Preciso do rock 'n roll

Tudo parece tão diferente e ao mesmo tempo tão igual que, num estado quase que hipnótico, fecho os olhos e aproveito o ar condicionado para imaginar-me a sentir o vento no rosto e sair de onde estou para outras paragens. É a estupidez no limite, o aproveitar de uma situação de momento para conseguir sentir-me um pouco mais próximo de onde deveria de estar, sentir o que deveria sentir.
Nem sempre a sensação de liberdade e paz é tão reconfortante como deveria. Não desgosto deste viver sem sentir nada mais do que devo, apenas por quem devo, encontrar-me vazia de paixões. Apraz-me até ter o meu tempo, o meu espaço e puder olhar o meu umbigo à hora que bem apetecer-me. Mas a liberdade e a paz trazem consigo um preço e neste caso é esse mesmo não sentir nada, rigorosamente nada, nem mesmo a leve esperança de vir a sentir por habituação ao nada, ao vazio. Não desgosto mas há dias que aflige-me por não saber se não sinto porque não calha ou por já não saber como fazê-lo. 
A calma faz parte de mim, do meu coração, da minha alma mas sinto uma ligeira falta do turbilhão...

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