Não posso

Não posso.
Não posso deixar que continuamente esta sensação me invada desta forma como se me quisesse derrubar. Não posso.
A sensação é muito semelhante a um soco no estômago, um mau-estar demasiado intenso que me faz perder o rumo por uns instantes, que me faz sentir o chão fugir de debaixo dos meus pés e sinto-me a perder o controlo. E como eu detesto perder o controlo.
Não posso. Tenho que ser justa comigo mesma e tomar conta de mim para que os pensamentos, os actos, as palavras não tenham o efeito que têm, que sejam apenas isso, pensamentos, actos e palavras e nada mais, que não consigam magoar-me ou entristecer-me porque a minha vida é a minha vida, especial por ser apenas isso, por ser minha, por ser eu. Não deixarei que ninguém consiga fazer-me questionar o valor dela, o valor de mim mesma e do que sou. 
Pobres dos que não atingiram a sabedoria necessária para entenderem como o valor humano é único, como não se pode simplesmente brincar com a vida dos outros a seu bel-prazer.
Se para isso tenho que esfriar, ser mais dura, ser mais distante, então eu serei. Se para isso terei de deixar de lado o coração e olhar o mundo apenas com a mente, eu farei. Isso eu posso!

1 comentário:

  1. quando o chão foge, quando o céu cai, quando as nuvens ficam cinzentas e o mar evapora, deixando apenas o esbranquiçado sal, pensemos que apenas a alegria será capaz de varrer esse desequilíbrio! (:

    ResponderEliminar