Há coisas que não mudam

Como é possível que uma mulher com 30 anos ainda core quando fala com desconhecidos ou pessoas com quem tem situações mais 'caricatas'?
Valha-me Deus que sinto um calor na face e não consigo disfarçar!!

O diário da nossa paixão


No passado Sábado repetiu uma vez mais o filme 'O diário da nossa paixão' inspirado num romance de Nicholas Sparks. Não sou nada fã deste escritor mas este filme consegue, por mais vezes que o reveja, levar-me completamente às lágrimas. 
A história não poderia ser mais perfeita, o que a torna demasiado surreal, mas confesso que fico roída de inveja por não ter nada semelhante na vida. É simplesmente linda a forma como o amor é retratado por este autor. A visão dele é simplesmente perfeita e não é possível ficar indiferente a uma história assim.
Vejo neste filme uma forma de inspiração. Os meus olhos absorvem a informação e reproduz-se na minha mente uma cópia na qual a protagonista sou eu. E ele...bem, isso já é outra história.
Na verdade, tudo na vida seria muito mais bonito se a paixão, a entrega e a dedicação fossem como no filme, se as pessoas soubessem o valor umas das outras e não tivessem qualquer problema em demonstra-lo, problema algum em ir à luta mesmo sentindo a rejeição nas primeiras investidas. E contra mim falo, sou incapaz de fazê-lo. O impulso perdeu-se pelo caminho e tornei-me demasiado racional, medricas mesmo. 
Vejo o filme e sinto por dentro uma vontade incrível de deixar de lado os medos, partir em busca do que quero. Mas essa vontade perde-se no 'the end' assim como toda a minha coragem e não consigo deixar de torturar-me por isso. 
Quem tiver histórias assim tem mais é que aproveita-las que com a idade tudo parece ficar cada vez mais difícil.

Momento cartoon #56

Mais ou menos isto...


A solidão diária dita esta realidade...é triste mas verdade. Eles existem mas só em caso de estar com um pé no precipício e nesses casos muito raramente telefono a alguém. Nos outros momentos é que nem vê-los. 

Momento musical

Sempre


Sonhos

Hoje tive um sonho bom demais!!
Só lembrei-me dele umas horas depois de acordar e mal aconteceu esbocei imediatamente um sorriso.
Eh pah...tirei uns beijos com o Rodrigo Santoro. É ou não um sonho deveras delicioso?

Desabafos

Eu quero
Tu não queres

E assim se conjuga o verbo querer na minha vida.

O amor no corpo


Algumas sensações são menos boas mas sempre são preferíveis do que nada sentir.
Acho que tenho-as todas neste momento... :)

Nova Vida

Nova vida chama por ti agora. Nova vida, novas pessoas, novos acontecimentos. O passado morreu. Tem de morrer. Tudo o que valia até aqui deixou de valer – ou se calhar nunca valeu. Todas as hipóteses que se afiguravam viáveis deixaram de o ser. Vieste aqui para morrer. Para definhar, quebrar e limitar a tua resistência. Nada tem de ser perfeito. Mas tem de ser novo. 

Nova vida, novas oportunidades. As coisas que dantes tinham valor deixaram de o ter. Qualquer coisa que queiras usar que seja do passado, qualquer pessoa, ocasião, circunstância ou forma de agir, qualquer medo de sentir, tudo isso será agora extremamente penalizado.

Acabou o ciclo. Acabou o fluxo. Agora, quero tudo novo. Deixa a vida apresentar-se e vais ver o maravilhoso e certeiro que é.

Jesus por Alexandra Solnado


karm kiye ja

Ditado indiano 
('Faz a tua parte que Deus fará o resto')

Carta

Não falei contigo 
com medo que os montes e vales que me achas
caíssem a teus pés...
Acredito e entendo
que a estabilidade lógica
de quem não quer explodir
faça bem ao escudo que és... 

Saudade é o ar
que vou sugando e aceitando
como fruto de Verão
nos jardins do teu beijo...
Mas sinto que sabes que sentes também
que num dia maior serás trapézio sem rede
a pairar sobre o mundo e tudo o que vejo... 

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
Que a minha bola de cristal é feita de papel
Nela te pinto nua
numa chama minha e tua.

Desconfio que ainda não reparaste
que o teu destino foi inventado
por gira-discos estragados
aos quais te vais moldando...
E todo o teu planeamento estratégico
de sincronização do coração
são leis como paredes e tectos
cujos vidros vais pisando...

Anseio o dia em que acordares
por cima de todos os teus números
raízes quadradas de somas subtraídas
sempre com a mesma solução...
Podias deixar de fazer da vida
um ciclo vicioso
harmonioso do teu gesto mimado
e à palma da tua mão...

