A minha teoria da vida

Muitas vezes passa-me pela cabeça uma teoria que venho a conspirar já desde miúda, a teoria da vida. É arriscado teorizar sobre tão grande questão mas sempre gostei de filosofar.
Convictamente, e cada vez mais, penso que tudo não passa de um sonho. Tudo o que vivemos, os anos, os dias, os momentos bons e maus são pensamentos que a nossa mente está a reproduzir enquanto dorme e que, a qualquer momento (que conhecemos por morte), vamos despertar no outro plano, deitados na cama ou, num cenário mais apetecível, deitados numa praia paradisíaca.
Muitas vezes tive sonhos quase que reais dos quais despertei com a nítida sensação de realmente lá ter estado. Cheiros, sensações, sabores são lembrados depois de acordar e permanecem durante todo o dia portanto acho completamente aceitável que tudo isto que conhecemos como vida não seja mais do que um sonho, o tempo que 'vivemos' não passa apenas de uma noite de descanso que nós estamos a ter do outro lado. 
Contudo não sei se, no plano real (ao qual temos acesso depois da morte/despertar) somos iguais ao que vemos agora, se somos a mesma pessoa. Poderá haver uma forte probabilidade de sermos completamente diferentes. Quem já não sonhou ser algo diferente? Poderemos inclusive ser do sexo oposto ao que somos agora. Podemos até nem fazer ideia de quem são as pessoas que conhecemos agora. É demasiado comum sonharmos com estranhos, e portanto, família e amigos serem outras pessoas diferentes. Pensar nessa hipótese é triste mas para quem acorda não o é pois vai estar perto de quem ama na realidade e quando despertar não sentirá qualquer saudade do que sonhou, nem mesmo das pessoas pois estas não significarão nada para elas. 
Parece ridículo mas quem sabe se não tenho mesmo razão?

Auto-estima num relacionamento

Uma das coisas boas de estarmos sozinhos, e por sozinhos entenda-se solteiros, é não sofrermos com tanta regularidade das inconstâncias da auto-estima. Aceitamos que estamos solteiros, acostumamos-nos à ideia e começamos a viver em nossa função. Tudo o que fazemos é por nós e pelo nosso bem-estar sem pensar numa outra pessoa ou na ideia de agradar alguém.
A partir do momento em que permitimos a entrada na nossa vida começamos a questionar imensa coisa a nosso respeito. Será que estamos bem assim? Será que agradamos desta forma? Será que vamos tornar-nos cansativos, enjoativos, uma valente seca? Será que a outra pessoa não se importa de ver-me de pijama e com ar sostro? Será que vou perder a piada com o tempo e dar aso a que outras pessoas iludam no meu lugar? Uma panóplia de questões. 
Quando namoramos muito tempo demoramos a acostumarmos-nos a estar sozinhos mas depois começa a fazer mais sentido estarmos sozinhos e começamos a duvidar da nossa capacidade de partilha numa vida a dois. Confesso que fui pessoa de afirmar a pés juntos que não fazia a mínima ideia de como tinha conseguido gerir um relacionamento. Tudo começou a parecer-me difícil demais. Termos de adaptar horários, ter 'satisfações' a dar, as preocupações com a 'concorrência'...
Obviamente que falo apenas nas questões menos boas. Não esqueço que um relacionamento vem acompanhado do que de melhor a vida pode oferecer. Vale sempre a pena os momentos de carinho, os sorrisos, o toque, as palavras que confortam o coração e fazem-nos sentir no topo do mundo. Mas é inevitável que, quando gostamos de alguém, a nossa auto-estima é a que sofre mais pancadas, colocada à prova a todo o momento perante imensos desafios que só os fortes conseguem enfrentar sem desistir pelo caminho.
Estou para ver como a minha vai comportar-se. Friamente analisada a situação sei que estou perante um desafio e tanto...

