Caminho duro

O mais triste do cenário da crise é sermos obrigados a despedirmos-nos.
Quando colocam-nos a executar funções para as quais não estamos minimamente qualificados sabendo que isso servirá não para despedimento por inadaptação ao posto de trabalho - que até nem era mau pois assim vinha embora com carta de despedimento - mas manipular até ao ponto de não haver mais nenhuma alternativa senão ir mesmo embora é de sentir um nó de raiva a apertar na garganta.
Já não me resta muito mais a fazer senão as contas de como serão os tempos em que nenhum rendimento entrará na conta bancária...
Não vai ser uma caminhada fácil mas não vejo outra saída. Minha esperança é que depois de fechada esta porta uma outra se abra para mim até porque já mereço.

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