Lições intermináveis...

Nunca devemos julgar que estamos totalmente preparados, seja para o que fôr. O excesso de confiança poderá levar-nos a surpresas e nem sempre surpresas é sinónimo de agrado. Devemos ser confiantes sim, mas ter sempre em mente que precisamos constantemente de melhorar e estar continuamente a aprender e não é porque aprendemos uma vez que já somos profissionais da "coisa", em qualquer situação.
As lições que retiramos da vida fazem imenso sentido na nossa mente e é um erro pensarmos que sabê-las é suficiente para seguir em frente. Começo a perceber que, quando colocadas em prática, essas lições podem mostrar-nos que a teoria é bem mais fácil. Sucedem-se pequenos tropeços que nos alertam para o facto de talvez sermos mais precavidos traga-nos mais situações agradáveis ou, pelo menos, menos desagradáveis e embaraçosas.
Não quero com isto dizer que devemos viver constantemente em estado de alerta e receosos, não e muito pelo contrário, sou completamente apologista que a vida deve ser vivida de forma espontânea, sem receios, olhada de uma forma positiva e alegre. E se possível, sem arrependimentos. Devemos arriscar sermos felizes mesmo que isso signifique ter de, por vezes, saltar no desconhecido (isto é para os mais corajosos!!!). Mas nunca devemos tomar como certeza que, por termos vivido situações menos boas, uma ou até duas vezes (ou três, conforme o nosso nível de masoquismo) que estamos preparados para evitá-las ou enfrentá-las. É suposto estarmos mais fortes sim e pelo menos reconhecer grande parte dos sinais de alerta e perigo que nos indiquem que temos de tomar uma atitude, mas a forma como vamos vivenciá-la poderá, infelizmente, ser exactamente igual à das vezes anteriores tudo porque, apesar dos nossos esforços para mudar, a nossa personalidade continua a mesma, a nossa essência é a mesma e tem coisas que vamos repetir vezes e vezes sem conta e lamentar vezes e vezes sem conta tê-lo feito prometendo a nós mesmos que não irá repetir-se! Mas vai repetir-se!!! A única diferença é que virá camuflada com outras cores e outros sabores, e não vamos reconhecer logo à partida. É o que nos torna humanos e não robots.
Mesmo o mais bravo soldado não está preparado para a guerra e lições não lhe faltam...

Sem comentários:

Enviar um comentário