Principe

O primeiro dia do ano marcou a completa viragem da minha vida.
Tudo indicava ser apenas mais um dia no qual, cansada da festa da noite anterior, gozava do sossego e da calma a que já havia-me habituado.
Quando decidi responder-te como tinha corrido a passagem de ano estaria longe de imaginar que o que se seguiria iria tomar, por completo, o controlo de todo o eu.
A conversa fluiu como se fossemos amigos de longa data, e mesmo separados, senti-te perto o resto do dia e da noite. A partir dai foste uma companhia constante de conversa, de troca de pseudo-mimos embrulhados em galanteios e receios de passar o limite da conveniência de quem não se conhece. 
Eu sabia que o encontro marcado, passado uns dias, não iria ser totalmente inocente. Sabia-o e não importava-me rigorosamente nada. Sentia que iria ser bom ver-te, desejava secretamente puder tocar-te e beijar-te. Alegro-me dessa noite ter acontecido. Vivi contigo dos momentos mais especiais da minha vida, o momento em que disseste-me por entre palavras e gestos que quem eu havia procurado todo este tempo tinha-me encontrado e ali estava, mesmo à minha frente, finalmente.
Desde esse dia nunca mais te largo e absorvo por completo tudo o que possas dar-me de mimo, de carinho, de sonhos, de diversão, de companheirismo. De mim dou-te tudo, sem pensar duas vezes, sem reflectir no certo ou errado, apenas com a certeza de que, a cada segundo que o relógio marca, apaixono-me mais e mais por ti.
Adoro tudo em ti e basta-me ouvir a tua voz para sentir-me segura, para perceber que guardas-me no coração.
És o meu menino, o meu príncipe.

Já ca cantam


Desde ontem! Parabéns para mim!!
Balanço: cada vez mais crescida, já não tenho muitas desculpas para errar...

Aqui vai...


...fora! :)

Há coisas que não mudam

Como é possível que uma mulher com 30 anos ainda core quando fala com desconhecidos ou pessoas com quem tem situações mais 'caricatas'?
Valha-me Deus que sinto um calor na face e não consigo disfarçar!!

O diário da nossa paixão


No passado Sábado repetiu uma vez mais o filme 'O diário da nossa paixão' inspirado num romance de Nicholas Sparks. Não sou nada fã deste escritor mas este filme consegue, por mais vezes que o reveja, levar-me completamente às lágrimas. 
A história não poderia ser mais perfeita, o que a torna demasiado surreal, mas confesso que fico roída de inveja por não ter nada semelhante na vida. É simplesmente linda a forma como o amor é retratado por este autor. A visão dele é simplesmente perfeita e não é possível ficar indiferente a uma história assim.
Vejo neste filme uma forma de inspiração. Os meus olhos absorvem a informação e reproduz-se na minha mente uma cópia na qual a protagonista sou eu. E ele...bem, isso já é outra história.
Na verdade, tudo na vida seria muito mais bonito se a paixão, a entrega e a dedicação fossem como no filme, se as pessoas soubessem o valor umas das outras e não tivessem qualquer problema em demonstra-lo, problema algum em ir à luta mesmo sentindo a rejeição nas primeiras investidas. E contra mim falo, sou incapaz de fazê-lo. O impulso perdeu-se pelo caminho e tornei-me demasiado racional, medricas mesmo. 
Vejo o filme e sinto por dentro uma vontade incrível de deixar de lado os medos, partir em busca do que quero. Mas essa vontade perde-se no 'the end' assim como toda a minha coragem e não consigo deixar de torturar-me por isso. 
Quem tiver histórias assim tem mais é que aproveita-las que com a idade tudo parece ficar cada vez mais difícil.

Momento cartoon #56

Mais ou menos isto...


A solidão diária dita esta realidade...é triste mas verdade. Eles existem mas só em caso de estar com um pé no precipício e nesses casos muito raramente telefono a alguém. Nos outros momentos é que nem vê-los. 

Momento musical

Sempre


Sonhos

Hoje tive um sonho bom demais!!
Só lembrei-me dele umas horas depois de acordar e mal aconteceu esbocei imediatamente um sorriso.
Eh pah...tirei uns beijos com o Rodrigo Santoro. É ou não um sonho deveras delicioso?

Desabafos

Eu quero
Tu não queres

E assim se conjuga o verbo querer na minha vida.

O amor no corpo


Algumas sensações são menos boas mas sempre são preferíveis do que nada sentir.
Acho que tenho-as todas neste momento... :)

Nova Vida

Nova vida chama por ti agora. Nova vida, novas pessoas, novos acontecimentos. O passado morreu. Tem de morrer. Tudo o que valia até aqui deixou de valer – ou se calhar nunca valeu. Todas as hipóteses que se afiguravam viáveis deixaram de o ser. Vieste aqui para morrer. Para definhar, quebrar e limitar a tua resistência. Nada tem de ser perfeito. Mas tem de ser novo. 

