Viver em paz de espírito

Não existe nada mais valioso do que ter paz de espírito.
Nada melhor do que termos vontade de nos abraçar, sim, a nós mesmos e fazê-lo bem apertadinho como se estivéssemos a abraçar outra pessoa que amamos e que tão facilmente expressamos carinho. Fazer o mesmo em nós é poderoso, acreditem que sim e experimentem. Faço com muita frequência e sinto um imenso respeito por mim sempre que o faço.
Mesmo que a vida, no presente, não seja como gostaríamos, atingir a paz de espírito será o que nos vai permitir ter mais clareza de pensamento para saber escutar os planos, as vozes da nossa mente e do nosso coração, para ter a certeza do que realmente é o melhor para nós, o que devemos deixar de lado, o quê e quem devemos abandonar, o quê e quem devemos procurar para fazer parte da nossa vida, o que nos faz bem, o que nos faz sorrir.
Atingimos um patamar em que o comportamento dos outros já não nos afecta como antes. A opinião que emitem, os erros que cometem connosco, as tentativas de manipulação, as faltas de respeito, a falta de compreensão e o egoísmo são desvalorizados. Conseguimos ver a acção a acontecer, as atitudes a tomarem forma e mesmo que num primeiro momento nos atinja, quase que de forma imediata sossegamos pois sabemos que tudo o que estamos a criar a partir daí advém da forma como decidimos vivenciar o momento. Se nos permitirmos acalmar, respirar, pensar na outra pessoa, nos porquês de fazer ou dizer alguma coisa, vamos também permitir pensar como responder e se responder, vamos decidir o que é melhor para nós sem orgulho ferido, sem sentimento de revolta ou de punição. É reconfortante quando passamos a terá noção do nosso poder sobre as coisas e sobre a forma como permitimos que nos afectem ou não. Tudo se alinha de forma natural e sentimos tudo à nossa volta menos tenso, menos preocupante, menos penoso.
A paz de espírito permite-nos acordar num dia frio com um sorriso no rosto, agradecidos da noite quentinha que tivemos, da roupa que nos aconchegou o corpo, da forma como nos sentimos confortáveis e estamos preparados para receber mais um dia. Fazer planos, bons, produtivos, a pensar em nós, o que podemos fazer por nós que nos permitirá ajudar também os outros.
A nossa sensibilidade está presente de outra forma, não sofrida, não magoada com o mundo, não sempre na defensiva farta de 'levar porrada', mas uma sensibilidade mais carinhosa, mais receptível a outros estímulos do dia, da vida.

Claro que não ficamos bestas, nem adormecidos, incapazes de sentir tristeza ou mágoa. Sentimos tudo e se calhar até mais mas a forma como lidamos com isso passa a ser menos desesperante. Eu sei que, muitas vezes, tinha algo parecido a mini ataques de pânico, arritmias, passava a ter visão em túnel, tudo se fechava à minha volta e obcecava com determinado assunto, ou mensagem, ou pessoa. Não conseguia pensar, mergulhava em areias movediças que pareciam engolir-me a cada braçada que dava. Não era saudável, não era o que queria para mim, não poderia permitir que afectassem tanto o meu ser. Mudar era inevitável, ter paz de espírito era fundamental para seguir. As rugas estão a aparecer, a vida está a passar e o tempo é demasiado curto para ficar se preso ao que não serve.

Quando a mulher é mais velha

Os tempos são outros, muitos hábitos mudaram, muitos valores também e com eles a forma de ver a vida. O tema não é, em nada, novidade, aos anos que mulheres mais velhas se relacionam com homens mais novos, contudo, é um tema que me prende um pouco e um terreno frágil. Será mesmo possível e viável uma relação em que a mulher é mais velha que o homem, vamos apontar, uns 10 anos? O contrário não me faz confusão. Tenho uma veia conservadora que cria a imagem do homem como alguém protector e um sério caso de 'daddy issues', por isso entendo o relacionamento da mulher com um parceiro mais velho como algo mais 'natural'. É errado, eu consigo ter uma certa noção disso, mas são estruturas, valores que me definem. Talvez por isso veja com alguma dificuldade algo dar certo quando a mulher é mais velha. Se conhecer alguém bem mais novo, mesmo que interessante, crio imediatamente um bloqueio, uma barreira e retiro qualquer possibilidade de avançar em algo mais.
Será que ainda se verifica assim uma disparidade tão grande de amadurecimento que justifique meu argumento? Será ainda normal que se associe a protecção a alguém mais velho ou é desadequado aos tempos que correm?
Infelizmente são raros os casos que tenho conhecimento daí não ter uma noção mais realista e mais ajustada. Tudo gira em torno de uma ideia que me foi imposta, de algo que sempre considerei como normal, a norma, a regra. Lembro-me de ter tido uns flaches deste assunto ainda em adolescente e achar que determinado casal era 'muito à frente'. O certo é que eu é que fui ficando muito 'atrás' no tema. Mas fico na dúvida se algo assim também se altera como todas as outras estruturas se têm vindo a alterar. Falamos de diferenças de crescimento, de amadurecimento, de comportamento. Não sei até que ponto isso tenha vindo a sofrer algum desvio e o que me ensinaram sobre as meninas e os meninos já ser um conceito ultrapassado. Ou então, a partir de que idade podemos considerar que homem e mulher atingiram um igual patamar onde se encontram ideais, vivências, experiências, objectivos que tornem a diferença de idades apenas um número? E será que isto que acabei de escrever existe e faz sentido?

