Noites solitárias

Para além de deitar-me um pouco mais tarde do que é habitual, a pressão de ter de dormir culminou em insónias! Tudo era motivo de incómodo, qualquer pequeno som perturbava-me e não havia meio de adormecer. O corpo cansado de mais uma aula no ginásio não era suficiente para sossegar a energia que ainda tinha para desgastar e fiquei a olhar para o escuro, para o nada até finalmente acordar de manhã e perceber-me que havia conseguido adormecer. É nestas alturas que sinto falta de ter alguém com quem conversar ou simplesmente ficar a admirar de modo a tornar o tempo acordada mais proveitoso. A presença de alguém tornaria tudo muito mais agradável e permitiria-me partilhar as minhas energias com outro corpo.
Na minha mente tudo se transforma, as noites são diferentes. Não estou sozinha quando me deito nem quando acordo, estou com ele, aquele corpo que faz-me falta, que traria mais um pouco de conforto e calor, que me faria sentir protegida.
Mas não, isso é apenas na minha mente. Na realidade, as noites são solitárias.

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