É que hoje acordei e lembrei-me
que sou mago feiticeiro
e a minha bola de cristal é feita de papel
Nela te pinto nua
Numa chama minha e tua. 

Desculpa se te fiz fogo e noite
sem pedir autorização por escrito
ao sindicato dos Deuses...
mas não fui eu que te escolhi.
Desculpa se te usei
como refúgio dos meus sentidos
pedaço de silêncios perdidos
que voltei a encontrar em ti...

É que hoje acordei e lembrei-me
Que sou mago feiticeiro...

...nela te pinto nua
Numa chama minha e tua.

Ainda magoas alguém
O tiro passou-me ao lado
Ainda magoas alguém
Se não te deste a ninguém
magoaste alguém
A mim... passou-me ao lado. 

Toranja

Seca forma de vida

Tenho a noção de que se fosse escrever a história da minha vida seria uma valente seca para os leitores e hipotéticos interessados.
E foi com esta clareza de pensamento que tive a noção de que necessito 'apimentar' mais a minha vida e torna-la mais 'apetecível' não aos olhos dos outros mas aos meus próprios olhos. O fundamental é, primeiramente, vende-la a mim, convencer-me de que trata-se de algo de ser lido e revivido.
Consigo auto-analisar e 'do alto' observar a minha vida. Exteriorizar-me por assim dizer. Nessa observação deparo-me com a mais comum e vulgar existência regada por uma boa dose de 'nada de especial' e uma pitada de 'tudo igual todos os dias'. Não que sinta-me descontente porque sei que tenho mais é que agradecer variadíssimas coisas que acompanham a minha existência mas há uma pequena necessidade de dar uma cor nova a esta forma de estar.
E enquanto escrevo penso em algo que tem-me interessado nos últimos tempos. Hoje fiquei a saber do seu nome...! Quem sabe não tenho um capítulo novo a escrever?

Manifesto de descontentamento pelo patronato

Há coisas que simplesmente ultrapassam o meu entendimento.
As constantes reclamações vindas de quem aufere mensalmente quase mais o quadruplo do que eu e vive na agonia constante de não conseguir cumprir com os seus compromissos. Andam sempre nervosos, enervam os outros, chateiam os outros e até ofendem os outros porque não conseguem aguentar a pressão da frustração que constroem na sua realidade, uma realidade completamente paralela, a meu ver.
São os primeiros a não fazer nada, trabalham menos, e na mesma assim, conseguem ser os primeiros a apontar defeitos ao trabalho dos outros, ao esforço que os outros colocam no que fazem falando do alto da burra como se tudo fosse fácil para eles e o resto não passa de uma cambada de incompetentes. Claro está que, quando vão eles fazer o trabalho, deparam-se com dificuldades, acrescidas com a sua própria ignorância, mas também não conseguem ceder e admitir que estavam errados.
São pessoínhas que não sabem estar, que cresceram num ambiente que mostrou-lhes que calcar os outros fazia parte e não sabem como é viver sem o fazer. Alimentam o seu ego com comentários, se calhar a seu ver e na sua mentalidade mesquinha, motivadores porque poderão impulsionar quem os ouve, mas que, na verdade, deixam o outro agoniado, desmotivado, ferido pela falta de reconhecimento e constante 'pancada' que leva no quotidiano.
O patronato está sem dúvida em crise. 

Os meus pais

Verdade seja dita, o que seria de mim sem a família?
Mesmo já não partilhando o tecto com os meus pais não deixo, de modo algum, que nenhum laço se quebre e vivo como se duas casas tivesse. 
A vida ensina-nos que, durante muitos anos e principalmente na passagem pela adolescência, damos valor às pessoas erradas e acabamos por colocar de lado quem incondicionalmente ama-nos e quer-nos bem, o melhor da vida. Hoje sinto-me de novo uma menina que precisa do carinho e do colo dos pais, não porque sou mimada porque até o sou, mas porque não existe mais ninguém que consiga fazer-me sentir tão especial e bem-vinda, tão acarinhada e amada, tão eu na minha maior naturalidade.
São eles que estão presentes em todos os momentos, são eles que aturam o meu mau-feitio, e refilando, sabem que passa e nada muda, o amor continua lá sem questões.
A vida vai passando e as pessoas vão desaparecendo, vão diminuindo a sua presença, a sua importância e há aquele momento em que apercebemos-nos que, por entre as pessoas que vão e vêm estão os sempre presentes e são eles, os meus pais, o meu pilar, o meu porto seguro. E se há momento na vida que olho para cima e agradeço estarem por perto é hoje, no presente senão não me garantia. Mas é que não me garantia mesmo!
Por tudo o que de bom existe na vida, ainda bem que tenho-os comigo.
Mesmo não conseguindo agradecer de forma altruísta o facto de terem-me dado a vida, agradeço caminharem comigo até onde conseguirmos e sempre que possível, de sorriso no rosto.

