As flores

Tenho adiado comprar flores, nem sei bem porquê. Todos os dias olho para a banca das flores, à porta do cemiterio onde consigo ve-las ao passar de carro, cheias de cor, vida e alegria e apenas pisco-lhes o olho. 'Sabado venho-vos buscar' mas não vou. Chega Sábado e não vou, nem paro o carro para olha-las de perto. Não sei o que me trava tanto de fazer um simples gesto que tanta diferenca faz para mim, que me alegra, me contenta. Numa fracção de segundos penso nao valer a pena e mudo o trajecto. Chego a casa e contemplo a jarra vazia: 'Porque não as trouxe?' E adio para o próximo Sábado.
Gosto de flores, confortam-me. Porque me privo delas? Porque me estou a punir?

2 comentários:

  1. Lembra-te que...
    É muito importante saber perdoar-nos a nós próprios.
    Compra flores, aliás compra-te flores!
    Tens de perceber, que o contexto da banca do cemitério, também não ajuda não é!?
    Cmp, S.V.

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    1. Eu sei que não soa bem, flores à porta do cemitério, mas acredita que é visualmente bonito, cheio de cores. Mais depressa compro lá do que numa florista :)
      Tenho de reaprender a mimar-me, acho que algures pelo caminho fiquei com a ideia de que não devia (ou não merecia), mas é um processo.
      Desde que escrevi o post que continuo no mesmo registo, olho, comento, abrando mas não paro, sigo caminho. A ver se mudo proximamente.
      Obrigada pela visita :) Beijo

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