Basta da praga de humanos

Às vezes viver não é fácil, não porque o mundo seja feio porque não é mas porque as pessoas o são.

Sou um ser humano, já fiz muitas coisas que não deveria ter feito mas nunca na vida vou aceitar o que vejo outras pessoas fazerem. Faz 5 minutos que vi um vídeo de um cão a espumar-se, a morrer envenenado. Obviamente que não vi o vídeo até ao fim, o meu coração partiu-se entretanto e fiz um esforço para conter as lágrimas que queriam sair, resultado da dor que senti.

Não há palavras, não há perdão, não há explicação.

Na verdade não há nada que possa ser dito. As imagens falaram por si. O ser humano é cruel e eu espero que a humanidade desapareça porque o mundo não é nosso, é da natureza e dos animais e nós somos uma praga, não estamos aqui a fazer nada.

Este é um mini texto demasiado pessoal pois expõem uma ideia muito profunda. Este é um dos motivos que levou-me a aceitar a ideia de não ter filhos. Na brincadeira comecei por dizer que o mundo é tão mau que pelo enorme amor que sinto pelos meus filhos não os colocarei aqui, não os sujeitarei a verem o que vejo, a chorarem, a magoarem-se, a deprimirem. É a maior prova de amor incondicional que tenho por eles.

Da mesma forma que sei o quão bonito o mundo é, a natureza, os bichos, o pôr-do-sol e o nascer do dia, também sei o quão horrível é o que o ser humano consegue fazer a si e aos outros.

Basta, basta de colocar mais gente aqui e toca tudo a ir embora, já chega. Somos patetas, egoístas, mesquinhos e hipócritas, infestamos um mundo tão gracioso e só deixamos um rastro de destruição para trás. Tomara que ser inteligente significasse ser melhor. Desejo para o mundo o fim da humanidade, por mais que isso choque.

3 comentários:

  1. Concordo na integra! Alias os irracionais tem tanto para nos ensinar !!

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  2. compreendo tão bem esses sentimentos. quero acreditar em cada pequeno detalhe que ainda há esperança, que nós no fundo no fundo somos naturalmente bons mas logo surgem 1001 exemplos (exemplares) de que essa é uma causa perdida. Resta-nos a esperança, cada vez mais diminuta.

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