Desculpa T.

Foi imensamente parva e acabei por descarregar em quem não devia nem sequer merecia.
Mas sou humilde o suficiente para pousar os pés na terra, ter o meu momento de clareza e serenidade e saber que errei, que fui do mais mal-educado que existe e acabei por fazer merda.
Sempre te disse que tudo era uma questão de timming, sempre te disse que a companhia não era a melhor no momento, que os bichos ainda assolam a minha mente, as minhas entranhas e conseguem trazer ao de cima o pior que há em mim.
Disseste-me, no outro dia, talvez nem o recordes, que me vias como uma pessoa de cara fechada e que não pareço nada uma pessoa carinhosa, que contigo nunca o fui. Tens razão. Por agora não o consegui ser, com ninguém. Nem os abraços da família eu recebo com o mesmo carinho. Às vezes dou por mim a afastar as pessoas com um ligeiro empurrão ou a afastar-me quando as pessoas aproximam-se demasiado.
Porque o faço? Não sei mas queria parar com isto. Eu sempre fui uma pessoa carinhosa e mimalha.
Resta-me pedir-te desculpa, o resto já não está nas minhas mãos.

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