Not a bedtime story

Não gosto da hora de ir dormir. Sei que ali inicia-se um turbilhão de imagens, emoções e sonhos e na manhã que chegará não terei vontade de despertar, uma vez mais.
Gostava de ter a capacidade de fechar os olhos apenas por uns segundos e descansar, ser suficiente apenas esse pequeno lapso de tempo, esse pequeno momento e até a vida seria melhor aproveitada.
Gosto de dormir quando já lá estou mas não gosto de ter de fazê-lo, a obrigação do corpo ceder ao cansaço. É a perda de controlo que detesto sentir e sentirei quando a manha chegar e questionar-me uma vez mais porquê acordar, qual o propósito, porquê dar continuidade a algo que não me apraz, não me satisfaz.
Não gosto da minha mente quando acordo, é triste, melancólica, aborrecida e consegue fazer-se perder em pensamentos, na própria essência da vida sem que me dê conta.
Acordo cansada e preferia não ter dormido.
Gostava de treinar o meu corpo para dormir cada vez menos. Se ele um dia tem de padecer que seja porque estive desperta tempo demais e não com medo de acordar.

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