A interminável dor de cabeça

Ontem foi uma noite pesada. A dor de cabeça continuou a assombrar-me. Estava cansada, zonza, só queria estar num estado inconsciente para a dor deixar-me em paz e acabei por ir deitar-me cedo. Não gosto de dormir cedo, vou dormir mais horas do que necessito e acordarei ainda mais cansada. Acabei por acordar uma hora mais cedo do que o habitual. Nestas coisas o corpo funciona mesmo como um relógio. Mas acordei com uma sensação de dor levezinha ali a pairar. Rendi-me aos encantos do Ben-u-ron.
Muitas são as pessoas que têm vindo a queixar-se de dores de cabeça. Bem sei que estamos na altura da gripes e constipações e já senti o meu corpo a alertar-me para colocar as tropas em sentido pois a constipação está a preparar das suas, mas também acho que com esta história toda da crise, do aumento dos impostos, do constante bombardeamento dos meios de comunicação social para o estado da economia portuguesa, tem-se vindo a criar níveis de preocupação alarmantes na vida de cada um, e mesmo que queiramos ficar de parte, pelo menos o suficiente para não entrar em pânico, acabamos sempre por ouvir isto e aquilo da pessoa ao lado que teima em colocar-nos a par do assunto. Não, não quero viver em ignorância e sei bem o que estamos a atravessar, mas não quero viver com constantes dores de cabeça e preocupações por não conseguir colocar em prática meus objectivos de vida.
Se for constipação cá estarei preparada para a combater e já coloquei minhas armas em punho. Não tenho paciência para olhos a chorar e pingo no nariz. Pareço um palhaço cada vez que fico constipada, mas um palhaço com duas murraças nos olhos de tão inchados que ficam de lacrimejar. O resto, não quero saber, não quero deixar-me envolver por esta depressão generalizada. Se ao menos unissemo-nos para fazer alguma coisa, sim, estava lá com certeza, mas andar com queixumes e chegar a casa, sentar-me no sofá e continuar a queixar-me isso é que não, senão irei todos os dias mais cedo dormir com dores de cabeça.
Analisando as coisas ao pormenor, seriam intermináveis dores de cabeça. São tantas as coisas ridiculas e estúpidas que circundam a minha vida e a vida dos meus que mais parece que entramos numa dimensão terrorífica a 3D e não vemos a porta de saída. Recuso-me a viver assim, recuso-me!
E recuso-me a ficar constipada!

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