Isso sei que não quero


Não é tarefa fácil


Interiorizar



Tal e qual

"É difícil lidar comigo, é complicado entender-me. Às vezes grito outras vezes não suporto nem ouvir a minha voz. Às vezes acho-me sem graça e chata outras vezes discordo disso. Às vezes rio à toa outras vezes dói-me à alma ter que sorrir para alguém. Às vezes não tenho o mínimo de vergonha outras vezes não consigo dizer “olá” a um estranho. Às vezes odeio todo mundo outras vezes acho que foi precipitado generalizar. Às vezes acho-me cheia de amigos outras vezes acho que sou a pessoa mais solitária. Às vezes acho que odeio outras vezes acho que gosto e em ambas às vezes quase sempre mudo de opinião. Às vezes acho-me burra por ter errado outras vezes acho-me inteligente por ter aprendido com o erro. Às vezes sinto-me carente outras vezes não quero que ninguém nem me abrace. Às vezes não consigo dormir outras vezes não consigo acordar. Às vezes acho que chegou ao fim outras vezes acho que só começou. Às vezes sou insegura outras vezes sou um poço de segurança e certeza. Às vezes sinto demais outras vezes sou uma pedra de gelo. Às vezes acho coisas demais outras vezes acho que não acho nada e sinto-me muito confusa para entender isso. Às vezes sinto-me perdida outras vezes continuo  sentindo-me assim. Odeio decepcionar mas às vezes nem percebo o quanto consigo magoar alguém só com as minhas palavras."

Autor desconhecido

Conversas de cabeceira XII

- O que faz-te falta?
- Sinto-me de novo sozinha no meu canto.
- Mas entendes porquê?
- Entendo. Claro que entendo. E entendo também que o que sinto é muito culpa minha.
- Das cedências?
- Das cedências, do que abri mão, do que tenho noção estar a continuar a deixar de parte quando não devo.
- Tu vens sempre em primeiro sabes disso.
- Venho. E há tanta coisa que queria e quero fazer...
- O que te prende? Porque não o fazes?
- Algumas coisas parecem-me injustas...
- Podia ser mais fácil, é isso?
- Como é possível ter tão perto mas não puder gozar? Não puder desfrutar? Não me sinto igual aos outros quando deveria ser mais importante...
- Mais importante não digo, mas que deveria ser mais gostoso, dar mais gozo, isso sim. Também ainda não entendi o que impede.
- Já perguntei, vezes sem conta, e a resposta é sempre a mesma: 'não sei explicar'.
- Talvez até saiba mas a explicação não ser algo que vá agradar-te...
- Já pensei nessa hipótese. Não queria considerá-la mas quase de certeza é a mais acertada. Mas porquê quando os primeiros convites até foram da outra parte?
- Tentamos sempre agradar no início. Talvez tenha sido isso. Agora não há tanta razão ou motivo para 'agarrar'...
- Sinto pena, tristeza, desilusão por não despertar a vontade no outro de partilhar o que sabe e fazer-me sentir parte do seu mundo.
- Pode não ser conveniente...
- Pode. Pode não ser bom saber o mesmo, poder usar o mesmo. Parece-me ser mais agradável para o outro lado eu continuar na ignorância. 
- Deve ser mesmo um mundo que não quer que conheças, ou que ganhes gosto, ou que te percas...
- Deveria pensar o mesmo? Que corro esse risco de perder?
- Deves sempre, não apenas para estas situações mas para tudo.
- Será que não entende a importância que tem para mim aprender, saber, estar lá? Como iria fazer-me bem em vários níveis, pessoal, social...? Como iria aproximar-me em vez de afastar-me cada vez mais...
- Estás a afastar-te por isso?
- Estou. E muito. É a atitude que faz a diferença, o não querer, o rejeitar, o ignorar-me cada vez que, directa ou indirectamente, toco no assunto. Já demonstrei de tantas formas e em cada uma delas senti que falei para o nada, que bati numa parede, que não fez a mínima diferença.
- Pelo menos não a diferença que estarias à espera...
- Não mudou em nada e infelizmente sei que não irá mudar. 
- Assim é triste, verdade. Não havia necessidade de fazer-te sentir assim. Mas acredito que deve haver um bom e credível motivo.
- Mas se não queria, se sabia desse motivo não e justo que tenha incutido em mim a vontade para depois colocar-me de parte. É egoísmo.
- É triste...

Momento musical

Moods

Paris... era onde queria ir agora, sozinha ou acompanhada, era onde gostava de estar, apenas por estar. Porquê? Simplesmente porque sim, porque não é preciso haver razão para tudo e Paris soa-me bem.