Obrigada a vocês

Depois de algum tempo ausente e de um regresso meio a arrastar, estou aqui com garra, cheia de ideias, pronta a partilhar nao apenas burrices, tolices e estados bipolares mas uma alma transformada, renovada, cheia de amor para dar.
Tem sido muito bom ver o número de visualizações do blog aumentar de dia para dia e sentir a vossa presença, a maioria ainda que leitor silencioso mas que está comigo, que visita, que tem tempo para ler e reflectir comigo, para partilhar uma opinião, fazer-me sentir escutada.
A vocês o meu muito obrigada por me fazerem sentir de nosso em casa.
É simplesmente um prazer ter-vos por perto.

Mindfulness afinal o que é?

Numa tradução literal é atenção plena, ao momento, às circunstâncias, a si mesmo sem julgamentos.
Ontem assisti a uma masterclass online, gratuita, sobre o tema. Sou sincera, esperava um pouco mais. No nosso país esta temática ainda está a dar passos de bebé e a masterclass foi um pouco uma introdução ao temamais pareceu um momento de publicidade aos cursos pagos que têm agendados. Mas sou justa, há cerca de um ano que ando a seguir e a aprofundar o meu conhecimento em outras paragens, internacionais, onde nada disto é novidade e o que se aprende é de um nível bem mais avançado. Mas fico contente que em português se comece a desenvolver um pouco mais algo que me apaixona, pode ser que as palestras, os retiros, os grupos de debate aumentem, cresçam.
Conhecer as 9 atitudes do Mindfulness e incorporar a sua prática no meu dia-a-dia tem sido um importante passo no meu desenvolvimento pessoal. Partilho convosco essas 9 atitudes: não julgar, ser paciente, ter uma mente de principiante, confiar, não 'lutar', aceitar, deixar ir, ser grato e ser generoso. A ordem não tem de ser necessariamente esta, não há uma ordem a seguir, nada é rígido a esse ponto. O importante é coloca-las em prática.
Cultivar a filosofia do Mindfulness, uma consciência não julgadora, a cada momento, não é tarefa simples. Eu mesma acabei por emitir um juízo de valor em relação à Masterclass em vez de apenas aceita-la como foi e absorver o conhecimento que partilhou. Não tive uma mente de principiante olhando o conhecimento como se fosse algo novo. Não julgar é uma das tarefas mais árduas que o ser humano tem de realizar, muito em parte por estarmos tão envolvidos em estados mentais condicionados,  por termos uma constante necessidade de comparar, de exigir.
Quando começamos a cultivar esta consciência Mindfulness em nós é importante trazer estas 9 atitudes de forma a fazê-lo de um modo natural, sem forçar nada, sem esperar atingir um estado iluminado e consequentemente uma expectativa frustrada. Mas tudo isto exige tempo, para nós. Exige estarmos conscientes que é bom parar de vez enquando, parar a roda que nos colocamos diariamente e meditar, não necessariamente de pernas cruzadas e dedos colados, nada disso. É simplesmente parar, qualquer lugar serve desde que nos deixem parar, e em vez de continuarmos a pensar na imensidão de coisas que temos para fazer, vivendo constantemente num estado de ansiedade, apenas sentir a nossa respiração, a forma como entra no nosso corpo e nos preenche, como sai do nosso corpo e nos liberta, como o oxigénio alimenta as nossas células, uma a uma, e agradecer. E se acharem que naquele momento nada têm a agradecer porque estão imersos em problemas, agradecer simplesmente o acto de respirar. 

