A roupa esconde muita coisa boa ou má?

Por muito que alguns pensem o contrário eu sempre agradeci e irei sempre agradecer ao facto de andarmos vestidos porque se andássemos nus iria ser ou chocante ou hilariante.
Ainda no outro dia fiz essa micro-análise no balneário do ginásio. Eu sei, não é simpático fazê-lo mas todas nós o fazemos, eu estou a admitir a minha quota de culpa. E se o estou a fazer no ginásio é porque estou a fazê-lo em pessoas que estão a lutar por mudar e melhorar. Têm o seu mérito e eu também tenho espelhos.
Mas o que realmente importa agora é que a roupa, sem sombra de dúvida, influencia o nosso comportamento, a nossa forma de estar e de ser. George Michael no auge dos 90's cantava que 'the close don't make the men' mas tenho de discordar George, they do, a lot. Acredito que se andássemos todos nus não haveriam narizes empinados, manias de grandeza (exceptuando alguns casos) e seríamos todos muito mais tolerantes uns com os outros.
Sendo assim, a roupa beneficia ou não o ser humano? Climas, necessidades de agasalho e protecção à parte, será que a roupa não esconde quem realmente somos, na essência, na forma de ser?
Pessoalmente sinto, num dia em que esteja com uma roupa mais 'pimpona' uma maior segurança, ou maior sensualidade. Com uma roupa menos bem escolhida até parece que me escondo. Da mesma forma, quando visto o pijama em casa parece que tiro de cima de mim uma carga imensa de responsabilidades que parecem vir nas fibras da roupa. 
O que a roupa significa para nós? Já não se trata apenas de agasalhar do frio ou proteger do calor, mas agasalhar e proteger a alma de um tipo de ameaça que achamos vir do outro, dos juízos de valor que fazemos (que se calhar nem existiriam se a norma fosse andar nu). Na realidade somos camadas e camadas de protecção de uma forma de ser demasiado bonita para viver escondida mas também demasiado bela para ser destratada. 
Contudo, ainda bem que tapamos o que devemos tapar, mesmo que nos dias de hoje esteja quase quase ao léu, ainda está tapado o suficiente para andarmos descontraídos. O corpo às vezes não faz justiça à beleza da alma!

8 comentários:

  1. Também pode ser um factor de descriminação, daí terem surgido as fardas, os bibes, os trajes, ... onde se nivelavam as pessoas todas no mesmo patamar. E sim, se eu andasse nua definitivamente não tinha a mesma segurança :)

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    1. Sabes lá?!? Podias andar sempre a ouvir assobios e piropos. Até o fazeres não sabes.
      Sim, as fardas e trajes surgiram exactamente com o intuito contrário, colocar todos iguais para não haver discriminação. Não é bonito mas a ideia faz sentido, talvez porque saibamos bem como nos distinguimos uns aos outros pela roupa que vestimos.

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    2. Melhor não tentar... ainda ia presa por atentado ao pudor e agressão às vistas dos outros :P

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    3. Agressão?! Tens-te em boa conta, estou a ver! Ainda ficavas famosa, com jeitinho.

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  2. Concordo plenamente contigo.
    Se vestir uma roupa "mais bonita" sinto-me logo melhor. Se por sua vez acordo com pressa e visto só a primeira coisa que me aparece á frente, ando o dia todo de astral em baixo e com um sentimento de "trambolho".
    Para mim sem duvida que a roupa é importante, esconde muita coisa e torna-nos mais apresentáveis.
    Ahhh e no ginásio faço o mesmo, lamento. ahahah.

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    1. Trambolho, é isso mesmo! Soa a couve mas o sentimento está lá. Não somos sexys, não andamos mais seguras, não desfilamos...isso vai reflectir-se até na forma como nos relacionamos com quem nos cruzamos.
      Bem...não andas no mesmo gym que eu pois não? :D

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  3. Sou forçada a concordar. A minha mãe costuma dizer que a roupa esconde muitas misérias (do corpo, claro)! Confesso que se tivesse de andar nua não me sentiria tão bem. Isto, pelos estranhos, porque, por exemplo não tenho qualquer problema com o meu marido e com as minhas filhas. Mas, uma coisa que me faz impressão é o tempo que as pessoas, nos ginásios passam nuas, pavoneando-se entre um creme e outro no meio de pessoas completamente desconhecidas. Pelo menos, quando eu fazia natação era assim e as mais velhotas eram as mais à vontade.

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    1. Nos balnearios, o cenario continua igual. Sao pessoas com um grande à vontade, como se costuma dizer.
      Mas tua mae tem toda a razao. A roupa nao so esconde com da a ilusao de algo muito diferente.

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