O #1 dia do resto da minha vida


Desde muito cedo que apreendi que não vale a pena apontar o dedo aos outros pelos meus fracassos. Que fica mais fácil dizer que por culpa daquele ou daquela, por causa de esta ou de outra circunstância eu não fiz, eu não aconteci, eu não pude, isso fica, mas é uma mentira absurda e das grandes que dizemos a nós para não admitirmos nossos erros.

Sou a primeira a afirmar que vivo a vida que pedi viver, mesmo que não me agrade alguma circunstância. Queria queria ter determinada casa, determinado carro, determinada posição financeira e worries free mas não tenho e de quem é culpa? Minha, unicamente. Não, não é da sociedade, não é da crise, é minha. Sou do mais preguiçoso que há, do mais 'deixa andar', do reclamar, do que propriamente colocar as mãos à obra para alterar seja o que for. Às vezes acho que sim, que estou a fazer alguma coisa, mas no final das contas vejo que faltou a garra, a fé, a crença que realmente eu ia mais longe e sinto pena de mim. Uma pena por ter uma voz interior que berra diariamente pela vida que sabe ser sua por direito, que acredita e quer libertar-se mas tenho-a calado por medo do desconhecido e até mesmo do meu potencial, por estar demasiado estável na zona de conforto.
Marco este dia como o 1º dia do resto da minha vida, mesmo que em passos de bebé, é o dia em que começo a marcar a diferença para mim, a lutar por mim, pelo meu bem-estar, pela minha vida. E só por esta força de vontade afirmo que estou orgulhosa.

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