Convido a aprofundarem mais o tema e deixo aqui um link interessante e em português sobre as 9 atitudes. Se estão interessados em mudar alguma coisa em vocês, na forma como vivem, se estão cansados de uma vida pautada por constantes montanhas-russas e desejam olhar o mundo com outros olhos, mais calmos, mais preenchidos, mais de acordo com quem éramos antes da sociedade ditar que devemos ser, se calhar apreender algumas destas atitudes, aos poucos, não será má ideia.
Fica o convite.

A roupa esconde muita coisa boa ou má?

Por muito que alguns pensem o contrário eu sempre agradeci e irei sempre agradecer ao facto de andarmos vestidos porque se andássemos nus iria ser ou chocante ou hilariante.
Ainda no outro dia fiz essa micro-análise no balneário do ginásio. Eu sei, não é simpático fazê-lo mas todas nós o fazemos, eu estou a admitir a minha quota de culpa. E se o estou a fazer no ginásio é porque estou a fazê-lo em pessoas que estão a lutar por mudar e melhorar. Têm o seu mérito e eu também tenho espelhos.
Mas o que realmente importa agora é que a roupa, sem sombra de dúvida, influencia o nosso comportamento, a nossa forma de estar e de ser. George Michael no auge dos 90's cantava que 'the close don't make the men' mas tenho de discordar George, they do, a lot. Acredito que se andássemos todos nus não haveriam narizes empinados, manias de grandeza (exceptuando alguns casos) e seríamos todos muito mais tolerantes uns com os outros.
Sendo assim, a roupa beneficia ou não o ser humano? Climas, necessidades de agasalho e protecção à parte, será que a roupa não esconde quem realmente somos, na essência, na forma de ser?
Pessoalmente sinto, num dia em que esteja com uma roupa mais 'pimpona' uma maior segurança, ou maior sensualidade. Com uma roupa menos bem escolhida até parece que me escondo. Da mesma forma, quando visto o pijama em casa parece que tiro de cima de mim uma carga imensa de responsabilidades que parecem vir nas fibras da roupa. 
O que a roupa significa para nós? Já não se trata apenas de agasalhar do frio ou proteger do calor, mas agasalhar e proteger a alma de um tipo de ameaça que achamos vir do outro, dos juízos de valor que fazemos (que se calhar nem existiriam se a norma fosse andar nu). Na realidade somos camadas e camadas de protecção de uma forma de ser demasiado bonita para viver escondida mas também demasiado bela para ser destratada. 
Contudo, ainda bem que tapamos o que devemos tapar, mesmo que nos dias de hoje esteja quase quase ao léu, ainda está tapado o suficiente para andarmos descontraídos. O corpo às vezes não faz justiça à beleza da alma!

3 coisas a fazer para superar qualquer revés na vida

Às vezes, não importa se nos sentimos positivos ou se somos optimistas, algumas coisas na vida inevitavelmente dão errado. E muitas dessas coisas podem estar completamente fora de nosso controle. Talvez a nossa confiança seja traída num relacionamento ou um negócio que estamos a investir cai completamente, ou sentimos-nos desanimados.
Qualquer que seja o problema, não é raro ter uma reacção emocional automática para a situação: frustração, ansiedade e talvez até mesmo raiva.
Mas contratempos como estes não têm necessariamente de ser encarados com todo o desânimo e toda a enorme luta que muitas vezes achamos.

Neste vídeo que partilho convosco, Sonia Ricotti compartilha três dicas simples para liberar rapidamente as nossas cargas negativas, mudar a nossa mentalidade e começar a ouvir a nossa voz interior para todas as respostas que precisamos.



Gosto de estar a par destes temas, gosto ainda mais de partilha-los convosco. Podem ser ignorados ou podemos perder uns minutos a ver, a pensar, a nos envolver em algo que pode dar-nos novas ideias, aquele pequeno abanão, o momento a-ha.
Num primeiro momento lutamos contra, estamos cansados destas temas de auto-ajuda, não temos paciência para quem acha que sabe de tudo e se põe a dar conselhos aos outros. mas, na verdade, tenho seguido há muito tema temas de Mindfulness e sinto-me renovada. É um processo gradual, exige paciência mas garantidamente funciona. Quando olhamos para trás percebemos que nosso pensamento mudou, que reagimos de forma mais adulta, mais racional, mais calma às situações e acreditem, tenho várias que já me fizeram trepar paredes.

