Fez-se luz! Um brilhozinho, vá...

Ontem finalmente levei a pancada (salvo seja) na cabeça que precisava para conseguir perceber o que, nas minhas relações inter-pessoais, chateia-me e deixa-me frustrada. A grande question (em francês) é que, tirando os meus pais, não tenho aquele alguém que realmente se preocupe e lute por mim, que organize a sua vida de vez enquando (como eu também de vez enquando faço) ou se dê ao trabalho de planear algo comigo, situação que cria em mim um sentimento de isolamento e solidão um tanto ao quanto tristonho e introspectivo.
Para entender a gravidade da questão para mim, tive as lágrimas nos olhos ao ver o filme Ted e quis mesmo um Ted só para mim.
Não me armo em coitadinha pois é um posto que pretendo nunca ocupar. Não preciso de convite para pôr os pezitos fora de portas e sou auto-suficiente para por-me a caminho sozinha (acompanhada sabe sempre melhor, dependendo para onde se vai), e assim, sem mais rodeios, faz-me realmente falta alguém que tivesse mais disponibilidade de caminhar ao meu lado e comigo fizesse uma espécie de equipe. Depois de admitir isto para mim tornou-se muito mais fácil entender os meus swings de humor que até arrepiam e já levavam-me a colocar a hipótese de tratamento.
Posto isto, uma primeira mudança já foi feita e daqui a poucos dias irei conhecer mais e nova gente o que dar-me-à a oportunidade de também alargar os meus horizontes e sentir-me um pouco mais parte de algo, parte do mundo. É que viver naquela caixa já estava a ser demasiado para mim.

3 comentários:

  1. Sílvia, é esse o caminho ;)
    Ou pelo menos para mim tem sido...
    Por vezes temos que ser nós a "dar o primeiro passo".

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    1. Eu vou dando alguns passos, não têm sido se calhar os mais indicados para mim e vai-se a ver caminho em círculos :)
      Demora mas com o tempo vou tendo as respostas que preciso :)

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