Conversas de cabeceira II

- Não achas que te preocupas demasiado com coisas muito pequenas? Porque valorizas tanto esses aspectos?
- Não sei. Eu sei que erro em concentrar-me tanto nessas coisas mas parece que é mais forte que eu, não consigo evitar.
- Não podes usar a vida dos outros como exemplo para viver a tua. O que os outros conseguem isso é lá com eles. Pára de te atormentar e julgar-te como inferior. Não o és.
- Sinto-me mal com isso. Eu sei que não posso continuar assim.
- Pára de reclamar e faz alguma coisa útil.
- Não sei por onde começar, tudo me parece esquisito e arranjo sempre desculpas para continuar na minha zona de conforto.
- E o que acontece a seguir? Queixaste que nada de novo acontece, que a vida não anda para a frente...
- Eu sei. Tornei-me uma queixinhas, até a mim enerva!
- O que esperas? Achas que as pessoas têm paciência para ouvir sempre queixumes?
- Mas eu não me queixo a ninguém, guardo tudo para mim...
- Mas não aproveitas a vida, não vives, sobrevives e erras cada dia que passa! As pessoas percebem que te falta o sorriso!
- Sinto-me culpada e acabo por estragar tudo!
- O que fazer, então?
- Mudar estes pensamentos ridículos...
- Sim...e?
- E...não sei. Vou começar por mudar estes pensamentos...são eles que geram o resto, a insegurança, o mau-estar, o receio...!
- Pronto, já é alguma coisa. Quando estiveres preparada para viver a tua vida, avisa-me. Estarei por aqui!

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