Parisienses emocionados abraçam muçulmano


Tenho que partilhar o vídeo, a notícia que circula desde ontem à noite porque continua a haver algo que defendo e acredito: a humanidade.
Nem todos somos bestas, nem todos somos selvagens, nem todos somos terroristas ou assassinos.
Acredito que, da mesma forma que facilmente nos unimos pela causa da guerra, nos deveríamos juntar pela causa amor, pela paz, pela tranquilidade, pela alegria. Não quero viver num mundo onde olho as crianças e penso o que será do futuro delas e no que eventualmente poderão vir a sofrer pelo que os adultos estão a fazer agora. Não quero viver num mundo onde andamos com medo, com fome de vingança, com ódio. Viver assim é baixar os braços e ceder ao terrorismo.
Abracem-se e mostrem respeito uns pelos outros.

Miaus maus amigos dos buuus

Há quem brinque e afirme que, se nos sentirmos sozinhos nada melhor de que ligar a tv, colocar um filme de terror e imediatamente esse sentimento desaparece. O mesmo acontece para quem tem gatos. Os gatos e as suas várias manias, uma das quais ficar a olhar fixamente para o nada, de olhos esbugalhados e assustados ou usar o mesmo tipo de olhar mas a seguir algo lentamente, algo que nós não vemos. O meu faz isso constantemente. Fico a imaginar a paródia, invisível aos meus olhos, que acontece cada vez que estou descansadinha no sofá.
Mas afinal, para onde eles olham? Será que eles sabem que essa é uma merda que assusta os humanos e usam de propósito para se divertirem? Conspiram para que o dono deixe de olhar para a TV ou para o livro e passe a olhar para eles? Egocêntricos! 
Enquanto desconheço porque meu Ruca Francisco me prega estas partidas, cada vez que acontece falo para o ar um 'vai ter com os teus' ou ' vai em paz'. Descansa-me que 'eles' saibam que não quero brigas! E nada melhor que pensar nisto à 1h da manha, vou nanar aconchegadinha. Buuu!!

Bom dia cão!!

No outro dia dei por mim a pensar na facilidade que temos em cumprimentar e falar com um animal mas somos, contudo, demasiado fechados e até sisudos para com outros seres humanos (exceptuando as crianças, é claro). Ainda ontem tive acesso a um cartoon bastante engraçado que ilustrava uma mulher a chegar a casa, e de forma entusiasta, cumprimentava o cão, perguntava-lhe como ele estava, como lhe tinha corrido o dia e enchia-o de beijos e carinhos. Assim que cruza com o marido trocam um singelo 'olá'. Em alguns casos até pode parecer extremo mas acontece com mais frequência do que se pensa. O cartoon tinha tanto de piada como de ironia. 
Mas, nem de propósito, hoje tive um episódio caricato que, apesar do miolo da história ter decorrido na minha imaginação, não deixou de ter piada. Ao chegar a casa dos meus pais encontro, com regularidade, um cão rafeiro, muito fofo, antes abandonado mas há bem pouco tempo acolhido por uma vizinha e baptizado de Pantufa. O Pantufa tem aquele 'belo' habito dos cães de correr atrás dos carros, ou dos pneus dos carros, desconheço o que os motiva. E lá estava ele a ladrar ao meu carro enquanto o estacionava. Acalmou assim que saí e o cumprimentei. Dou-lhe sempre uns cafonés na cabeça e 'falo' com ele. Uma senhora acabou por passar por nós, eu estava debruçada, quase ao nível do Pantufa e até desviei-me para ela passar melhor, olhou na nossa direcção e mandou três beijocas para o ar. Bem, eu bem sei que as beijocas eram para o cão, mas não deixei de pensar como seria engraçado se eu, num impulso, retribuisse o gesto e mandasse três beijocas para ela. Seria, no mínimo, embaraçoso para ambas. Ri-me, sozinha, do cenário que tinha acabado de criar na minha mente.
Mas, na verdade, as pessoas estão tão habituadas a este tipo de comportamento, a tornar outro ser humano invisível, que nem se quer lhes passa pela cabeça que têm um gesto de boa educação e mimo para com um animal mas de completa ignorância com um semelhante.
Chegando a casa contei este episódio à minha mãe que acabou por partilhar outra situaçao do género. Minha sobrinha, uma bomboca de 6 anos, num passeio a pé com a avó, passa por um senhor que passeava o cão. Nada mais natural para a miúda do que dizer ' bom dia, cão'. Claro que a minha mãe apelou ao coração dela e lhe disse que o senhor tinha ficado triste por não ter recebido a mesma atenção. E este tipo de situação não lhe foi ensinada, pelo contrário. Acho mesmo que a reprogramaçao do nosso adn chegou a este ponto e vai passando de geração em geraçao com tendência a piorar. 
Claro que a minha sobrinha não recebeu um bom dia de volta, mais depressa lhe terá respondido o senhor, educadamente e em nome do cão que, coitado, não fala a nossa língua. E na minha historia a senhora lá foi à vida dela, de sorriso no rosto porque havia uma atmosfera de carinho no ar mas sem beijos. O Pantufa não retribuiu.

