação que não tinha acontecido e nem iria acontecer. Soa a familiar?

Verdade é que para manter este equilíbrio emocional é necessário, antes de tudo, uma enorme força de vontade de encarar o 'monstro' de frente e quando falo em 'monstro' falo na situação que nos incomoda, ou o problema, ou a pessoa. Só assim somos capazes não só de ganhar forças, ficarmos mais fortes e capazes como também ultrapassar e seguir em frente.

Sim, bem sei como soa fácil, na prática é terrível. E é mesmo. Chegar até aqui tem sido uma batalha desesperante entre o 'quero estar sozinha' e 'venham a mim que não fui feita para solidão'. E em cada uma dessas opções criar também o equilíbrio que permita gozar cada uma delas de forma plena e sem stress.
Muitos defendem que tudo é uma questão de gostarmos de nós mesmos, de sabermos estar de bem connosco para partir para uma relação equilibrada com as outras pessoas mas nos dias que correm, e porque nós corremos com os dias também, fica complicado gerir o tempo, gerir as emoções e conseguir sentir alguma empatia connosco, com a pessoa que reflecte no espelho e entender as suas necessidades, as suas frustrações, os seus medos. 

Tenho tido a oportunidade de criar melhores condições para a construção de um Eu melhor através da empatia com amigas e do apoio que consigo lhes dar na sua luta com os seus 'monstros'. Tudo passa por conseguirmos ver o cenário de forma externa e cada vez que sentimos determinada opção, resposta e caminho a seguir, conselho a dar, ouvirmos-nos a falar e assimilar o que achamos ser correcto para a outra pessoa pois é uma crença nossa, que verbalizamos, que sentimos ser certa, uma intuição. É uma parte de nós que damos ao outro e como tal é verdadeiro. A partir daí tenho conseguido compreender-me melhor, parar para pensar no que vivo, no que vivi e no que posso fazer de diferente para não repetir erros ou sentir-me menos mal quando determinada situação acontece. Fica, sem dúvida, mais fácil criar empatia connosco quando conseguimos criar empatia com o mundo. As emoções não diferem muito entre nós, as situações também não e no fundo todos acabamos na procura de algo semelhante.

De resto, tem sido engraçado compreender como consigo ter mais controlo sobre as emoções a partir do momento que sei e compreendo como posso influencia-las, senti-las, interpreta-las. Teria dado jeito esta compreensão em todos os momentos que senti o tapete a fugir debaixo dos pés. Mas vou aprendendo algo novo todos os dias.


Campanha La Roche-Posay (Youzz)

Como já tinha dito, fui seleccionada para mais uma campanha pela Youzz e desta vez é a pele a receber carinho.
Para quem ainda não conhece, a Youzz dá a possibilidade de sermos parte activa das campanhas promocionais das marcas com que trabalha. É só inscrever, responder a uns questionários e aguardar ter esta sorte. Experimentamos o produto, oferecemos amostras e recolhemos opiniões. É o passa a palavra.

'Para melhorar a vida da pele sensível' é o mote da campanha da La Roche-Posay e a gama Lipikar é simplesmente um mimo. 


"Os produtos de cuidado diário ajudam a reparar a pele e restaurar as suas funções protectoras, com fórmulas ricas em nutrientes essenciais. As suas texturas agradáveis e ingredientes apaziguantes devolvem o conforto à sua pele. LIPIKAR continua a provar a sua eficácia em diversos ensaios clínicos, estabelecendo-se como uma gama de referência nos cuidados corporais da pele muito seca, tanto de adultos como de crianças. Sempre com a água termal de LA ROCHE-POSAY no centro da sua composição. Uma água com propriedades terapêuticas comprovadas, apaziguantes e suavizantes."



O que recebi com o kit:

- 1 carta de boas-vindas;
- 1 embalagem de LIPIKAR Leite

- 1 embalagem de LIPIKAR Óleo Lavante;
- 15 amostras tubo 15 mL de LIPIKAR Baume AP+ para distribuir pelos amigos, familiares e conhecidos;
- 1 bloco de questionários para amigos.

É meu dever já referir que o LIPIKAR Leite é fenomenal. Deixa a pele muito macia, cuidada, suave. Adoro passar à noite e deixar actuar durante a noite e tem um aroma muito agradavel. Depois do banho também é uma optima sensação para a pele.
O Oleo Lavante é bom mas no meu caso convém não usar muito. Minha pele é seca nas pernas por exemplo mas nas costas já não aceita tanta hidratação.
Tenho as amostras para distribuir e vou experimenta-los nos mais pequenos. Devem ficar ainda mais fofos com tanto miminho.