Acabou

Fim das férias e retorno ao inferno...ninguém merece!

Não sei mais quem sou

"Falta-te força de vontade" disse-mo a minha mãe. Não teria arranjado melhor definição.
Quando perdi-a, como, onde, não faço ideia mas que já não a tenho comigo é certo e faz tempo.
Andava perdida sem saber como expressar o que sinto, o que vivo, e a minha ausência de praticamente tudo o que era normal na minha vida retrata esse estado de espírito.
Pensei que fosse fácil recuperar-me mas não o é. Falta-me a força de vontade de fazê-lo, o propósito, a capacidade de erguer-me, de levantar o rosto e olhar em frente sem questionar-me no segundo a seguir porquê fazê-lo se pouco ou nada importa.
Perdi-me dentro de mim. Sinto-me rejeitada pelo mundo, culpada pelas minhas escolhas, inútil, sem piada, sem importância.
Gostava que as minhas palavras ecoassem e trouxessem de volta a minha força. Ninguém sabe como custa-me sorrir, ninguém sabe como tem sido difícil aceitar-me, aceitar que tudo à minha volta mudou e estive distraída tempo demais para agora acompanhar o ritmo.
Procuro em tudo o que posso uma 'mão' que se estenda até mim e me agarre enquanto há tempo. Não o escondo nas minhas palavras que sofro, que vivo triste, que estou sensível até demais.
Por onde passo quase nada vejo. A vida para os outros tem significado, tem um plano, uma estrutura. A minha passou a ser apenas o nada e não tenho ideia como mudar isso.
Cansei-me de tentar ouvir-me, de tentar escutar a 'voz interior' que dizem conter as respostas que necessitamos para viver a vida mas o ruído que me cerca passou a ser demasiado e já não escuto nada a não ser o chorar da minha alma.
Se há um motivo que Deus mo diga qual é antes que lhe vá perguntar directamente...

Not a bedtime story

Não gosto da hora de ir dormir. Sei que ali inicia-se um turbilhão de imagens, emoções e sonhos e na manhã que chegará não terei vontade de despertar, uma vez mais.
Gostava de ter a capacidade de fechar os olhos apenas por uns segundos e descansar, ser suficiente apenas esse pequeno lapso de tempo, esse pequeno momento e até a vida seria melhor aproveitada.
Gosto de dormir quando já lá estou mas não gosto de ter de fazê-lo, a obrigação do corpo ceder ao cansaço. É a perda de controlo que detesto sentir e sentirei quando a manha chegar e questionar-me uma vez mais porquê acordar, qual o propósito, porquê dar continuidade a algo que não me apraz, não me satisfaz.
Não gosto da minha mente quando acordo, é triste, melancólica, aborrecida e consegue fazer-se perder em pensamentos, na própria essência da vida sem que me dê conta.
Acordo cansada e preferia não ter dormido.
Gostava de treinar o meu corpo para dormir cada vez menos. Se ele um dia tem de padecer que seja porque estive desperta tempo demais e não com medo de acordar.

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Movimento

Quando tudo está mal, concentra-te em ti. Quando tudo à tua volta está a ruir, pensa que o movimento do Universo quando quer que tu entres dentro de ti próprio, faz ruir tudo à sua volta. É um movimento perpétuo. Tu sais da tua energia para ir buscar segurança nos outros. Tudo o que é fora de nós é mais fácil. Tudo o que é fora de nós é mais confortável. É seguro.

Entrar dentro de ti próprio é que é difícil. Aí dentro estão tristezas, mágoas, ressentimentos e admoestações. Aí dentro está escuro. Aí dentro está frio. Por isso, é compreensível que fujas de aí de dentro a sete pés. E te agarres aos outros. E ao te apegares aos outros, estás a provocar o Universo para agir. O Universo não pode permitir que te mantenhas fora de ti. Portanto, vai ter de te retirar a segurança que encontravas no teu relacionamento com os outros. E como é que o Universo te retira essa segurança? Simples. Quebra a tua ilusão de que esses relacionamentos fossem altamente satisfatórios. E como é que o Universo quebra a tua ilusão? Desiludindo-te.

De repente, sem porquê, as pessoas nas quais tu depositavas tanta confiança, zangam-se contigo, fazem asneiras, não te dão a atenção devida, ficam doentes, morrem. Todo este movimento de perder os outros – ou melhor, a ilusão de relação idílica que tens com os outros – tem um único e singelo propósito. Fazer-te olhar para ti. Sentir a tua própria energia.

Faz-te ver-te. Faz- te criar alguém que gostarias de ser. Que te orgulhas de ser. Todo este movimento coloca-te indubitavelmente na tua própria dimensão emocional. Faz-te sentir.

Alexandra Solnado