O defeito é da lâmpada

Não consigo ficar-te indiferente.
Não consigo evitar olhar-te e pensar como imensa coisa saberia tão bem fazer, sem censuras, sem olhares, sem juízos de valor.
Quando me olhas sei que pensas parecido mas não o mesmo. A vontade é a mesma mas a forma de a conseguir é diferente. Eu sei que simplificas, contigo é 'pão pão, queijo queijo', se há vontade faz-se, infelizmente segundo regras que não vão de encontro à forma como eu simplifico. Também para mim é fácil, quer-se então faz-se mas as regras são outras. 
Engraçado como dito assim soa a contra-senso, minha escrita parece tudo menos simplificar mas na realidade é muito simples. Como Einstein dizia 'tudo é relativo', neste caso dependente da perspectiva de cada um. Talvez aches que complico mas não. Não complico, eu evito e evito porque contornar as regras que para mim fazem sentido será reduzir o prazer que poderia tirar da situação, seria pesar o meu pensamento e sentir-me menos em paz. Para mim é simples, basta subtrair na equação e olhar o mundo de frente, de cabeça erguida, de porta aberta, de luz acesa. Mas creio que aqui, ironicamente, não vai fazer-se luz.

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