Nova vida, novas oportunidades. As coisas que dantes tinham valor deixaram de o ter. Qualquer coisa que queiras usar que seja do passado, qualquer pessoa, ocasião, circunstância ou forma de agir, qualquer medo de sentir, tudo isso será agora extremamente penalizado.

Acabou o ciclo. Acabou o fluxo. Agora, quero tudo novo. Deixa a vida apresentar-se e vais ver o maravilhoso e certeiro que é.

Jesus por Alexandra Solnado


karm kiye ja

Ditado indiano 
('Faz a tua parte que Deus fará o resto')

Carta

Não falei contigo 
com medo que os montes e vales que me achas
caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
que a estabilidade lógica
de quem não quer explodir
faça bem ao escudo que és... 

Saudade é o ar
que vou sugando e aceitando
como fruto de Verão
nos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes também
que num dia maior serás trapézio sem rede
a pairar sobre o mundo e tudo o que vejo... 

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é feita de papel
Nela te pinto nua
numa chama minha e tua.

Desconfio que ainda não reparaste
que o teu destino foi inventado
por gira-discos estragados
aos quais te vais moldando...
E todo o teu planeamento estratégico
de sincronização do coração
são leis como paredes e tectos
cujos vidros vais pisando...

Anseio o dia em que acordares
por cima de todos os teus números
raízes quadradas de somas subtraídas
sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida
um ciclo vicioso
harmonioso do teu gesto mimado
e à palma da tua mão...

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
e a minha bola de cristal é feita de papel
Nela te pinto nua
Numa chama minha e tua. 

Desculpa se te fiz fogo e noite
sem pedir autorização por escrito
ao sindicato dos Deuses...
mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
como refúgio dos meus sentidos
pedaço de silêncios perdidos
que voltei a encontrar em ti...

É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro...

...nela te pinto nua
Numa chama minha e tua.

Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém
Se não te deste a ninguém
magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado. 

Toranja

Seca forma de vida

Tenho a noção de que se fosse escrever a história da minha vida seria uma valente seca para os leitores e hipotéticos interessados.
E foi com esta clareza de pensamento que tive a noção de que necessito 'apimentar' mais a minha vida e torna-la mais 'apetecível' não aos olhos dos outros mas aos meus próprios olhos. O fundamental é, primeiramente, vende-la a mim, convencer-me de que trata-se de algo de ser lido e revivido.
Consigo auto-analisar e 'do alto' observar a minha vida. Exteriorizar-me por assim dizer. Nessa observação deparo-me com a mais comum e vulgar existência regada por uma boa dose de 'nada de especial' e uma pitada de 'tudo igual todos os dias'. Não que sinta-me descontente porque sei que tenho mais é que agradecer variadíssimas coisas que acompanham a minha existência mas há uma pequena necessidade de dar uma cor nova a esta forma de estar.
E enquanto escrevo penso em algo que tem-me interessado nos últimos tempos. Hoje fiquei a saber do seu nome...! Quem sabe não tenho um capítulo novo a escrever?

Manifesto de descontentamento pelo patronato

Há coisas que simplesmente ultrapassam o meu entendimento.
As constantes reclamações vindas de quem aufere mensalmente quase mais o quadruplo do que eu e vive na agonia constante de não conseguir cumprir com os seus compromissos. Andam sempre nervosos, enervam os outros, chateiam os outros e até ofendem os outros porque não conseguem aguentar a pressão da frustração que constroem na sua realidade, uma realidade completamente paralela, a meu ver.
São os primeiros a não fazer nada, trabalham menos, e na mesma assim, conseguem ser os primeiros a apontar defeitos ao trabalho dos outros, ao esforço que os outros colocam no que fazem falando do alto da burra como se tudo fosse fácil para eles e o resto não passa de uma cambada de incompetentes. Claro está que, quando vão eles fazer o trabalho, deparam-se com dificuldades, acrescidas com a sua própria ignorância, mas também não conseguem ceder e admitir que estavam errados.
São pessoínhas que não sabem estar, que cresceram num ambiente que mostrou-lhes que calcar os outros fazia parte e não sabem como é viver sem o fazer. Alimentam o seu ego com comentários, se calhar a seu ver e na sua mentalidade mesquinha, motivadores porque poderão impulsionar quem os ouve, mas que, na verdade, deixam o outro agoniado, desmotivado, ferido pela falta de reconhecimento e constante 'pancada' que leva no quotidiano.
O patronato está sem dúvida em crise.