Allô Allô e as premonições

Ainda não tive oportunidade de averiguar se este mesmo anúncio passa nas outras rádios mas alguém já escutou com atenção, na rádio M80, o anúncio ao espectáculo Allô Allô que esteve no Teatro da Trindade em Lisboa e estará no Porto, no teatro Rivoli, neste mês de Novembro?
Quiserem fazer o trocadilho usando a célebre frase 'i shall say this only once', utilizada pela personagem Michelle Dubois, devidamente traduzida, e usam referências à mítica série no intuito de nos fazer relembrar e cativar, mas terminarem o anúncio, que sublinhe-se, já está no ar há algum tempo, com sons de metralhadora é, no mínimo, uma ironia incrivelmente tristonha. Não tinha tomado atenção a esse detalhe até agora e confesso que arrepiei-me ao ouvir o anúncio pela milésima vez mas com outra atenção.
A junção da ideia de uma sala de espectáculos ao som de tiros de metralhadora é, passo a expressão, de uma 'pontaria' aterradora.
Ao ser humano que teve a ideia criativa criada no anúncio fica um apelo: quais as suas próximas ideias para anúncios? Envolvem bombas, explosões ou qualquer outro elemento bélico? Por favor, avise. Está a ter acesso a informação exclusiva.

10 Most Powerful Affirmations


Today I got a surge of inspiration and wanted to share with you 10 of my favorite, most effective affirmations, so you can magnify the power of your visualizations!


My Top 10 Affirmations:

1) I am successful in everything I do
2) My life is filled with abundance
3) Every cell in my body vibrates with positive energy
4) I am worthy of love
5) I easily manifest my dreams
6) I am calm and relaxed in every situation
7) Money flows freely and abundantly into my life
8) My potential is limitless
9) My heart is a magnet that attracts more of everything I desire
10) I radiate love and happiness every single day


Quick tip: At the end of reading these affirmations, I always say 'I choose to create all of this or something better' to attract even more than my imagination allows me to see right now!

So I hope you enjoyed reading them :) I challenge you to say some out loud today and see how great it makes you feel.

Have a great day!!!

Os famosos e o NÂO às vacinas

São várias as figuras públicas que se têm demonstrado contra a vacinação dos filhos. Mais recentemente, Justin Timberlake e Jessica Beil tomaram algumas decisões polémicas no que toca à saúde do filho, Silas, e a internet não perdoou. Chovem críticas e há mesmo quem os chame de maus pais. Segundo fontes próximas do casal, a decisão prende-se com o facto de consideraram que a vacinação possa trazer complicações à criança. Contudo, estas não são as únicas figuras públicas que têm tomado esta posição. Nomes como Jenny McCarthy, Kristin Cavallari e Alicia Silverstone têm demonstrado a mesma vontade. Será correcto?
É esta a questão que se põe com uma moda que já faz furor nos Estados Unidos e na Europa há mais de um ano e que começa a chegar a Portugal, a moda de não vacinar os filhos, incluindo as vacinas gratuitas do Plano Nacional de Vacinação.
O que nos faz pensar que a vacinação é uma coisa do passado? Quando atingimos este patamar de segurança e conforto ao ponto de abrir mão de algo que contribuiu imenso para a diminuição da mortalidade infantil? Uma vez mais, pelas mãos do mediático casal Justin e Jessica, a questão vem a público. Até onde podemos, como comunidade, intervir quando um pai decide tomar uma decisão que não interfere unicamente na saúde do seu filho mas na saúde da colectividade?
Em primeiro lugar, estas pessoas são influenciadores de opinião e eles sabem-no muito bem. Não é por acaso que são pagos a peso de ouro quando contratados para anúncios publicitários. Têm um grande número de fãs que seguem religiosamente os seus passos. Por isso pergunto, até que ponto notícias como estas deveriam correr jornais e revistas sem se pesar o quanto vão influenciar o público em geral? Poderão ser vistas como forma de aviso ou propaganda? Quantas crianças deverão ter deixado de ser vacinadas porque os pais se deixaram convencer que, se os filhos das figuras públicas não o fazem porque a vacinação acarreta riscos, segundo palavras dos 'famosos', os filhos deles também não deverão tomar? Em segundo lugar, deixar de vacinar um filho significa colocar em risco as outras crianças que com ele irão partilhar escola, recreio, centro de saúde e a todos os lugares por onde passar. Em 2014, escrevia Daniel Oliveira no jornal Expresso:

'É discutível se um pai pode decidir não dar ao seu filho os instrumentos fundamentais para defender a sua saúde. O que não é discutível é se ele pode tirar aos nossos filhos e a nós próprios esses instrumentos. E é disso que se trata. As vacinas são uma proteção coletiva, não individual. Elas garantem uma imunidade de grupo (ou "efeito de rebanho"). Quanto mais pessoas não forem vacinadas, maiores riscos de contração da doença existirão para todos, mesmo para aqueles que são vacinados. Se uma parte substancial da população deixar de se vacinar é toda a comunidade que perde a sua atual imunidade. Quando um pai decide que o seu filho não se vacina está a abrir uma brecha e pôr-nos a todos em perigo.'

Acredito que exista um lobbie imenso em torno das vacinas e das farmacêuticas, que cada vez mais impingem uma carrada de vacinas a custos exorbitantes que levem muitos pais a tomarem a decisão de 'adiarem' a vacinação, mas da mesma forma, estou convencida que existem passos básicos que deverão ser dados no que toca a protegermos as nossas crianças de epidemias que já afectaram a população. E se tomamos a decisão de colocar uma criança no mundo há que fazer contas a todos os custos que acarreta, sim custos, muitos, enormes, assustadores. Esses passos básicos não podem ser esquecidos, ignorados, deixados de lado por convicções e filosofias modernas, que estão na moda. 
Como proteger as nossas crianças das convicções de um adulto? 
Como confiar as nossas crianças a uma creche, a uma escola sem, de antemão, haver um registo de quem é a favor ou contra a vacinação de modo a também ser um requisito de selecção e escolha por parte dos pais?
Porque insistimos em mudar o que está certo, o que funciona?


Paris still is the city of lights

We really need to think about what we are doing to the world and to ourselves. There is no words to even try to describe the horror it must have been last night in Paris.
What makes me proud is to see most of the countries united to fight against the nightmare this motherfuckers bring to our lives.
But it is terrifying to think if something like this happens here, in Portugal. Are we prepared to such a disater? Do we have means, is our army ready, is the police capable of doing the same thing we saw yesterday? I know we are not safe from this cowards but can we trust we are going to be rescued, we will have our own heroes?
All our prayers are not only with does who left but with the ones who lived and will continue living for a long time the horror, the pain, the fear.
As a human being i apologize for what we do to each other. This is why i always joke about how it would be so good if we were all like my cat. I guess being the 'racional ones' is not that sparkling. God bless our souls, for those who still have one.

Renascimento

Dizem que mudanças ocorrem em ciclos de 7 anos. Não fazendo ideia se está de acordo ou não, não quero fazer contas aos anos e às situações, o certo é que a necessidade de mudança impera e com ela o desejo de renascer. 
O reflexo que se espelha já não é o mesmo, já não está de acordo com o que se vinha a mostrar até agora. A vontade de apagar tudo, eliminar os registos, a existência foi, muitas vezes, ponderada, mas o carinho, a dedicação colocadas durante anos tornou difícil tomar essa decisão. E sendo assim, renasce o Sílvia Maria blosgspot.
Não foram precisas reuniões de trabalho mas sim encontro de bons amigos para que o impulso fosse sentido nessa direcção. Se há talento ou não, pouco importa, não se espera uma qualificação nem prémio final, apenas um bom acompanhamento e uma partilha de ideias. Os bloqueios vão desaparecendo, as ideias começam a borbulhar (algumas em horas muito impróprias), a vontade de escrever e de ser lida entrou a bordo do space shuttle e os motores iniciados.
As mudanças serão visíveis nos textos, na informação partilhada. na alma renovada que estrutura um pensamento mais maduro, mais confiante, mais consciente. 
Bora lá, vamos falar um pouco da vida. Vamos ser sarcásticos, frontais, hipócritas, malucos, honestos, engraçados, divertidos, melancólicos e depressivos. Vamos ser humanos.
All abord!!