Conversas de cabeceira I

- Desististe de mim?
- Não! Acho que não!
- Então porque pensas dessa forma? O que aconteceu nos últimos dias para sentires o que sentes?
- Medo, talvez! Não sei. Estou confusa, melindrada. Acho que estou com ciume, estou perturbada, estou frágil.
- E eu fiz alguma coisa que contribuísse para tal estado?
- Mais ou menos. Nem sei. Eu sei que não o fazes por mal mas não sei o sentido pelo qual o fazes e a dúvida magoa-me!
- Não entendo. O que fiz que não sei?
- Dizer-to seria demonstrar um lado que não quero que conheças...
- Tenho de conhecer. Vou conhecê-lo mais tarde ou mais cedo!
- Ou não!
- Porque não? 
- Esquece. Não quero falar sobre isso. Queria apenas que tudo ficasse bem, por dentro e por fora. Queria sentir-me bem, estável, confiante...
- Atrapalho-te?
- Ás vezes...somos tão diferentes e tão iguais. Desculpa o cliché mas o problema não és tu, sou eu. Estou sempre à procura de mais, quero sempre mais. Acho que desde cedo coloquei os meus objectivos altos demais e hoje sinto que falhei.
- Eu acho que estás tão bem...eu gosto de ti assim.
- Mas não me amas...

8 comentários:

  1. Fiquei sem palavras. Este discurso parece-me de 2 pessoas que se amam, mas como no fim ficou sem resposta... não sei que pensar.

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  3. Doce: o silêncio é a resposta ;)

    João: Não conheço, tenho de ver qual é.

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  4. "Os males" dos sagitarianos, sempre impacientes, sempre com ânsia de mais...sempre insatisfeitos! Deixa-te apenas levar conforme o que sentires! Pode não ser o mais acertado, mas pelo menos fizeste-o de acordo com os teus sentimentos!

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  5. João, já li o poema. É bonito, mas triste...não gosto do Adeus!

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  7. Pois, eu entendo. Infelizmente percebo que o "para sempre" está em desuso ou o espaço temporal tornou-se demasiado relativo.

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