Os meus pais

Verdade seja dita, o que seria de mim sem a família?
Mesmo já não partilhando o tecto com os meus pais não deixo, de modo algum, que nenhum laço se quebre e vivo como se duas casas tivesse. 
A vida ensina-nos que, durante muitos anos e principalmente na passagem pela adolescência, damos valor às pessoas erradas e acabamos por colocar de lado quem incondicionalmente ama-nos e quer-nos bem, o melhor da vida. Hoje sinto-me de novo uma menina que precisa do carinho e do colo dos pais, não porque sou mimada porque até o sou, mas porque não existe mais ninguém que consiga fazer-me sentir tão especial e bem-vinda, tão acarinhada e amada, tão eu na minha maior naturalidade.
São eles que estão presentes em todos os momentos, são eles que aturam o meu mau-feitio, e refilando, sabem que passa e nada muda, o amor continua lá sem questões.
A vida vai passando e as pessoas vão desaparecendo, vão diminuindo a sua presença, a sua importância e há aquele momento em que apercebemos-nos que, por entre as pessoas que vão e vêm estão os sempre presentes e são eles, os meus pais, o meu pilar, o meu porto seguro. E se há momento na vida que olho para cima e agradeço estarem por perto é hoje, no presente senão não me garantia. Mas é que não me garantia mesmo!
Por tudo o que de bom existe na vida, ainda bem que tenho-os comigo.
Mesmo não conseguindo agradecer de forma altruísta o facto de terem-me dado a vida, agradeço caminharem comigo até onde conseguirmos e sempre que possível, de sorriso no rosto.

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