Os famosos e o NÂO às vacinas

São várias as figuras públicas que se têm demonstrado contra a vacinação dos filhos. Mais recentemente, Justin Timberlake e Jessica Beil tomaram algumas decisões polémicas no que toca à saúde do filho, Silas, e a internet não perdoou. Chovem críticas e há mesmo quem os chame de maus pais. Segundo fontes próximas do casal, a decisão prende-se com o facto de consideraram que a vacinação possa trazer complicações à criança. Contudo, estas não são as únicas figuras públicas que têm tomado esta posição. Nomes como Jenny McCarthy, Kristin Cavallari e Alicia Silverstone têm demonstrado a mesma vontade. Será correcto?
É esta a questão que se põe com uma moda que já faz furor nos Estados Unidos e na Europa há mais de um ano e que começa a chegar a Portugal, a moda de não vacinar os filhos, incluindo as vacinas gratuitas do Plano Nacional de Vacinação.
O que nos faz pensar que a vacinação é uma coisa do passado? Quando atingimos este patamar de segurança e conforto ao ponto de abrir mão de algo que contribuiu imenso para a diminuição da mortalidade infantil? Uma vez mais, pelas mãos do mediático casal Justin e Jessica, a questão vem a público. Até onde podemos, como comunidade, intervir quando um pai decide tomar uma decisão que não interfere unicamente na saúde do seu filho mas na saúde da colectividade?
Em primeiro lugar, estas pessoas são influenciadores de opinião e eles sabem-no muito bem. Não é por acaso que são pagos a peso de ouro quando contratados para anúncios publicitários. Têm um grande número de fãs que seguem religiosamente os seus passos. Por isso pergunto, até que ponto notícias como estas deveriam correr jornais e revistas sem se pesar o quanto vão influenciar o público em geral? Poderão ser vistas como forma de aviso ou propaganda? Quantas crianças deverão ter deixado de ser vacinadas porque os pais se deixaram convencer que, se os filhos das figuras públicas não o fazem porque a vacinação acarreta riscos, segundo palavras dos 'famosos', os filhos deles também não deverão tomar? Em segundo lugar, deixar de vacinar um filho significa colocar em risco as outras crianças que com ele irão partilhar escola, recreio, centro de saúde e a todos os lugares por onde passar. Em 2014, escrevia Daniel Oliveira no jornal Expresso:

'É discutível se um pai pode decidir não dar ao seu filho os instrumentos fundamentais para defender a sua saúde. O que não é discutível é se ele pode tirar aos nossos filhos e a nós próprios esses instrumentos. E é disso que se trata. As vacinas são uma proteção coletiva, não individual. Elas garantem uma imunidade de grupo (ou "efeito de rebanho"). Quanto mais pessoas não forem vacinadas, maiores riscos de contração da doença existirão para todos, mesmo para aqueles que são vacinados. Se uma parte substancial da população deixar de se vacinar é toda a comunidade que perde a sua atual imunidade. Quando um pai decide que o seu filho não se vacina está a abrir uma brecha e pôr-nos a todos em perigo.'

Acredito que exista um lobbie imenso em torno das vacinas e das farmacêuticas, que cada vez mais impingem uma carrada de vacinas a custos exorbitantes que levem muitos pais a tomarem a decisão de 'adiarem' a vacinação, mas da mesma forma, estou convencida que existem passos básicos que deverão ser dados no que toca a protegermos as nossas crianças de epidemias que já afectaram a população. E se tomamos a decisão de colocar uma criança no mundo há que fazer contas a todos os custos que acarreta, sim custos, muitos, enormes, assustadores. Esses passos básicos não podem ser esquecidos, ignorados, deixados de lado por convicções e filosofias modernas, que estão na moda. 
Como proteger as nossas crianças das convicções de um adulto? 
Como confiar as nossas crianças a uma creche, a uma escola sem, de antemão, haver um registo de quem é a favor ou contra a vacinação de modo a também ser um requisito de selecção e escolha por parte dos pais?
Porque insistimos em mudar o que está certo, o que funciona?


2 comentários:

  1. Em relação aos famosos é sem dúvida um lobbie. Não pondo em causa as suas decisões, a publicidade das mesmas não deveria existir.
    Também não levei algumas vacinas em criança por recomendação do meu médico. Eram recentes e ele teve medo. Tive papeira, rubéola, sarampo e varicela. Há pessoas que acreditam que as vacinas podem provocar autismo e a verdade é que não acredito que sejam completamente inócuas e sem efeitos adversos. Acho sempre assim que devemos ouvir os médicos, que cada caso é um caso e que não se deve fazer publicidade dessas coisas. Depois há também as que são obrigatórias em Portugal e aí não deverá haver muito por onde fugir...

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