Onde pára o velho blogger?

Porque se começa um blog? Porque, nos entretantos, achamos que estamos cansados demais ou com bloqueios de 'artista' e suspendemos? Porque muitos de nós, ao fim de alguns tempos, já não encontramos mais no blog o ninho, a casa, o poiso e vamos embora?

Estive ausente. Reparo que há mudanças demais no blogger e quase já nem entendo patavina de como ler o que escrevem ou fazer-me chegar aos outros. Do pouco que vi, já vi demais. Muitos dos que seguia deixaram, há já algumas semanas, alguns até meses, uma despedida, e pela data não regressaram mais. Até ver. O que aconteceu ao blogger nestes últimos meses? Onde param todos? Onde estão os vossos escritos que não os vejo? Porque estão a ir embora e só encontro futilidades?

Comecei este blog simplesmente porque apetecia-me ter um registo online de frases e citações que encontrava em livros e queria guarda-los de alguma forma que pudesse consultar facilmente. De repente, e como num passo de mágica, encontrei no blog um diário. Uma folha de papel virtual onde escrevia e escrevia sobre mim, sobre a vida, sobre tudo o que se passava nesta mente atribulada e o 'vício' de escrever entranhou-se. Passou a ser rotina. Depois de rotina, passou a passado. Mas é sempre nas alturas em que a mente já não consegue abarcar todo o turbilhão que reacende a necessidade de digitar, escrever sem parar sobre tudo e sobre nada. Cá estou de novo. Se houvesse um estágio na minha vida seria o estágio 'blogueiro'. 

Mas nada é como dantes. Ou melhor, sinto agora como senti no inicio, que escrevo apenas para mim, que o resto simplesmente desapareceu ou evoluiu de tal forma que não acompanhei e fiquei para trás. Não impede a minha escrita pseudo-criativa, os meus desabafos enfadonhos e confusos.
Eu escrevo, eu leio. O regresso às origens. Até é carinhoso. 

Momento musical

Procuro par de dança

Com o inicio da academia iniciam também as minhas actividades físicas. Como não poderia deixar de ser, ter um espaço aberto ao público que oferece saúde e bem-estar, até parecia mal eu não usufruir disso. E devagar lá vou retomando os meus treinos, as minhas aulinhas de localizada, algum zumba pelo meio e o corpo começa a agradecer esta grande atenção.

Confesso que até sinto o meu cérebro mais activo, minha memória, que estava a funcionar mesmo muito mal, sinto-a voltar às origens. E até na minha vida pessoal, esta energia toda e a força que estou a voltar a ter, está a ter os seus frutos ;)

Agora queria mesmo aprender a dançar. Tenho ido espreitar as aulas de ritmos afro-latinos. Sempre gostei de dançar e o meu corpo responde sempre quando algum ritmo toca. Inclusivé já estive mesmo para inscrever-me numa escola de dança, para aí há 3 anos atrás, coisa que adiei e deixei assim mesmo quando muitos dos meus amigos e amigas inscreveram-se. Mas agora que tenho um namorado dançarino (ai caramba!!) e que tenho as aulas a decorrer na academia sinto a crescer a vontade de conseguir mexer o meu corpo certinho, aprender os passos todos direitinhos e não mais ficar parada cada vez que vamos a um bar latino. É frustrante.

Mas o maior segredo para realmente aprender a dançar é ter um par. Tenho pensado seriamente em arranjar um. Já me questionaram porque não danço com o meu namorado visto ser ele professor. Mas professor é isso mesmo, professor, tem que dar atenção a todos e aulas privadas é para esquecer mesmo. Já tentamos e há algo que não funciona... sei lá, acho que fico meio envergonhada por não saber mexer-me como ele e não querer parecer mal frente a ele...isso retrai-me imenso. Prefiro mesmo encontrar alguém que seja tão nabo quanto eu para aprender a dançar. :)

Portanto meninos e meninas que ainda passem os olhos por este cantinho adormecido, se souberem de alguém, homem, jovem, interessado em aprender a dançar uma salsa, um chá chá chá, uma Rumba, etc e que não tenha par, avisem-me. 

Como já coloquei no post anterior a academia situa-se em Águas Santas, na Maia (Porto). A malta é toda divertida e as aulas são muito suavezinhas, às 6ª feiras das 21h30 às 23h30 para um final de semana em grande e como preparação para uma saída no fim-de-semana assim mais ritmado. ;)

Interessados? Mimimimimi