Pessoas iô-iô, como eu

E de repente o mundo parece-me estranho. Sinto já não fazer parte dele ou pelo menos é o que tentam fazer-me sentir. Como se já houvesse lugar para mim, como se já não importasse mais, como se tivesse passado para segundo plano.
Nuns momentos somos, apenas somos, existimos, fazemos parte de algo, importamos, somos desejados, solicitados, apreciados. Num outro instante a mão solta-se e somos deixados.
Vejo o passado repetir-se frente aos meus olhos e estranho, apesar de não dever. Estranho por ter achado que o tempo traria aprendizado. Mas não, o tempo mostra-me que tudo é cíclico e o que vai volta as vezes que forem necessárias.
Não gosto do que vejo. Não é confortável. É solitário e frio onde já não se valorizam sentimentos mas apenas momentos de divagação, de constante luta para fugir do real. E como parte desse real, fogem de mim. Aceito porque o que me é desagradável excluo, não o quero. Mas aceito contrariada, ciente do meu valor, da minha pessoa, do que sou, do que fui e do que sempre serei. E a coerência é algo que nunca poderão tirar-me. Infelizmente, sou também coerente na minha faceta iô-iô que teimo em deixar existir. Vou e venho, vou  venho, vou e venho. Mas mesmo o iô-iô tem alturas que pára...

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