O jogo sem fair-play

Tenho mais noção, neste momento, das coisas que estão sobre o meu controlo e as que não estão, tudo aquilo que consigo manipular e o que simplesmente tenho que esperar para ver o que acontece e é este 'ver o que acontece' que nos últimos tempos tem, de novo, queimado alguns fusíveis mentais. Este jogo do 'deixa rolar' começa a ser demasiado repetitivo na minha vida e sem grandes seguranças e não digo que preciso de ter tudo tabulado na minha vida, que não gosto de surpresas, que sinto fascínio pelo que desconheço, apenas tenho noção que trata-se de uma situação que conheço bem demais e que sei bem como termina por já o ter jogado vezes sem fim. E tudo o que queria experimentar neste momento era o que já vivi aqui há uns anos, naquelas alturas em que, pela idade, somos tão menos exigentes que parece tudo ser mais fácil e divertido. Dou por mim a pensar qual a dificuldade em construir algo semelhante, calmo, seguro e com a oportunidade de planear o amanha com a certeza que o amanha existe. Guardo lembranças dessas alturas e com muita pena sinto que vivenciar algo desse género agora parece uma tarefa para os agentes da missão impossível.
Estou, neste momento, a medir prós e contras deste jogo de espera para saber se realmente apetece-me passar por tudo de novo. Por um lado tenho um optimista 'aguarda', por outro um pessimista 'desiste', e apesar de ser uma pessoa optimista, e depois de tantas vezes passar pela mesma lição, dou por mim inclinada para o 'desiste'. Não por ser desistente, que até nem sou, sou insistente e paciente até perceber que não vale a pena lutar mais ou que já não há adversário à altura, o cansaço é que dita que realmente viver sempre a mesma coisa não me traz benefício algum mesmo que seja algo que eu quisesse imenso que corresse bem e até queria por sentir nas minhas entranhas que estou perante algo que esperava há muito tempo. 
Resta-me continuar o dia-a-dia sem grandes planos, sem stresses ou pressões e no roll-play de que nada existe, nada acontece, nada me foi apresentado nem passou a fazer parte do meu pensamento. Torna mais fácil aceitar a desistência caso seja mesmo esse o melhor caminho a seguir...outra vez!

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