"No momento em que pensas que ultrapassaste a dor, vês-te a braços com a solidão."

in A questão Finkler

16 comentários:

  1. Sinceramente? Espero que o sentirmo-nos completos sozinhos...

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  2. Penso que sozinhos nunca estaremos completos. No fundo ninguém quer estar sozinho

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  3. Por isso é que disse "espero" pois sei que na verdade tens razão, ninguém quer estar sozinho. Mas a dependência de alguém para nos sentirmos completos desilude-me como ser humano. Nós deveríamos ser suficientes para nós mesmos.

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  4. Isso seria o fim da humanidade.
    E pode desiludir a dependência quando não se tem, mas encontrando a outra metade creio que tudo isso passa!

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  5. E porque não simplesmente estarmos juntos porque gostamos e queremos e não porque temos necessidade? Não achas que é um pouco interesseiro da nossa parte?
    Particularmente falando, a dependência, quando a tive, incomodou-me. Quando encontrar alguém especial não será considerada mais a minha metade porque quero estar completa sem ele, será sim um companheiro, um extra na minha vida. Mas, sublinho, é a minha visão da coisa.

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  6. Nokas: não é fácil mas estou a acreditar que não é impossível.

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  7. Mas se gostares verdadeiramente de estar com alguém, torna-se "vicioso"! Como qualquer vício, torna-se uma necessidade, dependência.
    Claro que se quiseres apenas um companheiro, será um extra na tua vida já completa e sem espaço, mas nunca terás tudo o que poderias ter dele.
    Não sei se será o melhor, talvez um meio termo.

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  8. Não digo que eu estar completa é ter a minha vida completa. Eu quero ser um ser humano completo sozinha, sem ter de penar por alguém para vir preencher o espaço que me falta para ser feliz. Quero ser feliz comigo mesma até para depois dar o melhor de mim à outra pessoa. Mas saber que se a pessoa for embora meu mundo não vai desabar, não vou sentir que falta um pedaço de mim porque eu estou ali inteira. E aprendi isso depois de sofrer na pele tudo o que escrevo. Porque achas que assim nunca terei tudo o que poderia ter dele se eu estou a dar tudo na mesma?
    Não digas que quero "apenas" um companheiro pois parece que estou a desvalorizar a vida de outro ser humano como se fosse "apenas" um vestido que uso ou não, até porque um companheiro na vida é coisa que falha nos dias que correm. Apenas defendo que é importante sermos uma unidade sozinhos e não uma metade porque se nunca na vida achares a outra metade vais chegar ao final e olhar para trás com muita desilusão. Sublinho: é um ponto de vista.

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  9. Sim, entendo. Ninguém que depender de ninguém e conseguimos ter uma vida feliz sem terceiros!Mas se deres tudo a alguém deixa de ser um extra para ser parte integrante. Quando damos uma parte de nós, damos sempre a melhor parte e é como um investimento a fundo perdido. Se essa pessoa ficar na nossa vida tudo bem, mas se sair leva com ela essa parte.
    Considero impossível ficarmos completos e seguir como se nada fosse, e se assim o for acho que é porque não demos o que deveríamos dar ou porque essa pessoa não era assim tão importante.

    E acho que todos sem excepção, se chegarem ao final da vida sem a sua metade que vão olhar para trás com desilusão. Há poucas pessoas que o fazem por opção, e normalmente quem o faz é porque ocupa esse lugar com religião ou outras coisas.

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  10. Compreendo onde queres chegar e faz sentido. Mas o que tenho tentado instruir na minha mente é a ver as coisas de outra perspectiva, que me proteja mais.
    A outra pessoa passa a ser parte integrante, mas não a parte que faltava para completar porque eu já era completa sem ela. Essa é a diferença para mim. E quando ela for embora leva a parte dela, mais o que lhe dei e deixa o que me deu mas nunca leva a parte que já fazia parte de mim antes dela chegar. Poderá inclusive deixar-me mais completa ainda pelos ensinamentos que me dará.
    É claro que não ficamos iguais depois de alguém ir embora. Já senti que arrancavam pedaços de mim... Todos os que passam na nossa vida deixam marcas mas isso até um simples desconhecido tem o poder de o fazer. Ninguém passa na nossa vida por acaso. O grau da saudade que fica depende sim da importância que demos à pessoa mas até isso o tempo cura. Temos de ficar tristes porque o tempo encarregou-se de nos fazer esquecer alguém que um dia e segundo o que dizes, fez parte de nós? Estaremos a ser insensíveis por isso? Não acho, simplesmente porque não era parte de nós, era um extra a nós e teve a sua importância no seu tempo.

    E sim, existem pessoas que vivem sem esse amor. Se é um refugio ou não, não sei. Opção? Não sei. Mas podes encontrar amor em tantas coisas na vida não tem que ser necessariamente na "tua outra metade".

    Só não podemos abdicar de nós por outra pessoa pois a nossa vida não tem preço.

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  11. Pronto, era aí que queria chegar: é por protecção.

    Acredito que quando aparecer a pessoa certa não seja necessário protejermo-nos de nada, poderemos dar sem receio de perder e não haverá problema em nos viciarmos/sermos dependentes.
    E era só isto =P

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  12. Todo o acto tem uma intenção e acho que a protecção está implícita deste início.
    Nunca vais saber quando é a pessoa certa...
    Obrigada pela partilha de opiniões.

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  13. Vou vou.

    Obrigado eu, já começam a ser raras as pessoas que levam a troca ideias prá frente. Normalmente dão a sua opinião no post e não se encontram abertas à sua discussão. E ainda por cima escreves bem!

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  14. Desejo-te que sim! :)

    Obrigada, é sempre engraçado desenvolver um tema. Tu também escreves bem.

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